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“Morri ontem”

Romance de João Aguiar Campos

          
“Morri ontem”

O Padre João Aguiar Campos, natural de Campo do Gerês, Terras de Bou­­ro, cónego da diocese de Braga, publicou o seu mais recente livro «Morri on­tem», que resultou da “vontade de uma reflexão ficcionada sobre a amizade, o amor e a morte”, con­fi­denciada ao seu amigo Jaime, que jamais deixou de lha recordar e a quem, “para a sua teimosia”, o autor lhe dedicou a obra.
O Livro foi apresentado em 29 de Novembro, no auditório Vita, em Braga, pe­lo Padre Carlos Vaz, que para além da numerosa assistência contou com a presença do arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga.


Para além da amizade, a doença prolongada, e a mor­­te acompanhada, até ao “testamento vital”, tudo ver­­sado em boa literatura “ro­manceada”, mas não “au­­tobiográfica” (qualquer se­melhança das personagens com a realidade “é pu­ra coincidência”), preenchem 135 páginas que emo­­cionam e convidam o lei­­tor a ler e a voltar a trás pa­­ra saborear o que o autor deixou dito nas entrelinhas.
“A ideia da morte nunca me foi estranha, mas persegue-me mais vivamente de há uns anos a esta parte” (p.9). “A morte treina-se, é um culminar da vida e ela não tem poder nenhum pa­ra além do seu poder sobre o tempo. Ela fecha o capítu­lo visível e temporal; a vida não acaba mas transforma-se e eu quero transmitir a ideia de vida. Hoje esta ideia faz parte felizmente da pastoral da saúde”, explicou João Aguiar em declarações à Agência ECCLESIA.
No centro da longa mensagem “romanceada”, que bem podia servir o guião du­ma longa-metragem, es­tá um personagem: o Jú­nior, que envia um email a al­guns amigos: “Meus amigos, um dia destes vou partir” (p.10). E a partir daqui o discurso literário, bem hu­morado, desencadeia as mais diversas emoções nas personagens envolvidas: a Joana, 40 anos, a melhor ami­ga, depositária do texto contido na pen-drive a entregar no dia imediato à mor­­te do Júnior; o médico Ma­­­galhães, o Padre Ribeiro, a Dona Rita, o Ferreira Antunes, que assina o Tes­ta­mento Vital…, de todas elas, o Sarmento Júnior vai tomando nota das reações e conta um pouco da sua relação com cada uma.
Para João Aguiar Campos, o seu Livro “é uma re­fle­xão sobre a amizade dos simples e dos que perma­ne­cem, dos que estão lado a lado sempre, mesmo depois do prestígio e poder”, re­cusando a ideia de se “tra­tar de uma autobiografia”.
L. J.
2019-12-12


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