Do Cávado ao Ave

RUIVÃES

Nacional 103 Braga-Chaves

          

A Estrada Braga-Chaves ou Nacional 103, foi /é uma Via Romana (a XVII Via) que atravessa Ruivães pela Ponte da Rês (Património de Interesse Nacional e palco da 2ª Revolução France­sa). Desde Rebordondo até Ruivães foi cortada pela Ca­­sa da Cruz (na Tojeira, in­­de­­vidamente). Atravessa Rui­vães junto ao Jardim da Igreja (devidamente sinalizada) e segue pela Quintã até ao Monte de São Cristó­vão (já perto do lugar da Bo­­tica, ainda Freguesia de Ruivães). Esta Estrada Nacional 103 devia ser preservada mesmo porque se trata de uma VIA ANTIGA recheada de histórias e de His­­tória. A Ponte da Miza­re­la é mais um troço dessa via que, ao Arco (Ruivães) se­­­gue por Frades até à Pon­te (Sidrós, Vila Nova) se­guin­do daí para Montale­gre...


De facto os Romanos foram uma civilização inteli­gen­te e com vistas para o fu­turo (veja-se a Romaniza­ção da Peninsula Ibérica)! O Alto Minho tem esta cara­cterís­ti­ca de ter no interior a Via mais simportante dos Romanos ou pelo menos aquela que (à excepção do Caminho de Santiago) tem mais percursos visíveis e identificados. O que também significa que há algum interesse pelo Património Arqueológico e Paisagístico - disse alguma importância e não toda - porque temos em Ruivães o maior conjunto de Moínhos do Concelho e só os da Ponte do Salta­doi­ro tiverem alguma requa­lifi­ca­ção; na Botica, há alguns activos ou cuidados e suponho que também em Espin­do e Ze­bral. Mas Ruivães (Vila) tem um percurso que cir­cun­­­­­­­­­da a Fre­gue­sia com o Rio Salta­doiro que dava uns passadiços como os do Rio Pai­va: o mesmo deslumbramento e a mesma atmosfera idílica e bucólica.
“As Memórias Paroquias” que foram os mais recentes escritos até às Monografias (a Monografia Vieirense fala desta Via Romana XVII ou EN 103 ) . Também Santana Dionísio no livro “Velho Mi­nho” faz referência ao “Co­ru­­co da Roca”, a nossa Ca­pe­la à entrada de Ruivães, e à vastidão que se alcança da Serradela para a Nacional 103 e outras Aldeias que lhe mereceram a melhor atenção.. Há vários livros a fazer essa referência, sinal da importância que teve e continua a ter es­se Trilho de EN103. Seria até desastroso que fizessem alterações na Estrada que encobrissem ou des­truís­­sem a Via XVII Romana (aconteceu isso com a Ca­­sa da Cruz à To­jeiro) - que nunca se repita es­se fa­cto. Mesmo que a Nacional fique “às moscas” sempre teremos a sua História que é o que vai contar na História de Portugal e do Mundo!
Ermelinda Silva
2019-02-27


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