Diversos

Nota da redacção

O Jornal de Vieira em sua casa, totalmente online

Devido à situação excepcional em que estamos, provocada pela pandemia da gripe COVID-19, que também afectou a distribuição postal, sobretudo a internacional, com a supressão de muitas linhas aéreas, durante os meses de Abril e Maio, O Jornal de Vieira estará em todo o seu conteúdo online e na edição impressa em formato PDF com acesso livre, sem necessidade de login e password.
Deste modo, e com a edição online actualizada, pretendemos estar mais perto nos nossos leitores, com notícias na hora.
Uma boa Semana Santa e Páscoa da Ressurreição.
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Agrupamento de Centros de Saúde Gerês-Cabreira aponta plano de contingência

A Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Gerês-Cabreira decidiu encerrar todas as extensões de saúde e reorganizar os serviços para disponi­bi­li­zar recursos humanos e materiais para fazer face à Covid-19 e para reduzir o risco epidemio­lógico, bem co­mo assegurar a maximi­zação do recurso ao teletra­balho.
A centralização dos re­cur­sos levará ao encerramento de todas as extensões, e os profissionais serão concentrados nos Centros de Saúde sedes do respectivo concelho.
Desde o dia 18 de Março estão em funcionamento os locais de atendimento para casos suspeitos de Covid-19, nos Centros de Saúde dos vários concelhos abrangidos pelo ACES Gerês-Cabreira, de segunda a domingo, entre as 08h00 e as 20h00.
Dado que os serviços estarão abertos todos os dias das 8h00 às 20h00, incluindo sábados e domingos, a actividade dos serviços de atendimento complementar ficam suspensas.
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“Pedaços de Vieira…”

De pescoço esguio, a chaminé erguia-se sobre os telhados e barracões da unidade fabril, bem como, sobre o amontoado de toros, que ali ganhava forma de tábuas de soalho, de forro, ripes, barrotes etc., sendo que, lá do alto, vi­giava a pacatez da Vila de Vieira, esta linda concha aninhada aos pés da Cabreira.
Plantada à entrada da Vila, para quem vinha dos lados de Braga, a velha fábrica de serração, anunciava o começo do arruado vieirense, que dali rasgava o coração da Vila. Refiro-me, naturalmente, à Fábrica do Almeida!
Ali, intra-muros, zuniam as serras que, à força do vapor da cal­deira, cortavam e aparelhavam a madeira; brandiam os ma­chados que, à força de braços, descascavam os longos to­ros; nasciam castelos de madeira, amontoava-se o serrim etc.
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À espera da mamã

Num lar, dezenas de idosos ficaram sozinhos depois de o vírus ter matado um hóspede, contagiado outros, e ter mandado o pessoal pa­ra a quarentena. Nos últi­mos meses, ao acompanhar no hospital uma nona­ge­ná­ria, vi de perto o que si­gni­fica ser-se velho, só e doente. Numa sala de emergência no centro de uma grande cidade, poucos dias antes da epidemia, muitos, sozinhos, chegavam de noite, de ambulância. No corredor, uma fileira de macas. Alguns estavam ali há 24 horas, não tinham dormido nem sequer comido.
Se penso naqueles rostos brancos, de cabelos desgrenhados, nos chamamentos a que um único enfermeiro de turno não conseguia responder, posso vagamente imaginar como será com aqueles idosos completamente abandonados no lar.
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Lares e arrecadações

1. Não alinho no discurso oficial, baseado em critérios economicistas. Na tal economia que mata, para usar uma expressão do Papa Francisco. Defendo a existência de quartos individuais nos lares de terceira idade. Também para cidadãos de escassa capacidade económica, pois não é o volume da conta bancária que dá maior ou menor dignidade à pessoa.
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MAI aconselha posse de comprovativos para viajar

Depois do último fim-de-semana de Março, por todo o país, milhares de condutores se terem confrontado com operações stop de controlo de deslocações, o Ministério da Administração Interna emitiu um comunicado em que esclarece que “o facto de não ser obrigatória a apresentação de um documento que justifique a circulação rodoviária em período de estado de emergência”, com o dever geral de recolhimento, “não afasta a plena competência de fiscalização rodoviária” por parte das forças de segurança.
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MENSAGEM DO ARCIPRESTE

O tempo de pandemia e isolamento social serviu de reflexão sobre a nossa exis­tên­cia humana e cristã.
Antes o activismo enchia a nossa vida, não tínhamos tempo para nada, a agenda estava sempre preenchida.
Agora com o coronavírus há tempo para tudo. No silêncio da nossa casa aprende-se a viver com pouco e com o essencial. A vi­da pós-Covid19 tem que mudar muito. Sem Deus não so­­mos nada. Um vírus tão pequeno chegou para parar o mundo. Participem nas eucaristias através dos meios de comunicação social. Rezem em vossas casas, a Igreja doméstica! Nesta Páscoa queria que todos os cristãos do nosso arciprestado soubessem que a Igreja está com eles. Para dar uma palavra de esperança, sabendo que Deus nos vai ajudar e que depois desta guerra, seremos mais fortes, mais solidários e mais amigos.
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Deus não castiga o pecado com flagelos

O coronavírus está a mostrar «novos modelos de amor», mas é necessário enfrentá-lo não com medo, que conduz ao terror, mas com temor, que inspira esperança, como também responsabilidade pessoal, considera o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, que comenta a posição daqueles para quem o Covid-19 é um castigo enviado por Deus para punir a humanidade pecadora, e sublinha que a crise está a fazer sobressair o essencial em detrimento do superficial.
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Fragilidades do Poder

Afinal o que é o Poder? E o Interesse, qual cumplicidade existe entre ambos?
Nestes dias de quarentena, num ambiente propício à reflexão, questionei-me muitas vezes sobre estas realidades, quando os jornalistas ilustravam as suas considerações pessoais com imagens assustadoras, em noticiários televisivos,
O desejo do poder é uma tentação, que pode ser ou não pecado. Um bom político pode desejar, e até lutar pelo poder, se vê nele um meio de garantir mais justiça, fazendo prevalecer o bem comum. Porém, se luta pelo poder, para benefício próprio, para proteger ou desenvolver interesses pessoais ou de grupos, esse desejo é pecado e os meios utilizados, alheios à verdade e à justiça podem, vir a ser considerados criminosos.
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