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Coronavírus desinformação e alarmismos

          
Coronavírus desinformação e alarmismos

O encerramento de fronteiras, escolas e uni­versidades, o iso­la­mento de pessoas e a sua retenção em quarentena estão na ordem do dia, no nosso país, como medida para controlar a rápida propagação do vírus e para evitar “alar­mismos”(?).


Num quadro de incertezas, a Organização Mundial de Saúde mantém que “o que é verdade hoje pode ser mentira amanhã”, e recomenda hábitos de higiene padrão, (também higiene mental), porque o Covid-19 mata mesmo e a batalha mais difícil de travar talvez seja a contra-informação, a epidemia da desin­forma­ção, das fake news que al­gu­mas redes sociais já começaram a controlar e apagar na net.
Febre, tosse e dificuldades respiratórias são os sintomas ligeiros que podem ser comparados aos de uma gripe sazonal, mas que só se manifestam 14 dias depois da exposição ao vírus, após o chamado período de incubação. Neste momento, quer o tratamento, quer a di­nâmica de transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2), estão por apurar.
Numa luta contra o tempo e contra a propagação do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a primeira a dizer que “o que hoje é verdade pode ser mentira amanhã”.
Identificado em Dezembro, num mercado chinês que comer­cia­liza animais vivos para consumo em Wuhan, o vírus circula nu­ma série de espécies animais, sem re­pre­sentar qualquer perigo à sua sobrevivência. Mas é no ser humano que ela se revela letal.
Comprovada a transmissão inicial por um animal, ainda não identificado, pa­ra o homem, o aumento do número de casos de in­feção em todo o mundo fez soar os alarmes da comunidade científica que confirmou a possibilidade de contágio de pessoa para pessoa.

Prevenção

Em geral, os vírus respiratórios são transmitidos através de gotículas criadas pela tosse ou pelo espirro. Objetos eventualmente con­­­­taminados como interruptores ou maçanetas também podem ser um foco de propagação. Sem cer­tezas absolutas, a OMS estima que familiares e técnicos de saúde estão na linha da frente do risco de in­fe­ção, uma vez que lidam dire­ta­mente com o paciente. Evitar contacto com a pessoa que apre­senta sintomas da doença que os cientistas batizaram de Covid-19 é uma das principais recomendações, apesar do elevado grau de im­pro­­babi­lidade.
Entre as medidas de higiene padrão recomenda-se o uso de máscaras de prote­ção, apenas em ambiente hospitalar, lavar as mãos com água e sabão ou com um gel desinfetante várias vezes ao dia e garantir que os animais estão bem cozinhados antes de consumir.
O certo é que, para já, não há vacinas nem antídotos, cientificamente testados, para tratar Covid-19. Na melhor das hipóteses, o primeiro tratamento poderá estar disponível em meados de 2021.

Como se explica a pro­pagação mundial deste vírus?

Identificado num mercado chinês de animais vivos em Dezembro, o corona­vírus já está nos cinco continentes, tendo entrado em mais de 100 países onde infectou mais de 100 mil pessoas e cerca de três mil já morreram, vítimas de pneumonias severas ou outras complicações associadas a insuficiências respiratórias.
Como se explica a propagação mundial do novo co­ro­navírus? Albert Oster­haus, Conselheiro “principal e imprescindível” da OMS (Organização Mundial de Saúde) também co­nhe­cido por “Dr. Gripe” ex­pli­ca, em entrevista ao nosso confrade “Contacto”- Jor­nal de Língua Portuguesa no Luxemburgo, e o primeiro virologista a identificar a gripe das aves e o primeiro a demonstrar que o vírus H5N1 tem alta probabilidade de contágio entre os humanos.
“O novo coronavírus da Sín­drome Respiratória Agu­­­da Grave 2, SARS-Cov-2, nunca tinha sido detectado entre os humanos. Conseguiu atravessar a chamada barreira da espécie a partir de um animal hospedeiro ainda não identificado e desde aí conseguimos perceber que, aparentemente, é transmissível de homem para homem”, diz Albert Osterhaus. Segundo este veterinário holandês, doutorado em Virologia, que actualmente dirige o Departamento de doença zoonó­ti­cas da Universidade de Ve­­terinária de Hannover (Ale­manha),“as pessoas mais seriamente afectadas, entre elas os idosos e as que sofrem de outras patologias, não morrem de Covid-19, mas de pneumonias graves ou outras complicações associadas a insuficiências respiratórias provocadas pelo vírus”. Confrontado com o encerramento de fron­­teiras ou a correria às máscaras de protecção, o doutorado em Virologia, Albert Osterhaus diz que o “alarmismo é o pior caminho” para vencer esta epi­de­­mia: “Não podemos ignorar que os mais diferentes países, apoiados pela comunidade científica, já estão e implementar um conjunto de medidas para deter e até mesmo retardar a propagação do novo coro­na­vírus”.

Covid - 19 e gripe comum

Os sintomas do corona­vírus são idênticos aos das gripes comuns ou gripes sazonais.
São infecções respiratórias e ambas causam: febre, tosse, vómitos, fadiga, diar­reia, dores no corpo, falta de ar e pneumonia.
Grande diferença entre elas: para a GRIPE estão dis­poníveis, todos os anos va­­cinas estudadas para as estirpes de vírus dominantes; para o COVID-19, os cientistas de todo o mundo es­tão a tentar desenvolver uma vacina, cujos primeiros testes em humanos poderão começar em Abril.
2020-03-19


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