Entrevistas

No 40º Aniversário dos Passarinhos da Ribeira

Casimiro Fernandes conta a História deste Rancho Folclórico

          
No 40º Aniversário dos Passarinhos da Ribeira

Tudo começou numa pre­pa­­ração dum desfile carna­va­lesco, nos recuados anos oi­tenta do século passado. Casimiro Fernandes orga­ni­zava então desfiles de Car­­naval que passavam por Louredo e freguesias de Co­va e Ventosa, chegando mes­mo à vila de Vieira do Mi­­­­­nho. “A ideia surgiu, quan­do num destes ensaios, enquanto tocava concer­ti­na reparei que muitas crianças e jovens começavam a dançar”, conta Casimiro Fer­­nandes.


“Pensei então que estava ali o começo dos Passarinhos da Ribeira. Ga­nhei logo gosto pelas crianças. Com os meus filhos e mais outros de quatro ou cin­­­co famílias, fez-se a estreia e apresentação do grupo e mais tarde, em 1993, fez-se a escritura da associa­ção. Depois o grupo abriu-se a todas as idades, de 70 e 80 anos, e permaneceu até hoje aberto a gente da terra e de fora da terra, de várias fre­guesias, como Caniçada”. Talvez este seja o segredo da sua existência, já que muitos outros nasceram depois dos Passarinhos da Ribeira e já morreram há muitos anos. Foi o que aconteceu “aos grupos de Cova, Cani­ça­da, Guilhofrei, que ajudei a criar e até um em Cibões, Terras de Bouro”, refere o sr. Casimiro.
Mas a actividade deste grupo folclórico não se circunscreveu à freguesia de Louredo. Durante estas qua­­­tro décadas, os “Passarinhos da Ribeira” tiveram imensos convites de actuação. Ca­si­mi­ro Fer­nan­des enumera os imensos pedidos re­­cebidos: “Do Brasil, Es­panha e até da República checa nos chegaram convites. Corremos Portugal de lés-a-lés mas não fomos mais longe do que Espanha. As pessoas do campo que integram o nosso Grupo, quando lhes perguntávamos se po­diam tirar 3 dias para uma deslo­cação ao estran­gei­ro, respondiam-nos: e quem fica a cuidar dos animais?”.
Dificuldades, faltas de apoio, necessidade de uma se­de e espaço para ensaios, foram e são ainda preocu­pa­ções da direcção ces­san­te, que, mesmo assim, não de­siste de um dia con­se­guir uma sede própria pa­ra a As­so­ciação, ainda que para is­so tenha de “bater à porta de ou­tras instituições e asso­cia­ções”, refere o nosso en­tre­vistado.
“Para além da cedência de uma sala no edifício da anti­ga escola primária de Lou­re­do, não temos tido outros apoios dos responsáveis au­tár­­quicos, para além de uma ou outra promessa, sem­­­pre adiada”, diz Casi­mi­ro Fernandes, que pro­me­te apoiar o seu sucessor, An­tónio Matos _ “Um homem que tem conhecimento “de todos os caminhos da ter­­ra”, tem experiência de tra­ba­lho realizado com o Gru­po, e a quem vou dar to­do o meu apoio”, refere o entre­vis­­tado.
2020-02-13


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