Igreja

Clero de Vieira visitou Évora e rezou Vésperas com D. Francisco na Cartuxa

          
Clero de Vieira visitou Évora e rezou Vésperas com D. Francisco na Cartuxa

O passeio/convívio de dois dias que os sacerdotes do arciprestado de Vi­ei­ra do Minho fizeram a Évo­ra, de 14 a 15 de Outubro, terminou na igreja re­nas­centista do Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, conhecido localmente co­mo Convento da Cartu­xa, “lugar icónico” da cidade de Évo­ra e único mosteiro con­templativo mas­culino em Portugal. Ali, pelas 17,00H, re­zaram Vésperas com os qua­tro monges, os 32 alunos do Seminário de Teologia daquela arquidio­cese, e o arcebispo de Évo­ra D. Fran­cisco Sen­ra Coe­lho.
Algumas horas antes, e após o almoço/convívio com o Arcebispo e o capelão da Igreja de S. Francisco, Cónego Manuel Fer­rei­­­ra, num dos hotéis da Ci­da­de, Património da Huma­ni­dade, os “turistas” de Vi­eira do Minho tiveram o privilégio de uma visita guiada à Quinta de Valbom, pro­prie­da­­de da Fundação Eu­gé­nio de Almeida e produto­ra dos preciosos vinhos da Adega da Cartuxa: EA, Vi­nea Car­tu­­xa, Foral de Évo­ra, Car­tu­xa Espumante, Vinho da Ta­lha, Scala Coeli e o ícone da adega, a Pêra Man­ca.


Para além do guia da ade­ga, um dos 260 funcio­ná­rios da Instituição, tivemos a hon­ra de ser acom­pa­­nha­dos pelo arcebispo de Évo­ra, D. Francisco Sen­ra, Pre­si­dente da Fundação Eugé­nio de Al­meida, por inerên­cia do car­go e dispo­si­ções es­ta­tuárias da­quela fundação. No final da visita que começou no corredor dos aro­mas e ter­mi­nou na sala das provas, os visitantes puderam adquirir algumas garrafas da “produção corrente” e alguma “re­serva”, bem como um bom “azei­­te vir­gem” que a Fun­da­­ção já vem produzindo para enfrentar as suas cres­centes despesas.
A viagem de visita a Évo­ra e ao seu Arcebispo, D. Fran­cisco, de todo o clero de Vi­eira do Minho, começou às 9 horas, nas Cerdei­ri­­nhas, tendo chegado, ao prin­­­­cípio da tarde à cidade, ca­pital do Alentejo Central, onde o diácono José Carvalho es­­­perava os sacerdotes que após se instalarem no Se­minário Maior visitaram a Igreja do Seminário e a Uni­ver­sidade de Évora nas suas principais instalações do Colégio do Espírito Santo, um dos lu­ga­res mais visi­tados por turistas de todo o mun­do. A tarde ainda sobrou pa­ra um pequeno percurso pe­las estreitas ruas de acesso às traseiras da Sé Catedral e Templo Ro­ma­no de Évo­ra, declarado Monumento Nacional em 1910 e popu­lar­mente co­nhe­cido por Templo de Dia­na, e o mais antigo de todos os monumentos de Évo­ra, com as su­as colunas de estilo co­rín­tio, “em melhor estado de con­­servação em toda a Pe­nín­sula Ibérica”.
Depois do jantar num restaurante típico dos arredores da cidade, enquanto os “mais jovens” recolhiam “a pe­­nates” os restantes ainda ti­­veram “pedalada” para no­va visita ao centro históri­co e observarem mais de­mo­­ra­damente as suas praças, jar­dins, muralhas, va­ran­das de ferro forjado, o lar­­­go da Sé e da Porta da Mou­ra e no­vamente o Templo de Diana.
Na manhã do segundo dia, após uma noite bem dor­­mida, os turistas norte­nhos visitaram a Sé de Évo­ra, a maior e uma das mais be­­las de Portugal. A visita co­meçou com a subida ao zim­­bório para ver e tocar “in loco” as suas torres manue­li­­­nas construídas antes de 1501, a torre norte, a mais an­­tiga e a torre sul. Depois foi a visita ao seu interior, ao ter­raço e claustro onde se en­­contra o tú­mulo do fundador do claus­tro, o bispo D. Pe­­­dro e respectivo museu.
Seguindo a Rua da Repú­bli­ca chegamos ao Largo de S. Francisco para visitar um dos maiores edifícios re­ligio­sos de Portugal, a Igreja de S. Francisco, de estilo gótico-manuelino, cons­truída no séc. XV e princípios do séc. XVI. Lá nos esperava a guia Susana para nos mos­trar e ex­plicar com toda a mestria du­ma professora de História, toda a riqueza desta relíquia que foi Capela Re­al de D. João II e D. Ma­­nuel I e que os cronistas do século XVI denominaram “Convento de Ouro”.
No fim da visita, que termi­nou na observação de 630 pre­sépios expostos no Claus­­tro do Convento, aguar­­­­­­­­dava-nos D. Francisco, que nos proporcionou nestes dois dias, dois diá­co­nos e guias para conhecer a cidade e alguns centros his­tóricos e que, apesar do seu imenso trabalho ne­ste primeiro ano de arce­bis­po de Évora, ainda con­se­guiu tempo para al­mo­çar e passar a tarde connosco.
O clero e o Jornal de Vi­eira que se orgulha de há muitos anos ter D. Francisco como seu assíduo leitor, registam, a sua maior estima e gra­tidão pelo Arcebispo Metropolita de Évora.
2019-10-29


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