Igreja

MENSAGENS DE NATAL

          
MENSAGENS DE NATAL


Natal “mistério e proposta de encontro”
O arcebispo de Évora pede que se celebre o Natal “como mistério e proposta de encontro”, numa sociedade “mar­cada por tantos desencontros”, de consumo e individualista, para que se leve Jesus “aos mais desprotegidos e abandonados”.
“Nesta sociedade marcada por tantos desencontros, celebremos o Natal como mistério e proposta de encontro. Em Jesus, nascido em Belém, encontramos Deus feito Homem e n’Ele nos encontramos com todos os Humanos”, escreveu D. Francisco Senra Coelho .
O Arcebispo afirma que o ruído “da sociedade de consumo” atual “confunde os autênticos valores do Natal”, com propostas meramente fúteis e banais, por isso, os cristãos são chamados a “mostrar a beleza autêntica do Natal, a sua mensagem e os seus desafios”.
“O mistério do Natal é um convite de abertura total a Deus e à humanidade. É esta abertura que configura a nos­sa libertação e a nossa fe­licidade”, assinala D. Francisco.

Natal “história de amor”
O bispo de Aveiro destaca o exemplo de “humildade e ter­­­nura” da família de Nazaré, “com a sua história de amor”, para as famílias e comunidades hoje, na mensa­gem intitulada”‘Anuncio-vos uma grande alegria…’
“Na caminhada de José e de Maria escondem-se, hoje, os passos de muitas famílias. São muitas, infelizmente, as situações desconcertantes que se vivem nas famílias: hosti­li­dade, abandonos, separações, carências”, escreveu D. António Moiteiro.
O prelado explica que se a família “não estiver alicerçada no amor” será difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações.
“Mais do que pensar no louco consumismo, que a humildade e ternura desta família, com a sua história de amor, desperte a nossa sensibilidade para sermos famílias autênticas, comunidades de fé, de esperança e de amor, alimentando o dom da hospitalidade, preparando, cada dia, o encontro com o Emanuel e os irmãos”. Viver o verdadeiro Natal é “acolher e partilhar da alegria” que vem da “austera e simples beleza da família de Nazaré”, diz D. António Monteiro.

Natal “a ternura de Deus”
O bispo de Portalegre-Castelo Branco afirma que Jesus foi “o maior líder da história de todos os tempos”, na caminhada para o Natal o Presépio “manifesta a ternura de Deus” e “envolve na história da salvação”.
“Celebrar o Natal é pôr-se a caminho e deixar-se encontrar por Jesus, é converter-se, é renovar-se, é rasgar horizontes mais solidários e fraternos, é mudar a história da sua própria vida e, pensando sobretudo nos que não têm voz, é comprometer-se na construção do bem comum, com criatividade, inteligência e disponibilidade”, escreveu D. Antonino Dias.
Numa reflexão intitulada ‘Do presépio à responsabilidade social’, o prelado assinala todo o cidadão “está desafiado à participação e deve fazer-se protagonista” na construção da causa pública, “com muita mais razão” um cristão deve “sentir essa alegria e responsabilidade, esse direito e dever”.
É verdade que os tempos mudam mas “Deus não muda, nem os Seus planos” e na fé cada pessoa vai encontrar “o essencial” que “faz entender e caminhar por caminhos que li­bertam e ajudam a libertar”, sublinha D. António.

Natal “ninguém fique fora
O bispo de Setúbal espera que neste Natal “ninguém fique fora, sozinho; que ninguém se isole, se aliene ou se feche”, no mundo real ou virtual, escreve no postal de Natal que acompanha a mensagem natalícia.
“Que todos dêem e recebam o presente de Deus, de proximidades amigas e criativas, partilhando sonhos e ensaiando passos de uma vida e um mundo mais fraternos, solidários e em paz”, escreve D. José Ornelas.
O bispo explica que a diocese de Setúbal vive o Natal deste ano “no contexto da atenção” que estão a “dedicar aos” jovens que “sentem, de um modo especial, os sonhos e pesadelos da humanidade”, nas condições de vida que enfrentam cada dia, como nas perspectivas de futuro.
“Aos jovens, o Natal pede que se levantem como Maria, que corram para acudir a quem precisa e para levar a boa notícia da presença de Deus que eles mesmos tornam visível”, afirma.
D. José Ornelas incentiva a juventude a “interpretar” os profetas e sábios do passado e “ler, nas estrelas que Deus envia em cada tempo, o mapa de caminhos” que levem à gruta onde Jesus se torna presente para a transformação do mundo.

Natal “festa com fes­tejado”
O bispo de Leiria-Fátima, avi­sou que a celebração do Na­­tal não deve “ser reduzida a uma mera comemoração so­cial de uma data do calendário nem ser desfocada por uma visão comercial e de consumo”.
“Correríamos o risco de fazer a festa sem a presença do fes­­tejado e o que Ele é e significa para nós”, escreveu o cardeal D. António Marto.
“A celebração do natal é uma festa que toca o coração de mui­ta gente, cristãos ou não, e desperta os melhores senti­mentos na sociedade”.
Recorrendo à recente carta do papa Francisco, “O sinal ad­mirável”, o bispo sublinha que o presépio co­loca os homens “diante do grande mistério da (…) fé”. “Quando comenta as diversas figuras, o Papa fixa-se na dos pastores, dos pobres e mendigos, das pessoas ‘que não conhecem outra abundância senão a do coração’, es­cre­ve o cardeal.
“Eis-nos diante de um apelo a reconhecer e encontrar Je­sus acolhendo-o e servindo-o com ternura, partilha e so­li­da­riedade nas pessoas mais frágeis e necessitadas. Que gesto concreto de solidariedade vou realizar neste natal?”, questiona D. António Marto.
2019-12-27


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