Reportagem

Misericórdia de Vieira do Minho celebrou o 94º aniversário

Provedor anuncia obras de remodelação do jardim de infância e creche

          
Misericórdia de Vieira do Minho celebrou o 94º aniversário

Sem excesso de pompa, mas com a circunstância que uma festa quase centenária merece, a Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho celebrou em 14 de Junho, com brilho e solenidade, o 94.º aniversário da sua fundação.


A efeméride contou com a presença do Arcebispo Pri­maz, D. Jorge Ortiga, que presidiu à Eucaristia de Acção de Graças, concele­brada por mais cinco sa­­cer­­do­tes de Vieira do Mi­nho, bem como à sessão solene que homenageou o ex-provedor, Alfredo Inácio Abreu Ramalho, e o ex-pre­si­dente da Assembleia Geral, Óscar Ferreira Gomes.
Nesta sessão come­mo­rativa o provedor da San­ta Casa, Luís Carneiro, recentemente eleito, e na es­teira do seu antecessor, manifestou vontade de avançar com um «conjunto de novas obras» para as quais espera a colaboração da Fundação Rainha Dona Leonor, da Câmara Municipal de Vieira do Minho e do Centro Distrital de Braga da Segurança Social.
Depois de recordar a “ambiciosa panóplia de projectos” anunciados pelo seu antecessor e actual pre­si­dente da Assembleia Geral, Dr. Alfredo Ramalho, e con­­cluídos em 15 anos: “construção da Aldeia Turística de Louredo; loja de ar­te­sanato e restaurante; retoma do Edifício Hospitalar; criação de uma Unidade de Cuidados Continuados; construção de uma Clínica de Medicina Física e Reabilitação e Remodelação e ampliação do Lar Nossa Se­nhora da Conceição”, o actual Provedor anunciou que o primeiro projecto a avançar será a remodelação da Creche e do Jardim de Infância, se possível, “ain­­da este ano” se para tan­to conseguir os apoios necessários.
«Vamos começar por esse projecto se a nossa can­didatura for contemplada pelo fundo Rainha Dona Leonor».
A valência de creche e jar­dim de infância funciona com 98 crianças, desde os 3 meses aos 6 anos. «Os de­safios que temos pela frente são exigentes, não podemos ignorar que esta­mos num setor de ati­vidade onde existe concorrência», referiu Luís Carneiro, pro­me­­­tendo continuar a «contribuir para o incremento da qualidade de vida e de bem-estar dos utentes, familiares e colaboradores, de forma res­ponsável, rigorosa e sus­­tentada».
No seu discurso, Luís Car­neiro não esqueceu os fundadores e benfeitores da Santa Casa tendo enume­ra­­do todos os seus prove­do­res: “Dr. Manoel José Pereira D‘Almeida, primeiro provedor, Padre João Ma­­ria Alves Coelho, Eng. Hernâni José da Silva, Mi­guel Marcelino da Costa Leão, Padre José Mendes Rodrigues, Padre José Soa­­res da Mota, Domingos Barbosa Pereira, Dra. Maria Júlia Martins, Cérebro e estratego de quase duas dé­­cadas da Santa Casa;

Maria Júlia Martins e Alfredo Ramalho ilustres beneméritos há 4 décadas

estando de parabéns o Dr. Al­fredo Ramalho, actual pre­sidente da Assembleia Geral e colaborador incansável e líder visionário da nossa instituição durante quase 40 anos, seja como Provedor seja como Presidente da Assembleia Geral, e o Dr. Óscar Ferreira Gomes que generosa e bri­lhan­­­temente presidiu, por duas décadas à Assem­bleia Geral de Irmãos”.
O provedor referindo-se ao caminho percorrido por esta instituição, desde 14 de Junho de 1925, afirmou que metade do percurso foi da responsabilidade e méri­to da liderança do Dr. Alfre­do Ra­malho e da Dr.ª Maria Júlia Martins, ilustres be­ne­méritos e irmãos daquela Santa Casa.
A Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho presta serviços diários a mais de 480 pessoas e em­prega mais de 115 trabalhadores, sendo o segundo maior empregador do con­ce­lho. O pro­ve­­dor aproveitou a ocasião para felicitar todos quantos estão ligados à Instituição, a começar pelos utentes que, disse, são a «razão da existência» da Santa Casa enquanto instituição de solidariedade de apoio social.
Luís Carneiro não esqueceu o capelão, Padre Nuno Campos, os representantes do município, o presidente da Câmara António Cardoso e a presidente da As­sem­­­bleia Municipal, Neli Pe­reira, bem como o Arcebispo de Braga, D. Jorge Or­tiga, concluindo que a San­ta Ca­sa da Misericórdia continua­rá a ser “uma Insti­tuição que norteia a sua acção pe­los princípios da ética, trans­parência, rigor, so­li­dariedade, e abertura à par­ticipação de todos”.

Maria Júlia Martins e Alfredo Ramalho ilustres beneméritos há 4 décadas

O Arcebispo de Braga convidou os dirigentes da Santa Casa de Vieira do Minho a encararem o futuro com «se­renidade e espírito de fé», num caminho que «continuará a ser árduo e em alguns momentos difícil». Citando S. Paulo aos Coríntios, na 1ª leitura da missa do dia e o programa pastoral da diocese de Braga, apelou a to­­dos para “serem semeadores de esperança” mesmo “quando somos oprimidos ou andamos hesitantes, mas não abandonados, oprimidos mas não esmagados” nesta sociedade “com tantas desigualdades nas pessoas e nas instituições”.
Não adormeçam, não se instalem no comodismo de pensarem que a obra já está realizada, alertou o Arcebis­po, apelando “a viver com os olhos abertos para tomar consciência dos problemas e encontrar as soluções” e “sem receio de falar e divulgar o trabalho realizado”, porque há muita gente que ignora ou “não quer reconhecer o trabalho realizado pela Igreja pelas Misericórdias”, referiu D. Jorge.
Na mensagem de saudação e felicitações pronunciada na sessão solene, D. Jorge Ortiga disse que no meio de «tantas dificuldades» é preciso ter «esperança» e «alento» e nunca desanimar. «Uma instituição de cariz católico, como são as Santas Casas de Misericórdia, tem que estar ancorada nas virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade».
2019-06-26


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