Do Cávado ao Ave

“Gratidão e Confiança” nos 25 anos da igreja das Cerdeirinhas, obra do Padre Lima, apresentada em livro

          
“Gratidão e Confiança” nos 25 anos da igreja das Cerdeirinhas, obra do Padre Lima, apresentada em livro

A Paróquia de Tabuaças comemorou a 19 de Julho, os 25 anos da inauguração e dedicação da igreja Santa Maria Mãe de Deus, nas Cer­­­deirinhas e apresentou o livro “Gratidão e Confiança: Padre António Pereira Li­ma-Uma vida por Vieira do Minho.
As cerimónias iniciaram-se às 11h30 com a Eucaristia presidida pelo Vigário Ge­ral da Arquidiocese de Braga, o Cónego José Paulo Abreu e terminaram por volta das 14 horas. Na Eucaristia, solenizada pelo coro paroquial, o representante do Arcebispo Primaz “deu gra­ças a Deus pelos 25 anos de uma Igreja cons­truí­da de pedras vivas... pedras vivas co­mo o Padre Li­ma, pedras vivas como todos os benfei­to­res, muito ain­da entre nós, outros já gozando do eterno descanso”. O Cónego José Paulo Abreu referiu que “o Mundo em que vivemos, está presente a realidade do bem e do mal, do certo e do errado, e tantas outras situações que agradam e desagradam a Deus. Que es­ta liturgia nos anime a servir o Senhor com paciência, per­severan­ça e fé, fortalecendo-nos no compromisso de semear a semente das bo­as obras para que o Reino cresça e produza muitos frutos”.


A procissão do ofer­tório da missa in­cluiu a oferta do li­vro “Gratidão e Con­fi­ança” levado ao altar pelo seu co­or­denador, José Marques Fer­­nandes, como “fruto da se­menteira” que o Pe. Lima fez nos 42 anos de “con­vívio fraterno” com os viei­ren­ses.
Finda a Eucaristia, parti­ci­­pada por uma centena de fi­eis, seguiu-se um momento musical interpretado por Cé­­lia Silva, que serviu de in­terlúdio para a sessão solene de apresentação do livro “Gratidão e Confiança”. Em no­me do arciprestado fa­lou o arcipreste Pe. Al­ba­no Costa, seguido do Pe. Al­bino Car­neiro que apresentou o Pe. Lima como “ho­mem dos afetos”, em que determinados momentos da sua vida foi o seu “anjo da guarda”. Des­tacou as características de saber receber e saber ouvir do grande sacerdote, ami­go, confessor e companheiro.
O prof. Marques Fernan­des, coordenador e contex­tua­lizador do livro, agradeceu o convite “apesar de não conviver pessoalmente com o Padre Lima”. Apresentou as razões para o título e capa concebida pelo pintor Domingos Silva. A figura do Pe. Lima não podia aparecer isolada aos seus paroquianos, aos seus amigos, aos jovens, a toda uma comunidade. “Olhem para a capa é co­mo se fosse uma ascenção e o P.e Lima está a dizer con­fi­ança”, referiu. Dirigindo-se ao Có­nego José Paulo Abreu a quem coube a apresentação li­terária da memória biográfica, Marques Fer­nandes su­geriu que “os 4 sacerdotes que dali a pouco iam ser or­de­nados lêssem o livro e seguissem o exemplo desta estrela da nossa Igreja e da nossa sociedade”.
Lúcia Costa, a grande im­pulsionadora deste livro, des­creveu o Padre Lima co­mo “um homem muito es­pe­­cial, um homem a quem tanto devemos, um homem que nos marcou profundamente. É muito bom sentir o P. Lima vivo e presente na ca­­sa que ele idealizou, na casa que ele construiu com a ajuda dos seus colaboradores”. A educadora agradeceu a ajuda preciosa, im­pres­cindível, única do Dr Jo­­­sé Marques. Não conviveu de perto com o Padre Li­­ma, mas após ter desen­vol­vi­do este trabalho, ficou a conhecer o Padre Lima quase tão bem como nós que com ele privamos de perto. Agradeceu aos colaboradores e à Emilinha,de 90 anos de idade, irmã do Padre Li­ma ali presente. “Sabe que tem um lugar reservado no nosso coração... A nossa von­­tade era senti-la, era dar-lhe um beijinho... Mas nós sa­bemos, que não podemos... O maluco deste virus não nos deixa... Gostamos tanto de a ter con­nos­co!... Um obrigada com mui­ta ternura.”
O pároco, Padre José Al­ves encerrou a sessão dizendo que os lucros da venda do li­vro são para cobrir os gastos da impressão, sendo o restante para “fins superiores”. Agradeceu a pre­sen­ça de Travessa de Matos, e Jorge Dantas e disse que “le­vou os convites à Câmara para os presidentes da Câ­­­mara e Assembleia. Se foram entregues ou não não sei” .
Recorde-se que em 16 de Ju­lho de 1995, a igreja das Cerdeirinhas foi solenemente inaugurada pelo Arcebispo D. Eurico, e contou com a presença do Governador Civil, presidente da Câmara, arquitetos, construtor, 12 sa­cer­dotes e os três he­róis: P.Lima, Zeca das Cer­­deiri­nhas e Arnal­do Fer­reira.
2020-07-30


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