50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Diversos

Um silêncio que mata

          
Um silêncio que mata

Não sei se ouviram falar de Lyhanna, uma menina de 11 anos do sudoeste de França. Vivia feliz com a família, Todos sentem a falta dela. Uma falta insubstituível. Lyhanna desapareceu a 29 de maio de 2026. Foi encontrada morta dias depois. O suspeito é Jérôme Ba­rella, o pai da sua melhor amiga. O relatório da au­tópsia faz-nos adivinhar horas de terror antes do úl­timo suspiro. Lyhanna foi atada, tinha nódoas negras em grande parte do seu pequeno corpo. Foi violada e há registo de ADN de Barella nas partes íntimas da menina.
Soube-se depois do desa­parecimento e morte de Ly­hanna que o homem, agora detido e que se diz inocente, já tinha sido denunciado nove vezes por violência se­xual contra menores. Por nove vezes o sistema judicial falhou, ignorando as vozes das crianças queixosas, abafando as denúncias com burocracia, com lentidão ou, pior, com indiferença.


O drama vivido por Lyhanna não foi apenas uma tra­gédia individual. É uma tra­gédia coletiva. É a demonstração do silêncio que mata e tem revelado outros dramas.
Em 2025, a mãe ...

A sua assinatura expirou, ou não está autenticado!
Escolha agora uma assinatura; ou se é assinante, autentique-se para ler artigo completo.

Comentar artigo
Para colocar um comentário tem de se autenticar