Igreja

Palavra e Vida

          

Terminado o Tempo Pascal, entramos no primeiro do­min­go de Junho no Tempo Comum, com a Solenidade da San­tíssima Trindade.
Os grandes mistérios da nossa fé, vividos em júbilo nas úl­timas semanas, merecem agora a nossa reflexão e con­tem­plação, para nos tornarmos aptos a ser discípulos evangelizadores.


No primeiro domingo (dia 7 de Junho) somos convida­dos a meditar no Mistério da Santíssima Trindade. Talvez seja difícil, dada a nossa maneira de pensar egoísta e egocêntrica. Temos de pensar que Deus é família, de Pes­soas (Três), numa existência de tal modo interligada, em sabedoria, inteligência e vontade que se unifica e dizemos que Deus é Uno e Trino.
Conhecer a Santíssima Trindade foi o grande projeto de vida de Santo Agostinho, que merece ser lido e conhe­ci­do. Esse estudo ajuda-nos também a conhecer-nos com as nossas limitações. É precisamente o conhecime­n­to dos nossos limites, que nos permite ir entrando na sa­bedoria que só completaremos no Céu.
Deus revelou-Se sempre. Disse Quem era, e Israel con­ser­vou essa memória. A Moisés disse ser “clemente, com­passivo e sem pressa em se indignar”. A misericórdia e a fi­delidade são atributos de Deus, conhecidos, guar­dados e trans­mitidos pelos profetas.
Deus que se revelou com amor maternal a Moisés, será da­do a conhecer pelo Filho, Jesus, em Quem reconhece­mos a bondade, misericórdia, paciência…todos os atri­bu­tos divinos de que Jesus deu testemunho.
Finalmente o Paráclito, o Amor do Pai e de Filho, ema­na­do Espírito Santo, habita em nós, santifica-nos, mas con­tinua a ser o grande desconhecido.
Deus, paciente espera que nos aproximemos para O co­nhecer e melhor amar.
Amar como Ele amou e nos ama, aprendemo-lo con­tem­plando o Seu Coração. Partiu para o Pai mas quis fi­car con­nosco. Celebramos esse amor no dia 11.
A liturgia do XI Domingo, pode ser vivida como revisão do que, desde o início do mês, fomos contemplando.
A fidelidade de Deus manifesta-se na aliança sempre re­novada com o seu povo. Jesus continua a oferecer-Se por nós. Ao contrário do que somos, ama incondicional­mente santos e pecadores, sem dúvida com infinita pre­di­leção pe­los últimos, porque a todos quer salvar.
Sem precisar de nós, quer fazer-nos sentir úteis e con­vi­da-nos a trabalhar na messe que é grande e tem poucos operários.
Como corresponder aos desafios lançados pela Palavra?
L.C.
2020-05-28


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