Igreja

Bispos portugueses divulgaram normas para o regresso às igrejas

          
Bispos portugueses divulgaram normas para o regresso às igrejas

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em documento publicado a 8 de Maio, anunciou o regresso às celebrações religiosas nas igrejas, na sequência do “controlo progressivo da pande­mia” e do “início das medidas de desconfi­na­mento”, fazendo algumas recomendações às dioce­se para o regresso dos fiéis às igrejas a partir do fim-de-semana de 30 e 31 de Maio. Recomenda, porém, que alguns sacramentos, entre os quais o casamento, sejam adiados para depois de Setembro.


De acordo com o comu­ni­cado da CEP, todas os sa­cra­mentos que “implicam con­tacto físico, como as unções, devem ser adiados pa­ra o próximo ano pastoral”, com início em Setembro de 20­20. Fica assim a recomendação de adiar pa­ra lá dessa data os casamentos en­tretanto agen­da­dos. O mesmo se aplica às unções, embora a CEP reconheça que em “casos par­ticulares como o baptismo e a unção dos doentes” possa ser aberta uma excepção, desde que sejam garantidas as “devidas cautelas de saúde e normas de segurança”. De igual forma, a CEP recomenda às dioceses que adiem para o próximo ano pastoral a realização pre­sen­cial de actividades for­mativas co­mo a cateque­se — que até lá deverá ser realizado—“ape­nas por meios telemá­ti­cos”.
Além disso, também as procissões, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades similares que a CEP classifica de “passíveis de forte pro­­pagação da epidemia” deverão ser adiadas para o próximo ano pastoral.
As cerimónias fúnebres deverão ser celebradas nas igrejas e/ou nos cemitérios, garantindo-se a possibilidade de os familiares estarem presentes. Embora não seja referido um limite ao número de familiares, a CEP recomenda de qualquer modo que se observem as “normas de segurança que impeçam a transmissão do corona­ví­rus”.
Estas medidas, refere o documento da CEP, não são de cariz obrigatório e servem apenas de linhas orien­tadoras para cada diocese. Em 07 de Maio, um dia antes da publicação do Comu­ni­cado do Episcopado Por­tu­guês, o Governo já tinha decretado, em despacho oficial a abertura das igrejas a partir do fim-de-se­mana de 30 e 31 de Maio. O mesmo despacho, publicado em DR n.º 89/2020 de 7 de Maio, decretava “a forma de cle­bração das aparições de Fátima a 12 e 13 de Maio” e sobre a forma como essa celebração se devia realizar.

As normas práticas a observar nas igrejas

Afixação de cartazes em lo­cais bem visíveis com as re­gras de higiene e de dis­tan­ciamento; obrigatorie­da­de de uso de máscaras pa­­ra todos os fiéis; salvaguarda da distância mínima de segurança entre os presentes que é cumprida; portas diferentes para entrar e para sair da igreja, sempre que possível, e que devem es­tar abertas para que quem as utilize “não tenha necessidade de tocar nos puxadores ou maçanetas”.
A distância de segurança im­plica que cada pessoa dis­ponha, “só para si, de um es­paço mínimo de 4m2”, devendo garantir-se, “com me­­didas adequadas”, que as distâncias são respeitadas, se­ja “barrando acesso a alguns bancos, alternando as fi­las, afastando cadeiras ou marcando os lugares com co­res ou outra sinalé­tica”.
Além da recomendação pa­ra que sejam usadas portas distintas para a entrada e para a saída das igrejas, “haverá percursos sinalizados de sentido único de mo­do a evitar que as pessoas se cruzem”. Noutro ponto é di­to que ninguém poderá entrar sem primeiro higie­ni­zar as mãos à entrada da igreja com um produto de­sin­fetante, posto à disposição dos fiéis.
As orientações incluem a recomendação para que “sempre que a meteoro­lo­gia o permita e haja espaços ade­quados” se celebrem atos de culto ao ar livre. “As pias de água benta junto às entradas da igreja conti­nua­­­§rão vazias”.
Já durante a missa, a regra é que os leitores e canto­res participantes desinfe­tem as mãos “antes e depois de tocarem no ambão ou nos livros”. “Não haverá folha de cânticos nem se dis­tri­buirão desdo­bráveis com as leituras ou qualquer outro objeto ou papel”.
Quanto aos recipientes pa­ra recolher a coleta, “não se passarão no momento do ofertório, mas serão apresentados à saída da igreja pe­la equipa de ordem e aco­lhi­mento” designada e seguindo os critérios de segurança.
“Os sacristães, acólitos ministrantes e outros colaboradores da igreja, equipados com máscaras e luvas descartáveis, devem manusear e limpar os utensílios li­túrgicos, e secá-los com toalhas de papel, não reu­ti­li­­záveis”, estipula o ponto 20.
Mantém-se suspenso “o gesto de paz” - saudação ha­bi­tual entre os fiéis –, conti­nuando sem se ministrar a co­munhão na boca e pelo cálice. Neste momento da celebração e “no caso de o sacerdote celebrante ser mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído por algum diácono ou ministro extra­or­dinário”.
Terminada a missa, os fiéis sairão da igreja “segundo uma ordem fixada em ca­da comunidade cristã”, sem se aglomerarem diante da igreja.
Há que garantir “o arejamento da igreja durante pe­lo menos 30 minutos” e “os pontos de contacto (vasos sagrados, livros litúr­gi­cos, objetos, bancos, puxadores e maçanetas das portas, instalações sanitárias) devem ser cuidadosamente desinfetados”.
2020-05-14


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