Entrevistas

Regresso pacífico às aulas na EBS Vieira de Araújo, diz Fernando Gomes

          
Regresso pacífico às aulas na EBS Vieira de Araújo, diz Fernando Gomes

No dia 18 de Maio regressaram às aulas 88% dos alunos do 11º, 12º e Pro­fis­sio­nal da Escola Básica e Secundária Vieira de Araújo. Foram constituídas 3 turmas do 11º e 4 turmas 12º ano de escolaridade. Vinte alunos apresen­ta­ram autorizações para não frequentarem a Escola e dois com atestados médi­co assistem às aulas à distância.


Fernando Manuel Caniçó Gomes, diretor do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, no atual contexto de combate à propagação do CO­VID-19, contou ao repórter de JV o regresso anun­cia­do: “fomos con­fron­­tados com a necessidade, decretada pelo Governo, de regressar às aulas pre­sen­­ciais, mas desta feita, apenas para os 11.ºs e 12.ºs anos de escolaridade, ensino profis­sio­nal in­clu­sivé.
Tratou-se de um regresso anunciado pela tutela e que foi antecipadamente prepa­ra­­do em várias frentes. No contexto escolar e sob a égi­de das obras de re­qua­lifi­ca­ção da sede do Agrupamento de Escolas Vieira de Ara­ú­jo, esta preparação cen­trou-se nos espaços dispo­ní­veis para tal, a saber, os blocos A e B, com a entrada de alunos a processar-se pe­lo acesso entre o Pavilhão Aní­bal Nascimento e o campo de futebol do Vieira Sport Clube, po­tenciando, assim, uma zona de espaça­mento alargado e um mais rá­pido acesso do exterior ao interior. Este início também se apresentou sob a forma de definição de espaços para os alunos frequentarem as aulas, prevendo o menor número possível destes por sala, no respeito da distância social regulamentar. Também foi imperioso preparar a possibilidade de haver casos de alunos e professores que, de­vidamente ba­li­zados pela lei, necessitariam de usufruir (no caso dos alunos) e dar (no caso dos professores) aulas à distância”.
A Escola recebeu da tutela materiais e equipamentos de segurança? “Recebeu e con­tinuará a receber, más­ca­ras, viseiras, luvas e fatos de plástico e desinfeção (gel desinfetante para as mãos, dispensadores e líquido de­sin­fetante para chão e su­per­­­fícies) para todos os espaços a utilizar, bem como formação, para pessoal não docente, sobre métodos, pro­cedimentos e protocolos de vária índole a seguir na for­ma como proceder em re­lação à higienização de es­pa­ços antes, durante e depois de usados pela comuni­dade, e em relação ao conta­cto com os diversos elementos da comunidade pre­sen­cial e demais procedimentos de segurança. Como opção ex­tra da dire­ção, encetou-se o procedimento diário e cons­tante, da medição da tem­peratura a todos os elementos da comunidade (pes­­soal discente, docente e não docente) à entrada no pe­rímetro do espaço da es­co­­la, com recurso a equipamentos de leitura por infra-vermelhos (sem contacto di­reto, à distância)”.
E na questão dos transportes? “Esta situação foi ar­ti­culada com a entidade res­pon­sável por tal, a Edi­li­da­de, na previsão do horário de­finido para a permanência na escola dos alunos e pro­fessores, sendo que este horário ficou balizado entre as 8.30h e as 12.10h, tendo os transportes da rede pú­bli­ca e privada estado a cumprir com os horários pro­postos, para evitar a per­ma­nência desnecessária e prolongada de alunos à saída das atividades letivas. Es­te processo tem estado a ser cumprido e o balanço é muito positivo”.
O feedback da primeira se­mana foi muito positivo com contactos com alunos e en­carregados de educação, tendo Fernando Gomes re­al­çado dentro do perímetro es­colar “um grau de res­pon­sa­bilidade, cumprimento das regras de segurança e maturidade muito elevados e satisfatórios, por parte dos ele­mentos da comunidade que frequentam estes espaços nesta fase de re­toma de au­las presen­ciais. A fre­quên­cia de alunos tem-se pau­­tado em cerca de 88%”.
A par com todo es­te cenário, as obras de requalifi­cação têm-se desenrolado num ritmo “animador”, as co­berturas de fi­brocimento fo­ram todas removidas du­ran­te este perío­do de ausência de elementos da comuni­dade escolar dentro do perí­metro escolar. O novo edifício central tem estado a cres­cer a bom ritmo e o edifício do poliva­len­te também já se encontra numa fa­se final. “articulação entre o decurso das obras e o uso dos espaços pe­­­­la comunidade, com aten­­­­­ção constante da dire­ção executiva, em par­ceria com a Edilidade, fiscalização da obra e empresa construtora, tem sido po­ten­cia­da ao máximo”, sublinhou o diretor do AEVA.
2020-05-28


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