Política

EUROPA forte e frágil 

          

O trágico evento do incêndio e do colapso do pináculo da catedral de Notre-Dame (Nossa Senhora de Paris), po­deria ser lido como um sinal premonitório do fim de uma civilização, uma cultura, uma religião, o fim da Europa. No entanto, contraditoriamente, todos se uniram, como nu­ma prece, no desejo da sua reconstrução, como se uma parte de nós mesmos tivesse desaparecido e fos­se urgen­te colmatar o vazio e a dor de tamanha perda.
Talvez, afinal, todo o ser humano tenha uma necessida­de visceral de símbolos pensados, construídos, conserva­dos, habitados e encarnados num tempo e num lugar. Tal contradição coloca questões que permanecem sem res­posta: acreditamos, ainda, que a Europa pode ser boa para o nosso futuro? Sentimo-nos, de facto, cidadãos da Europa?


Notre-Dame, cuja construção se iniciou em 1163, co­nhe­ceu ao longo destes mais de 800 anos, devastações brutais e belas reconstruções. Não é mais a mesma, como a Europa não é mais ...

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