Igreja

Palavra e Vida

          

Os textos que a Liturgia nos apresenta na segunda quinzena de Março, para reflexão e vivência, ajudam-nos a situar no itinerário de conversão quaresmal.
Situamo-nos facilmente perante um Deus misericordioso, que conhece o coração humano, com as suas misérias e pecados, com fraquezas que gostávamos de esconder, e ao mesmo tempo de que nos queremos libertar, como a mulher samaritana que no seu encontro com Jesus, reconhece n’Ele o Messias, e transforma-se em missionária do seu povo.


Reconhecemos também quem Jesus escolhe, e isso deixa-nos confiantes. Não somos pessoas destacadas na sociedade, os nossos nomes nada dizem aos sábios ou doutores do mundo…Mas como os critérios de Deus são tão diferentes dos nossos, continuam a deslumbrar-nos as Suas escolhas. Entre os mais simples e apagados, Ele faz ouvir o Seu chamamento.
Simplicidade e humildade, são as duas condições essenciais para nos tornarmos discípulos. O resto…as capacidades necessárias à missão de que fomos investidos pelo batismo, são-nos entregues por Deus como e quando Lhe apraz, ou seja: no momento do testemunho, quando o Espírito Santo nos colocar nos lábios o que devemos dizer.
Deus não nos quer ver presos a preconceitos, a ritos e leis que nos ajudam a resistir, ou ficar surdos, quando nos faz sentir que o amor deve ser a nossa primazia, aquilo que deve motivar a nossa ação.
Finalmente, encontramo-nos perante o humanismo de Jesus a convidar-nos a ser sensíveis, solidários com as lágrimas e saudades dos outros. Jesus chorou por Lázaro, com os seus amigos. Estes, deixam-nos um sublime exemplo de confiança:’“ Se estivesses aqui…”!
Agora, que ressuscitou, está sempre, disposto a acolher-nos, se O procuramos, com a ternura que apazigua, nos enche de esperança e alegria.
L.C.
2020-03-19


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