Igreja

Palavra e Vida

          

A Liturgia dos últimos domingos do Tempo Pascal evidencia a missão salvífica do Filho de Deus, a sua presença na Igreja, “até ao fim dos tempos”, pela ação santi­fi­ca­do­ra do Espírito Santo.
Temos a oportunidade de contemplar o mistério da Santíssima Trindade a partir do coração. O Deus, Uno e Tri­no, quer desvendar-Se aos seus filhos e fá-lo através dos seus atos. Deus é Amor. É e será só pelo amor, que conhecemos Deus.


No VI Domingo da Páscoa, recordamos os primeiros passos da expansão da Igreja. Filipe leva a Boa Nova à Sa­maria, a periferia de então. É bem acolhido e prepara samaritanos para, uma vez convertidos, receberem o Espírito Santo.
A evangelização só é possível em liberdade interior. Deus não se impõe, nem obriga. Convida e espera a nossa resposta.
Ao aceitarmos ser cristãos, seguidores de Cristo, dei­xamo-nos tocar pela Sua promessa: «Quem me ama, será amado por meu Pai…amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele.»
Jesus preparou os discípulos para suportarem a separação física, já próxima. Prometeu o Paráclito ou Con­so­la­dor. Entregou-lhes a Igreja nascente.
Quando amamos alguém, confiamos. Jesus amou-nos primeiro, antes de decidirmos sobre os nossos afetos. Porque amou, confiou, para que nós O imitássemos em tudo. Confia-nos o que Lhe é mais querido”– a Igreja, seu Corpo Místico, para que nós, dela cuidemos.
Ao enviar-nos a evangelizar promete estar sempre connosco–“até ao fim dos tempos”. É esta certeza que deve informar os nossos atos, consciencializando-nos de que é Ele que opera em nós. Sem Ele o que fizermos, pode ter o valor de uma vaidade que alimenta a soberba.
O envio, acolhido pelos discípulos antes da Ascensão, repete-se sempre que aceitamos construir o Reino. «Ide…batizai e ensinai».
Não podemos quedar-nos, numa contemplação vazia porque Jesus continua entre nós, presente de muitos modos, mas sobretudo nos irmãos que sofrem, nos pobres de bens materiais e espirituais.
Terminamos o Tempo Pascal com a Solenidade do Pen­te­costes. A celebração da Lei, entregue por Deus a Moisés, deixou de ter sentido. Passamos a celebrar o Amor. Este amor transborda na paz que enche o nosso coração e é transmitida aos outros através das nossas palavras e atitu­des.
Os dons ou carismas com que Deus nos enriquece, só tem razão de ser, quando postos ao serviço dos outros, no que chamamos o bem comum.
L.C.
2020-05-14


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