Editorial

José o “justo” que cresceu na fé

          

Em 19 de Março a Igreja celebra a Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria.
Sem a participação de Jo­sé, o nascimento de Jesus e a maternidade de Ma­ria, segundo a tradição e as regras judaicas da época, teria sido uma infâmia. Mas no projecto eterno do Pai, de instaurar todas as coisas em Cristo, andava já o nome de José, o carpinteiro, o servidor humilde e diligente, pai providente que cuida e protege a Família de Nazaré. Os planos divinos da salvação da humanidade passam assim, pela maternidade divina da Virgem Maria, e pela missão esponsal e paternal de José.


José, o esposo de Maria, viveu e cresceu na fé de Abraão e por isso ele é também, como Maria de Na­zaré, modelo de fé. Tal co­mo Abraão que acreditou, “contra toda a esperança humana”, que seria pai de “uma numerosa descendência”, quando está “pron­­­­to a sacrificar o seu fi­lho único”, assim José, diante do mistério descon­certante da maternidade de Maria, acreditou na palavra do anjo: “O que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt I,20) e ultrapassando toda a dúvida obe­deceu ao seu mandato: “Não temas receber Maria, tua esposa”.
Tudo que é grande na vida de S. José acontece-lhe de noite, a horas obscu­ras e imprevistas. Na noite escura da fé, José toma decisões e vive compromissos. Da fé lhe vem o silêncio, que o envolve co­mo nu­vem sagrada. Por isso, ele é modelo de vida interior e de contemplação. O silêncio de São José é um apelo à oração contem­pla­tiva na íntima relação com Deus.
O Evangelho chama-lhe homem “Justo” a quem foi confiada a missão de esposo virginal da mais sublime das criaturas e de pai virginal do Filho do Altíssimo. Um termo, que no singular (justo), S. Mateus só aplica a José (Mt 1,19) e a Jesus (Mt 27,19).
Em Março, os cristãos são chamados a viver e a rezar um mês inteiro com S. José, homem “justo” e providente, atento às ordens dos mensageiros de Deus, a quem obedece pron­tamente, não coloca objeções nem pede explicações. É, literalmente, “o administrador fiel e prudente que o Senhor pôs á frente da sua família” (Lc 12,42).
L.J.
2020-03-19


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