Igreja

Palavra e Vida

          

Ninguém é capaz de conhecer Deus, de percorrer um caminho de aproximação ao Senhor do Universo, sem ser através do coração.
Nas nossas relações humanas distinguimos o conheci­men­­to superficial (conhecer de vista), do conhecimento pro­fundo, gerado na proximidade e intimidade duma con­vi­vência pessoal.
Deus quer que entremos numa relação de intimidade com Ele, numa linha de liberdade que nos compromete.
Nesta segunda quinzena de Junho, a Liturgia da Palavra, ajuda-nos a contemplar o Amor. Não é um sentimento abs­trato. Deus é Amor! É vivo, real. Agora Ressus­citado!


Ao celebrarmos a Solenidade do Sagrado Coração de Je­sus, contemplamos o Amor, encarnado, próximo dos ho­mens para que estes sejam realmente o povo que Deus esco­lheu e quis transformar em “povo eleito”, “nação santa”. Não força! Convida.
Ao contemplar o Coração de Jesus, um coração que amou tanto os homens que se entregou à morte para nos sal­var, que deixou ser trespassado por uma lança, num ato que reve­la a entrega total, o despojamento consumado do seu Ser Hu­mano, somos impelidos a aproximar-nos de Deus para melhor O conhecer e amar.
A Liturgia do XII Domingo do Tempo Comum, dia 21, apre­senta-nos os atributos de Deus: A compaixão, a mise­ri­cór­dia, são o refúgio do pobre, do desprotegido, tantas ve­zes humilhado e vítima de injustiças. Ele está sempre pre­sen­te e conhece o íntimo dos corações.
Pobres, isto é, despojados, tornamo-nos capazes de co­nhe­­cer Deus. Insistentemente nos recomenda que não te­nha­­mos medo. Ele cuida de nós. O evangelho recorda-nos a Sua ternura lembrando-nos a atenção que dá às simples ave­zinhas.
O conhecimento de Deus, adquirido na intimidade da oração, provoca em nós a confiança recíproca, a vontade de con­sa­gração de nós mesmos, numa entrega total às exi­gências ba­tismais.
Nós procuramos a intimidade com o Senhor, mas Deus an­­tecede-nos. Não espera a visita. É ele que a prepara. Não es­pera Lhe façamos um pedido, porque sabe do que pre­ci­sa­mos e concede-nos graças, que nem ousamos pedir A Sua ge­nerosidade é infinita.
Que espera em troca? Apenas a nossa fidelidade. Disso nos fala Jesus na Palavra proposta para o último Domingo do mês.
O nosso amor incondicional ao Senhor tem uma recom­pen­­sa: a felicidade eterna. Se o confessarmos perante os ho­mens, será o próprio Jesus que nos apresentará ao Pai.
L.C.
2020-06-15


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