Igreja

O sofrimento e a dor

          

O vulgo diz que Deus ama mais as pessoas que sofrem! E o repto de consolação idealista de Jesus nas Bem-Aven­tu­ranças também é este: “Felizes os que choram porque se­rão consolados” - mais para dar a outra face do que para sofrer -!
A natureza é madastra quando quer e em vez de saúde temos doenças.
Pôr o natural no plano divino é dizer que Deus gosta de nos ver sofrer - Deus é Pai e é Amor, e nenhum Pai gos­ta de ver os filhos sofrerem!


Então a explicação para a dor (porque dói e não é ilusão ou fabricação da mente), deve ser encontrada em nós mes­mos, na natureza frágil, imperfeita, que por maus tra­tos do corpo e por genética, revelam as fraquezas natu­rais.
Posso ter uma vontade de ferro e uma coragem ilimita­da, mas se o corpo e a psique não ajudam, que posso fazer se não submeter-me e aceitar?! Isto analisado racio­nal­­mente e com alguma distância da circunstância indivi­dual.
Porque eu não posso esquecer-me que sou corpo, alma e espírito (S.Paulo). E o tempo da “mente sã em corpo são” foi dos latinos mas acabou. Com esta sociedade que dei­xa muitas feridas no ser humano (sociedade con­su­mis­ta, massivista, economicista, globalista e simultanea­mente egoísta e descartável) só podemos adoecer cada vez mais.
A destruição do ego é importante para a resignação e re­siliência e faz-se com sentimentos de solidariedade e al­truísmo, de compaixão e humildade que, qualquer ser hu­mano bom de nascença, trás consigo. Descentrar-nos de nós e sofrer com os outros é um caminho sempre espe­rançoso!
Atribuir as nossas limitações a Deus é fazer de Deus um castrador. Deus não é isso; Deus é compassivo e cheio de misericórdia para com todos. Como seria capaz de nos in­fligir sofrimentos para nos purificarmos?
Devemos deixar Deus fora do sofrimento porque Jesus já sofreu o suficiente por todos nós. A nossa natureza é que nos mata de forma mais rápida ou mais lenta!
Ermelinda Silva
2020-03-19


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