Diversos

Salvar o Natal ou fazer com que o Natal nos salve?

          
Salvar o Natal ou fazer com que o Natal nos salve?

“Continua o tempo do distanciamento. É preciso ficarmos escondidos, longe, dizem-nos e repetem-nos, para reduzir o perigo do contágio. Assim seja, pela saúde e para o bem pessoal e coletivo. Mas é inútil negar que no seio desta necessária precaução está a insinuar-se uma subtil desconfiança em relação ao outro, algo que talvez não tenhamos a coragem de admitir abertamente, mas que, lentamente, está a plasmar o nosso olhar para as pessoas e as coisas, aa maneiras como que perspetivamos a realidade.
É o fruto envenenado de um vírus que nos está a revelar, inclusive aos olhos de quem o tinha desvalorizado, a sua perigosidade e difusão, inquina os poços onde a nossa humanidade vai beber, e talvez deixe traços indeléveis nos corações e nas mentes, como certas radiações mortíferas que entram no sangue e libertam, lentamente mas inexoravel­men­te, os seus efeitos. O Covid-19 está a contaminar milhões de corpos, mas como podemos impedir que contamine também os corações? Haverá algo que nos permitirá manter-nos de cabeça erguida diante deste inimigo enganador e invisível?


Serão suficientes certas frases confortadoras como «tudo ficará bem» e «con­se­guiremos vencer» que trocamos ao telemóvel ou que alguns ainda expõem nas varandas e janelas? Não é u ...

A sua assinatura expirou, ou não está autenticado!
Escolha agora uma assinatura; ou se é assinante, autentique-se para ler artigo completo.

Comentários

  Comentar artigo

Nome

Email

Comentário