Igreja

Palavra e Vida

          

Nos dois Domingos com que terminamos o Ano Li­túr­gi­co, somos convidados a recordar numa breve síntese, o mistério da Encarnação do Verbo. O “dia do Senhor”, anunciado, convidou à esperança, cultivada pelo povo de Deus.
No XXXIII Domingo do Tempo Comum (dia 17), O pro­fe­ta anuncia a vinda do Messias como um fogo, que não destrói, mas purifica. É esta imagem de salvação, que Deus quis imprimir, no coração dos que n’Ele depositam a sua esperança.


A esperança que hoje nos anima, à semelhança dos po­vos do Antigo Testamento, leva-nos a desejar o “dia do Senhor”, aquele dia em que o Senhor intervém para nos salvar, purificando-nos dos nossos pecados. Ele vem, nos purifica, sempre que nos abeiramos do sacra­men­to da Penitência.
Neste Domingo somos também alertados para dois pe­rigos que no contexto atual, se podem tornar em tenta­ção, capaz de nos perder: a ociosidade, o triunfo a qualquer preço, que vemos materializado na sedução da cor­rup­ção, dos direitos sem deveres, a que nos chama a aten­ção S. Paulo, na carta aos Tessalonicenses.
S. Lucas transmite-nos as recomendações de Jesus so­bre a necessidade de obter as informações corretas, aler­tando-nos para os “falsos profetas”, os populistas à pro­cura de motivos que os elevem e granjeiem admiração, os destaquem socialmente alimentando-lhes a vai­da­de. Trazem-nos falsas doutrinas, ajudam-nos a perder a fé. É o “vale tudo”, que retira a consciência de pe­­cado.
Terminamos o Ano C com a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Jesus é Rei e o Seu poder é maior do que alguém pu­desse imaginar. Os reis da terra podem governar, con­quis­tar, vencer. Mas nenhum, jamais, teve ou terá o poder de salvar, tornando felizes para sempre os seus vas­sa­los. Esse poder só Deus o podia garantir.
Para isso encarnou e salvou-nos por um ato de infinito amor. Respeitando a nossa liberdade, aguarda-nos. Nós, cons­cientes de não sermos dignos do amor de Deus, es­peramos…
L.C.
2019-11-13


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