Reportagem

Homenagem ao “Pai” amigo e comandante ABREU CARDOSO

“Não queremos pertencer a um povo e a uma sociedade amnésica e “alzheimerada”

          
Homenagem ao “Pai” amigo e comandante ABREU CARDOSO

Dia 26 de setembro passado, seis “camaradas” Comandos, que fizeram parte da Companhia de Caçadores 341, em 1971/73 em Nambuangongo-Zala, Angola, vindos de vá­­rias zonas do País, quiseram homenagear aquele que con­sideram seu “pai”, amigo e comandante Abreu Cardoso.
Faz tempo que o Sr. Manuel Sousa (1º Cabo Enfermeiro), das Taipas, havia contatado P. Albino Carneiro, para po­­derem vir a Vieira do Minho homenagear o seu Coman­dan­te Abreu Cardoso. Tratar da visita ao cemitério onde jaz o Comandante e acompanhá-los na cerimónia, pois ti­­nham conhecimento que eu mesmo, havia sido capelão mi­litar e vizinho amigo do Coronel Abreu Cardoso.
Por sua vez o P. Albino, convidou o Tenente Coronel Pin­­to da Costa a estar presente, que logo acedeu ao convi­te e no dia acima referido, os camaradas do então Capitão Cardoso, foram recebidos em frente aos Paços do Con­celho.


Após um café, dirigiram-se para o cemitério junto ao ja­­zigo da Família, onde está sepultado o “herói nacional”, Cor. Abreu Cardoso, tendo sido colocado um ramo de flores ao homenageado e após a leitura do resumo da vida mi­­litar do homenageado, feita pelo Ten. Cor. Pinto da Costa, sem que daí resultassem algumas lágrimas de saudade, mas também de admiração pelo saudoso ali recordado, foi feita a Chamada dos camaradas falecidos em com­ba­­te e pertencentes à Companhia de Caçadores 342, nos lon­­gínquos anos de 1971-73, pelo Sr. Alferes Miliciano, Jo­­sé Carvalho, que partilhou umas breves palavras com os presentes e entre recordações frisou que: “não queremos nunca esquecer aquele que nós e todos os que fizeram parte da vida do Comandante Abreu Cardoso, nas cam­panhas da guerra ultramarina e concretamente em An­gola, esquecer o Homem, que ainda hoje continuamos a recordar como o “nosso pai, amigo e comandante”, o mi­litar que nos “ensinou a cheirar, a ouvir, a sentir e a com­preender a terra que pisávamos”. “Não fosse ele e mui­­tos mais teriam ficado tombados naquela terra”. “Eramos jovens com 19, 20 anos”. “Não queremos pertencer a um povo e a uma sociedade amnésica e “al­zai­merada”; enquanto depender de nós o Comandante Abreu Cardoso será recordado, não será esquecido”.
De seguida, o Ten. Cor. Pinto da Costa, fez uma breve re­­senha da homenagem que o Município prestou ao “Herói Nacional, Cor. Abreu Cardoso”, visitando a Praça junto da Igreja do Mosteiro com o nome do homenageado e da­li ao almoço no Restaurante da Mindinha. Durante o almoço, foram recordadas histórias dos presentes naquela que foi uma guerra inglória, como todas as guerras.
Para além dos dois militares referidos, anteriormente, o Alferes Milicianos Sr. José Carvalho e 1º Cabo Enfermei­ro Manuel Sousa, estavam presentes os Senhores Fran­cis­co Carvalho, Furriel (assíduo frequentador de Vieira do Mi­nho, pela amizade e relação com o Prof. Júlio Machado Vaz); José Freitas, 1º Cabo Mecânico; Armando Fra­zão, 1º Cabo Escriturário e António Silva, 1º Cabo Rá­dio -Telegrafista.
Obrigado Camaradas pelo testemunho.
Albino Carneiro
2019-11-13


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