Reportagem

Município de Vieira do Minho prestou homenagem ao Arciprestado

          
Município de Vieira do Minho prestou homenagem ao Arciprestado

No Dia do Município o Arciprestado de Vi­eira do Minho foi homenageado pe­­la Câmara Municipal, que em sessão solene comemorativa dos 505 anos do Foral dado por D. Ma­­nuel à velha Ver­nária, lhe atribuiu a Medalha de Honra Grau Ouro do Concelho.


No salão nobre dos Paços do Concelho, o presi­den­te da Câmara Municipal, António Cardoso e a pre­sidente da Assembleia Mu­­nicipal, Neli Pereira, nos seus dircusos, foram unâni­mes em reconhecer o tra­ba­lho realizado pelo Arci­pres­tado ao longo de mais de meio século, e que foi “essencial para o desenvol­vi­mento do concelho e a qualidade da vida das pessoas”.
A atribuição do mais alto galardão municipal ao Arci­prestado, na pessoa do representante desta entidade, o Padre Albano Costa, “enal­tecem o trabalho das en­­­tidades religiosas pelo apoio e contributo dado no ensino, no apoio à terceira idade e em tantos outros as­­pectos da nossa vida social”, referiu António Cardoso.
O edil vieirense afirmou de­pois que “onde o Estado fa­lha no apoio às populações, lá está a Igreja a suprir deficiências, nos Lares, IPSS, Creches, Centros So­ciais e Paroquiais, áreas onde a sua proximidade aos mais carenciados, muito facilita a ação do poder político. Por isso, o meu e o nosso bem-haja a todos vós, aos padres e aos leigos que convosco e connosco cola­bo­­ram. Tempos remotos hou­ve, em que o Padre era o único cidadão a saber ler e aí era sacerdote, professor, escrivão e construtor de paz entre os paroquianos”, disse.
Também na dimensão política as intervenções de António Cardoso e Neli Pereira alinharam pelo mesmo diapasão:
“Se valorizamos a natureza, não podemos permitir a sua degradação e destruição só porque é mais rentável”.
Referindo-se à polémica prospecção e exploração do lítio na serra da Cabreira, António Cardoso enfa­ti­zou:
“A exploração do lítio no nosso território não é bem-vinda, será hostiliza­da e eu es­tarei à frente dos vieiren­ses para proteger o que é nos­so, o que é belo e into­cável. Explorem o lítio no Ter­reiro do Paço, já que em Lisboa têm passes a 20 eu­ros, têm comboios, metros, autoestradas e todas as mor­domias”.
O Presidente prometeu no próximo ano “continuar a ho­­menagear os ilustres vi­eirenses que se destacaram pelos seus préstimos a Vieira do Minho e às nossas gentes”. Terminou a sua in­tervenção recordando “o amigo e presidente da Uni­ão de Freguesias Ventosa/Cova, Manuel Pereira da Sil­­va”, falecido a 8 de Novembro.
Por seu lado, a presidente da Assembleia, Neli Pereira, reconheceu que estas celebrações no Dia do Município “são sempre a melhor forma de homenagear os ilustres vieirenses que em vida contribuíram para engrandecer e desenvolver a nossa terra”, também afirmou que as mesmas 2são pretexto para reflectirmos sobre o nosso papel na comunidade, enquanto cidadãos e enquanto políticos”.
O arcipreste, Padre Alba­no Costa, agradeceu a ho­m­enagem considerando “que ela é para todos os fiéis e pastores que serviram estas terras vieirenses e um incentivo para continuarmos o nosso serviço de espalhar a Esperança, o Amor, a Paz e a Palavra de Deus”.
Recordou que o Ar­ci­pres­tado de Vieira do Minho foi fundado em 1916 com 20 pa­­róquias, juntando-se mais tarde as de Vieira do Minho e de Agra tendo sido o seu primeiro arcipreste o Padre Adelino António Alves Coelho [sepultado no cemitério de Parada de Bouro].
Manifestando a intenção de elaborar um livro sobre a história do arciprestado de Vieira do Minho, o Ar­ci­preste recordou o Padre Jo­sé Carlos Alves Vieira que mereceu o título de “Filho querido de Vieira”, e a Bi­blio­­teca Municipal que tem o seu nome; os sacerdotes naturais de Vieira do Mi­nho, João Lameiras e Fer­nando Eurico; os pá­ro­cos com mais de 50 anos de serviço no concelho, Al­­cino Xavier, José Alves e Luís Jácome; os párocos de Vi­eira e de Rossas Nuno Cam­pos e Al­bano Costa; o vice-ar­ci­preste, e o sa­cer­dote mais jovem Fer­nando Ma­­chado, pároco de Rui­vães, Campos e Sala­mon­de”. Recordou ainda os “co­le­gas falecidos no “nosso tempo”: Pe. Mendes Ro­dri­gues, Pe. José Mota, Pe. An­­­­­­tónio Lima, Pe. Antó­nio Lo­­pes, Mons. Alberto Gonçalves”.
Referiu, finalmente, o rico e valioso património da igreja, as insti­tuições católi­cas, os movimentos ecle­siais e O Jornal de Vieira, que em 2022 faz 50 anos, e “é o maior orgão de informação des­te concelho, que pertence ao Arciprestado e leva Vieira aos quatro cantos do mundo”.
Finda a sessão solene, foi servido um porto de honra no átrio do Salão Nobre, seguindo-se uma visita à Ca­sa Museu onde foi inaugurada a Exposição, “Pe­lo Trajar do Baixo Mi­nho”. Aqui a comitiva foi brin­­dada com a actuação do Grupo Folclórico da Universidade do Minho e a descrição pormenorizada dos seus trajes e de trabalho nas zonas existentes na re­gião do Baixo Minho e ex­pos­tos na sala nobre da Casa Museu.
As cerimónias do Dia do Município, iniciadas por Travessa de Matos há de­zas­seis, começaram na Praça Guilherme de Abreu pelas 9h30 com o hastear das bandeiras, homenagem aos fundadores do concelho e aos combatentes, na presença de uma formatura da guarda de honra dos Bombeiros Voluntários e da actuação do Coro da Uni­ver­sidade Sé­nior de Vieira do Minho.

Do diploma atribuído ao Arciprestado de Vieira do Minho

O Diploma que foi entregue, na sessão comemorativa do Dia do Município, a todos os sacerdotes que prestam ser­vi­ço em Vieira do Minho, que digitalizamos e publicamos na página 13, destaca o trabalho realizado no Arci­pres­­tado, nomeadamente na área do ensino, com a criação das Te­lescolas; no apoio social através, de creches, la­­res, centros de cultura e lazer e criação de equipas de apoio social e re­ligioso com visitas ao domicílio.
A permanente entrega à co­munidade vieirense do clero re­velou-se ainda no desempenho de funções em presiden­tes de Câmara, Juntas de Freguesia, deputado municipal, de provedores da Santa Casa de Misericórdia, na Associa­ção de Bombeiros, Casa do Povo, Grémio da La­vou­ra e Cai­xa Agrícola.
Na comunicação social escrita com a criação de O Jornal de Vieira na década de setenta. “Estes heróis desin­teres­sados, marcaram e iluminaram o nosso caminho cole­ti­vo e muitos continuam a fazê-lo com a mesma generosi­da­­de e afinco, facilitando a ação da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, em sadia cooperação e comunhão de propósitos”, considera o Executivo Camarário que em 4 de Setembro atribuiu a medalha de honra do Município, grau de ouro e por inerência o tí­tu­lo de instituição “Be­ne­mérita do Município de Vieira do Minho”.
2019-11-27


Comentários

  Comentar artigo

Nome

Email

Comentário