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As Alminhas no concelho da Póvoa de Lanhoso

          
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Doze anos após ter publi­ca­do ”As Alminhas no Con­ce­­lho de Vieira do Minho”, a autora, uma vieirense que escolheu a terra de seus pais para “gozar a reforma de professora aposentada de Fi­losofia, publica agora obra semelhante sobre o con­­­celho de Póvoa de La­nho­­so, testemunhando assim a sua profunda devoção às Almas do Purgatório.


Autor: Ermelinda de Jesus da Silva
Editor: 5livros.pt
Páginas: 187

De início, ao calcorrear as 28 freguesias da Póvoa de La­­nhoso, ficou “apreensiva porque não encontrava a abun­­dância das alminhas encontradas em Vieira do Mi­nho, mas depois começou a observar uma devoção nova em todo o Concelho: a devoção Maria­na. Então fotografou capelas, alminhas, cruzeiros, igrejas, mas fixou-se nas Al­­minhas e nos Calvários” (do Prefá­cio).
Para além dos painéis descritivos e fotografias re­gis­ta­das pela objectiva da autora, a obra inclui um prelúdio poé­­tico, imagético e racional; um roteiro desta pesquisa, tex­tos sobre o Sagrado e o Profano; aspectos doutrinais e no­tas finais concluindo: “demos a volta ao Concelho por vá­rias vezes e ficámos com a convicção de que esta obra há-de ser sempre algo incompleto”.
A autora, licenciada em Filosofia pela Universidade No­va de Lisboa, começa a sua introdução citando o vieirense, P.e José Carlos Alves Vieira: “Os grandes monumentos de arte são também e sempre monumentos de fé cristã” e termina com George Duby, no Epílogo: “É no mundo me­­­die­val que o nicho ganha a forma de catedral ou púlpi­to para o exterior”.
Verdadeiro ícone da religiosidade popular, As Alminhas do Concelho da Póvoa de Lanhoso, “são um feliz para­di­gma moral e religioso, caminho de conversão e salvação”, qual catedral erguida aos devotos das Almas do Purgató­rio, “independentemente da história que transportam ao lon­­go do tempo” (do Epílogo da obra).
2020-06-15


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