Igreja

Palavra e Vida

          

Na grande escola da vida, qualquer pessoa com ou sem for­mação teológica especial, para além da catequética da in­­fância e adolescência, vai dando conta de que a Igreja, Mãe e Mestra, providencia os meios necessários ao cresci­men­­to espiritual de seus filhos.
Por essa razão, facilmente encontramos os critérios que es­­tiveram na origem da escolha dos textos da Sagrada Es­cri­­tura para o Tempo Comum. Eles refletem uma continuida­de de determinado tema para que vivamos a Celebração da Palavra como proposta de conversão pessoal, de cresci­men­to na fé, que inspira as nossas obras, de modo a sentir-nos uma Igreja Santa, embora formada por pecadores, que somos.
Neste mês de Agosto somos convidados a encontrar um sen­tido para a vida, nas circunstâncias em que vivemos. Este esforço, concretiza-se na conversão interior de rejeição a toda a espécie de imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, obstáculos à vivência do amor.
Que interessa possuir muitas coisas, se não valorizamos o que realmente é importante – ser rico aos olhos de Deus?!
Para Deus não tem importância o que eu tenho, mas o que eu sou.


Esta “catequese” proposta nos textos da Liturgia para o XVIII Domingo do Tempo Comum, em 4 de Agosto, vem a ser reforçada no Domingo seguinte, propondo-nos caminhos.
Nas dificuldades, Deus oferece-nos a via da confiança, porque nunca faltou às Suas promessas. Mesmo que surjam incompreensões e até perseguições, não devemos es­que­­cer que não estamos sós.
Jesus o lembrou categoricamente: «Não temais pequeni­no rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o reino».
Quantas desilusões, tristezas e desânimos podemos mi­ni­­mizar com a procura duma fé que diariamente pode ir cres­cen­­do! Ela é “a garantia dos bens que se esperam e a certe­za das realidades que não se veem”. (Heb 11,1)
Encontraremos dificuldades, tanto na conservação da fé co­­mo na incompreensão da verdade. Da mesma forma co­mo o profeta Jeremias não foi aceite, hoje a defesa da verda­de, continua a ser um risco. Continuamos porém a ser esti­mu­­lados pela Palavra, ao apresentar-nos caminhos, como acontece na 2ª Leitura do dia 18. Ao sermos fieis, reforcemos a nossa confiança em Quem nunca nos abandona com a Sua graça. Mas porque respeita a nossa liberdade é a nós que cabe pedi-la e procurá-la através dos sacramentos.
Compreendemos agora melhor o “fogo” que Jesus veio tra­­­zer ao mundo: fogo que brota do coração, que purifica e transforma.
Chegamos ao último Domingo de Agosto, com um apelo à unidade. São os nossos egoísmos que criam as barreiras e divisões entre nós. Elas destroem valores humanos e mo­rais. Jesus advertiu-nos de que a porta a transpor é “a porta estreita” por onde não cabem os fariseus presunçosos, aqueles que julgam poder salvar-se por mérito próprio, aqueles que desistem da radicalidade proposta pelo Evangelho, abra­çando um facilitismo de águas mornas.
Mas a porta estreita abre-se, escancara-se, para os humil­des e simples que se sentem pequenos face à misericórdia de Deus.
L.C.
2019-07-30


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