Não sei se ouviram falar de Lyhanna, uma menina de 11 anos do sudoeste de França. Vivia feliz com a família, Todos sentem a falta dela. Uma falta insubstituível. Lyhanna desapareceu a 29 de maio de 2026. Foi encontrada morta dias depois. O suspeito é Jérôme Barella, o pai da sua melhor amiga. O relatório da autópsia faz-nos adivinhar horas de terror antes do último suspiro. Lyhanna foi atada, tinha nódoas negras em grande parte do seu pequeno corpo. Foi violada e há registo de ADN de Barella nas partes íntimas da menina.
Soube-se depois do desaparecimento e morte de Lyhanna que o homem, agora detido e que se diz inocente, já tinha sido denunciado nove vezes por violência sexual contra menores. Por nove vezes o sistema judicial falhou, ignorando as vozes das crianças queixosas, abafando as denúncias com burocracia, com lentidão ou, pior, com indiferença.
O drama vivido por Lyhanna não foi apenas uma tragédia individual. É uma tragédia coletiva. É a demonstração do silêncio que mata e tem revelado outros dramas.
Em 2025, a mãe ...
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