Entrevistas

António Cardoso envia ao Ministério Público declaração de voto do PS

          
António Cardoso envia ao Ministério Público declaração de voto do PS

Na reunião de 15 de Abril, o Executivo Viei­rense não aprovou nenhuma proposta do Partido So­cialista, no cenário económico pós-pandemia, e reclama pela “verdade e transparência”.
JV, pelo director adjunto, Barbosa Antunes ouviu o presidente da Câmara, António Cardoso.


JV- Na reunião de Câmara do dia 15 de Abril as vereadoras do PS votaram contra a isenção de taxas de recuperação urbana na área do PARU. Acusaram ser uma decisão feita “à medida” e não pensada e imple­men­tada de forma estratégica por parte do Município. Que tem a dizer sobre este caso?

AC-Nesta reunião as vereadoras do PS votaram contra a isenção de taxas de licenciamento para os Bombeiros Voluntários no ativo, bem como a isenção às reconstruções de edifi­ca­ções antigas na área inserida no Plano de Regeneração Urbana. Com esta atitude demonstraram falta de sensibilidade para as questões urbanísticas e arquitetónicas relacionadas com a regeneração urbana, bem como pelos voluntários e profissionais que dedicam parte das suas vidas numa missão humanitária em prol de todos os Vieiren­ses. Sobre a declaração de voto apresentada, a mesma foi en­ca­minhada para o Ministério Público, para que as ve­readoras do PS identifiquem claramente a que “medida” se referiam, porque este executivo pauta-se pela verdade e transparência na prossecução dos interesses dos Vieirenses.

JV- As vereadoras do PS recomendaram ao Executivo Municipal um documento com propostas de priorização de pagamentos a fornecedores do concelho (PME (pe­quenas e médias empresas), empresários em nome individual) num prazo máximo de 15 dias. O prazo está a ser cumprido? As propostas apre­­sentadas pelo PS foram todas acolhidas?
A.C.- As vereadoras ao fazerem uma proposta destas, sabendo que este Executivo sempre deu prioridade às empresas e comércio do concelho para a aquisição de bens e serviços, estão a aproveitar-se de uma situação de pan­­demia mundial, nacional e local para em­bar­car pelo ca­mi­nho da demagogia política. As propostas apresentadas não foram aprovadas porque simplesmente as medidas ne­la contidas já tinham sido im­ple­mentadas.

JV- No contexto atual de pandemia o Mu­­nicípio decidiu realizar testes se­ro­ló­gicos aos uten­­tes dos lares, face à ine­xis­tência de res­posta por parte do Governo. Até ao momento quan­­tos foram aplicados e quais foram os resultados?
AC- O Executivo ao comprar estes testes se­ro­ló­gicos, os úni­­cos disponíveis no mercado, tinha plena consciência do interesse do seu resultado. Sabemos que só testam a presença de anticorpos, ou seja, a sua realização permite-nos aferir que se a pessoa em causa teve ou não contacto com o vírus. A realização destes testes permite-nos tomar medidas atempadas de prevenção e combate á disseminação do vírus. Já foram aplicados cerca de 150 testes, que nos foram muito uteis, nas Instituições particulares de solidariedade social, em particular no lar de Rossas, que forçou a realização dos testes convencionais.

JV- O parque Florestal, ex-libris de Vieira do Mi­nho, está a ser remodelado. O que está a ser feito e qual o destino a dar à Casa Florestal?
AC- O Parque Florestal está a ser requalificado com uma nova proposta paisa­gística que servirá como postal fotográfico de apresentação do nosso concelho. Numa primeira fase estamos a intervir na parte frontal de acesso ao parque Florestal. Posteriormente faremos intervenção na iluminação, nas acessibilidades e em todo o perímetro florestal.
A Casa Florestal está a ser objeto de uma candidatura para a sua requalifica­ção.

JV- Os jardins no centro da Vila destacam-se pela sua beleza.Quem está à frente dos jardins?
AC- A manutenção dos espaços verdes, de lazer e dos jardins é pla­nea­da pelo Exe­cutivo Municipal. Os pro­je­tos são desenvolvidos pe­los técnicos da Au­tarquia. A execução e ma­nutenção é feita pelos funcionários da Au­­tar­quia. Estamos a falar de um trabalho bonito, realizado a baixo custo e todo ele com a “prata da ca­sa”.

JV- Esperam-se tempos difíceis para a economia local. Já assistimos à insolvência de uma empresa no Parque Industrial. Que medidas estão preconizadas a curto prazo pa­ra ajudar a economia local?
AC- O Município está atento ao desenvolvimento da economia local e, em virtude das medidas que o próprio Governo vai dispo­ni­bi­li­zando para este sector, fa­remos um complemento em função das nossas possibilidades.
Contudo já aplicamos um conjunto de medidas transversais aos diversos sectores de atividade, nomeadamente a isenção de pagamento da ocupação espaços públicos (feiras, esta­cio­namentos, esplanadas), Isenção de 50% da fatura de água, saneamento e resíduos para todos os consumidores domésticos, a isenção de 100% da fatura de água, saneamento e resíduos para todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social, a isenção de 100% das tarifas de água, saneamento e resíduos para todos os consumidores com atividades de comércio, indústria, serviços e outros encerrados por força da declaração do Estado de Emergência. O Mu­nicípio vai também abdicar da totalidade da participação no IRS dos seus muní­cipes (5%) referente aos rendimentos a auferi­rem no ano de 2020 e isentar de der­rama as empresas com volume de negócios inferio­res a 250.000 euros.
Já é nossa prática comprar e adquirir bens no comércio local, prática que neste momento de emergência vamos certamente reforçar.

JV- No contexto de ser­vi­ço de proximidade que o Município está a levar a cabo neste período de estado de emergência quan­­­tas famílias já foram apoiadas?
AC- Com o serviço de proximidade implementado pelo Município as nossas té­cnicas da área social já apoiaram cerca de 600 famílias por todo o concelho.
António Cardoso reuniu na passada terça-feira, 28 de Abril, com os vereadores e as chefias de vários serviços para abrir, novamente, os serviços ao públi­co, com regras e normas de distancia­mento social.
2020-04-30


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