Opinião

BICADAS DO MEU APARO

Ciência e poluição

          
BICADAS DO MEU APARO

O ano que mais intensificou o combate às alterações climá­ti­cas foi 2019. Nos anteriores já se vinha a assistir a zunzuns sobre este “grave problema” que a Humanidade enfrenta, assim afirmam. Tivemos António Guterres numa foto com água até à cinta, vista por milhões, tivemos a famosa Greta Thunberg em greves e com deslocações a vários países – quem sabe se manobrada - e tivemos cá dentro de casa os sempre atentos críticos à subida dos oceanos e a tudo que se relaciona com a selvajaria do homem. Estima-se que cerca de cinco milhões de pessoas em mais de centena e meia de países se manifestaram contra as alterações climáticas.


Perante tanta desgraça, temos, assim penso, a política e a economia entranhadas nas alterações climáticas. Falta saber-se o verdadeiro porquê desta onda, o seu custo e, pior ainda, falta saber-se quem serão os gorilas a engordar, criando para isso, talvez, um eterno imposto para a purificação da terra e dos oceanos.
Há um Tratado entre países em que se comprometeram a resolver o problema do crescimento dos oceanos, das alterações climáticas. Destes, os mais poluidores, não cumprem: co­mo o Brasil, a China, a Índia e a própria Rússia. É que em vá­rios países do mundo, há dúvidas de que o planeta esteja doente, mas se está, quem o contamina é precisamente a Humanidade e os lideres políticos, os principais responsáveis!
A União Europeia, como força potentíssima que é, não teve dú­vidas e, num acto de heroicidade, de determinação e defen­sora de todos os europeus, resolveu liderar esta acção de salva­ção do planeta, prometendo que até ao ano de 2050, tudo fi­­cará normal, isto é, o planeta devidamente descarbonizado.
Em Portugal, como não podia deixar de ser, porque atentos os lideres a todos os fenómenos que derrubem o bem estar nacional, tem-se feito umas coisas: Passos Coelho obrigou os clientes a pagar nos supermercados as sacas plásticas pa­ra trazer as compras, pagando o Zé dez cêntimos por cada uma. Mas esqueceu o mais importante: é que a maioria das compras vem hermetizadas em plástico e não me consta que tenha obrigado os fabricantes desses géneros, a pagar dez cên­ti­mos por cada hermetização alimentar.
António Costa também, atento à eficácia da manutenção, do dia-a-dia nacional, castiga as pontas de cigarros deitadas na rua; obriga a que os dejectos animalescos sejam agasalhados em saquinhos de plástico e continua – para bem do plane­ta - a pagar-se as sacas plásticas que Passos Coelho entro­ni­zou. Tudo isto, também, porque o planeta foi entregue por Deus à Humanidade.
Crescimento dos oceanos, terramotos, tsunamis, maremotos, crateras no ventre da terra e dos mares, chuvas aos cânta­ros e tantos outros acontecimentos perigosos, serão culpa d’algumas acções do homem contra a Natureza, mas próprias também da Natureza, porque ela tem vida e, como tudo, envelhece. Pelo que, sendo bem que todo o homem deve respeitar, defender e amar a Natureza, esta onda do combate às alterações climáticas, além de poder ser onda para entreter os povos, pode ser uma forma de fabricar sádicos de dinheiro e deixar tombar os que morrem à fome no mundo.
O planeta envelhece. Cientistas que estudam a sua evolução e morte, afirmam que esta Casa (planeta Terra) em que vi­­­vemos, terá cerca de cinco mil milhões de anos pela frente e que todas as reacções do planeta têm sido, são e serão até ao (seu) fim, normais. Mas afirma-se a qualquer hora que o mun­do vai acabar e os cientistas sérios, não têm receio de afir­mar que “o que sabemos do planeta Terra é uma gota, o que ignoramos, um imenso oceano” (Newton, físico em teoria clássica).
E se temos pelo mundo inteiro cientistas sérios, inclusi­va­mente crentes em Deus, temos também os outros que buscam dinheiro, fama e privilégios, entre as altas elites da socie­da­de em que mergulham. Tais cientistas, não passam de uns fan­farrões, de vendedores de ideias que poucos entendem, e es­quecem que a ciência é uma acção que leva (em principio) a dúvidas, muito pouco a certezas, e no maior número de vezes das buscas que fazem, de estudos e de milhões de horas de trabalho que têm, leva-os a se contradizerem e a apresentar teorias ou hipóteses que se contrapõem, se contradizem.
Mas é sabido, que tais cientistas ao profetizarem certas desgraças existentes, até vão tendo sorte: coisas más acontecem, in­competências existem, o mundo maluco é doido quanto basta e por isso acertam. Que tentem profetizar a felicidade, o amor, a solidariedade e veremos o que conseguem. Muito pouco ou nada.
(O autor não escreve segundo o novo Acordo Ortográ
2020-02-13


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