Igreja

Cristo Ressuscitado convida-nos a sonhar

          
Cristo Ressuscitado convida-nos a sonhar

“O sonho de um mundo mais igual não pode ser utopia ou miragem”, disse o arcebispo de Braga na homi­lia da Vigília Pascal celebrada na Sé de Braga onde con­vidou os jovens a sonhar “um mundo mais justo e fraterno”.


D. Jorge prosseguia assim as suas reflexões da Semana Santa baseadas na simbologia que as pedras podem ter na vida das pessoas e na Exortação Apostólica do Papa Francisco, dirigia aos Jovens e ao Povo de Deus, “Cristo Vive”.
“Na vocação missionária a que todos somos chamados a viver, recolho uma outra ideia que pode dar um dinamismo novo à Páscoa, hoje celebrada, e àquela que celebramos todos os Do­mingos. Ela deixa em nós uma “inquietação insa­tis­feita”. O Papa fala da juventude como a época dos sonhos. Mas a Igreja, como um todo, não pode também deixar de sonhar. O amor de Deus e a relação com Cristo dilatam os horizontes das nossas vidas e do dinamismo das nossas comunidades. Promove-nos, estimula-nos. Lança-nos para uma vida melhor e mais bela”, afirmou o Ar­cebispo na homilia da solene Vigília Pascal onde convidou os jovens a sonhar:
“Jovens, não renuncieis ao melhor da vossa juventude, não fiqueis a observar a vida da sacada. Não confundais a felicidade com um sofá nem passeis toda a vossa vida diante dum visor. Não sejais carros estacionados, mas dei­xai brotar os sonhos e tomai decisões. Ainda que vos enganeis, arriscai”, apelou o Arcebispo.
O prelado da Arquidiocese, na sua mensagem pascal, proferida em dia de Páscoa, convidou os seus diocesanos a retirarem as pedras do caminho para “redescobrirem a Páscoa”.
“Vivemos esta Semana Santa tomando consciência de que na vida, pessoal e comunitária, existem muitas pedras. São motivo para atemorizar, tropeçar, atirar aos outros. Por outro lado, podem e devem tornar-se pedras que constroem uma sociedade mais humana. Com Cristo vivo, nada nos pode deter. As dificuldades parecem paralisar-nos. É uma ilusão. São, na verdade, circunstância para correr anunciando ao mundo que Cristo está vivo e ope­rante e que, com Ele, uma história nova deve ser anuncia­da”, disse.
Já no Sermão do Enterro, proferido por D. Jorge em Sexta-Feira Santa, que ficou marcado pelos temas das doenças terminais, da violência doméstica, migrações, concentração de riqueza e alterações climáticas, o Arcebispo enunciou “as dores da humanidade” e alertou de que “chorar pode não ser suficiente”. “No silêncio do Cal­vá­­rio, convido-vos a que vejamos as dores da Humanida­de. Paremos! Pensemos na realidade do sofrimento. Olhemos para ela com serenidade e consciência. Quais são estes dramas que afectam os jovens e tantas outras instâncias da sociedade? A marginalização e a exclusão so­cial por razões religiosas, étnicas ou económicas, a situação difícil de adolescentes… Não podemos ser uma Igreja que não chora à vista destes dramas dos seus filhos jo­vens. Não devemos jamais habituar-nos a isto, porque, quem não sabe chorar, não é mãe” - afirmou o Prelado.
2019-04-29


Comentários

  Comentar artigo

Nome

Email

Comentário