Do Cávado ao Ave

CANTELÃES

Em risco de ficar sem água

          
CANTELÃES

As freguesias de Cante­lães e Pinheiro correm sério risco de perderem a gestão da água que possuem para consumo próprio, face às exigências de sistemas pú­­blicos que pretendem monopólio deste bem inestimável.
A ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, notificou a Câmara Municipal de Vieira do Minho da falta de habilitação legal das Juntas de Freguesia para gerir os sistemas públicos de abastecimento de água destinada ao consumo humano.


No caso de Vieira do Mi­nho esta notificação recai so­bre os abastecimentos pú­blicos geridos pelas Juntas de Freguesia de Cante­lães e de Pinheiro, exi­gindo a ERSAR a transferência das infra-estruturas para o Município.
As Juntas de Freguesia em causa recusam a trans­fe­rência dos sistemas que ge­rem, pois, os mesmos foram construídos pelas Juntas e pela população, explorando nascentes si­tua­das em terrenos pertencentes na sua maioria a Baldios.
Face a esta notificação a Câmara Municipal em conjunto com as Juntas de Freguesia deslocaram-se à sede da ERSAR para uma reunião de trabalho que se revelou infrutífera. A pedido das Juntas de Freguesia o presidente da ERSAR, Or­lando Borges, deslocou-se a Vieira do Minho para uma sessão pública de esclarecimento que decorreu no passado dia 31 de Outubro.
Nessa sessão, que de­cor­reu com o Auditório Municipal lotado, a ERSAR ex­plicou o envolvimento legal da situação e as Juntas de Freguesia reforçaram a sua posição de recusa na transferência do serviço que pres­tam à população, posição aplaudida pelos pre­sentes, que questionaram a razão desta posição.
A Câmara Municipal fez-se representar pelo seu presidente, António Cardoso, que entendendo a posição das Juntas de Freguesia e da população se colocou ao lado destas e prometeu encontrar uma solução.
Esperam-se novos de­sen­volvimentos neste caso, mas pelo que constatamos as Juntas e as populações destas duas freguesias encontram-se irredutíveis, pois acham que se trata se uma potencial medida essencialmente economicista que nada vai mudar para além do preço que pagam pela água que consomem, sem que sejam asseguradas melhorias substanciais do serviço ou a instalação de outras infra-estruturas básicas como por exemplo o saneamento, esse sim essencial e há muito tempo exigido pelas Juntas e população.
2019-11-27


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