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Vereador da Câmara, António Barroso, arguido no âmbito da Operação Éter

          
Vereador da Câmara, António Barroso, arguido no âmbito da Operação Éter

O vereador da Câmara de Vieira do Minho Afonso Bar­ro­­so foi constituído arguido no âmbito da Operação Éter, por causa da instalação de uma loja interativa de turismo no concelho, disse à agência Lusa o presidente do mu­nicípio, António Cardoso em sete de Novembro.
António Cardoso acrescentou que o vereador e a câ­ma­­­ra (PSD/CDS) estão “perfeitamente tranquilos” em re­la­­ção ao processo que decorre da Operação Éter.


“Foi tudo feito de acordo com as regras da contratação pú­­blica”, referiu, sublinhando que essa mesma garantia lhe foi dada por Afonso Barroso, o vereador que “conduziu todo o processo” conducente à instalação da loja in­te­­­rativa. Instalada no edifício do Posto de Turismo, a loja de Vi­eira do Minho foi inaugurada em Julho de 2015. “É uma loja fundamental para a promoção turística do con­ce­lho”, acrescentou o presidente da câmara.
Afonso Barroso detém os peloutros de Gestão Econó­mi­­­ca e Financeira, Gestão e Modernização Administrativa, Recursos Humanos, Desenvolvimento Económico, Transportes e Parque de Viaturas.
A investigação sobre a instalação de lojas interativas de turismo (LIT) insere-se no âmbito da Operação Éter, mas o Ministério Público (MP) decidiu abrir um inquérito au­­tónomo exclusivamente sobre aquela matéria.
Em causa a alegada “imposição”, por parte do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), das empresas res­­ponsáveis pela instalação das lojas.
No dia 25 de outubro, o MP deduziu acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades co­le­­­tivas), incluindo o ex-presidente da TPNP, Melchior Mo­rei­­ra, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de Outubro de 2018.
Em causa estão todos os factos relacionados com a cria­­ção das LIT dos municípios, das LIT da TPNP, desi­gna­­­damente a LIT móvel e demais factos com eles co­ne­xos.
Melchior Moreira foi detido a 18 de Outubro de 2018 pe­­la Polícia Judiciária e fez dia 25 um ano que aguarda jul­­gamento em prisão preventiva no âmbito da Operação Éter, uma investigação sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública.
Além de Melchior Mo­reira, foram nessa data detidos pe­­­la PJ a diretora operacional do Turismo do Porto e Nor­­­te de Portugal, uma jurista daquela en­tidade, a admi­nis­­­tra­dora da W Global Communication e o repre­sentan­te da firma Tomi World, esta responsável pela instalação de Lojas Interativas em pelo menos 40 municípios.
O ex-presidente da TPNP está acusado de mais deze­nas de crimes de participação económica em negócio, de peculato de uso, de peculato, nove de abuso de poder, de corrupção passiva, de falsificação de documento e de recebimento indevido de vantagem.
2019-11-13


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