Editorial

Férias e descanso

          

Com o fim do ano escolar e a chegada do Verão está à porta o desejado e sempre sonhado tempo de férias.
É verdade que este deve ser um momento de relaxar, des­­cansar, passear, viajar e que, se bem programado e apro­­­veitado, pode ajudar a enriquecer interior e fisica­men­te, realizando o que não pudemos fazer durante o res­to do ano: caminhar, pedalar, nadar, viajar, ler um bom li­vro, sa­­­borear a natureza, contemplar a paisagem, visitar os a­mi­­gos, a família ou apenas desfrutar em vez de protestar.


As tão esperadas férias de Verão deveriam servir para realizar imensas coisas que fomos adiando num quotidiano emaranhado de pressas e num activismo (traba­lhis­mo) que nos esmaga e transforma em máquinas de fa­zer coisas. Se o trabalho é importante, o descanso não o é me­nos. Aprendamos então a descansar e a respeitar o tempo de descanso, o de férias e o dominical, o nos­so e o dos outros. É que só trabalha bem quem bem sabe des­can­sar.
O maior elogio que se pode fazer das férias e do des­can­­so é recordar a sua origem e o seu inventor. Descan­sar é um verbo divino. Assim o diz o livro do Génesis: “Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado. Deus abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Ele repousou de toda a obra da criação” (Gen 2,2-3). O descanso Sabático, para os cris­tãos, Dominical, tem a benção do próprio Deus. Impor­ta, só por isso, descansar como Deus manda, nas fé­rias e ao Domingo.
L.J.
2019-06-26


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