50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Editorial

50 Anos: sonho e memória

Parece que ainda foi ontem, mas já passaram cinquenta anos desde que assistimos ao nascimento do primeiro número de “O Jornal de Vieira”. Foi numa noite fria de 30 de Dezembro de 1971, uma quinta-feira que a máquina impressora da Gráfica de S. Vicente, em Braga, “deu ao prelo” o primeiro exemplar deste periódico. “Guardo-o religiosamente. O pri­meiro número, saído quente e fresquinho da máquina impressora. O momento era solene. Ao redor a máquina eu, o então e agora director, Luís Jácome, e o Mário Cruz que assinava por “Barbas”, que está agora nos altos da magistratura judicial. Tão solene o momento que se marcou no primeiro número saído da máquina, a hora e a data: 19h21m e 15s, do dia 30 de Dezembro de 1971. À frente da hora a rubrica do director. Guardo-o religiosamente, talvez um pouco abusivamente: devia ser propriedade do Jornal. Mas não terão os pais o direito (e o dever) de guardar os seus filhos?” - escreveu o sau­doso Fernando Teles no 16º aniversário deste jornal (1/1/1988), a quem prestamos homenagem e memória colectiva, e a quantos nele trabalharam e já partiram.
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Natal sinodal

Aí está, novamente, sem mais, neste tempo intemporal que já é eternidade, nas ruas e na cidade, o novo Na­tal. E oxalá que seja um Natal novo para celebrar na sinodalidade. Todos os anos é assim e não depende muito de nós que seja di­ferente. Nem as novas campanhas de consumo das “sextas-feiras negras”, preocupadas em recuperar da crise da pandemia, alteram a dinâmica comercial.
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Imaculada Conceição

“Nascimento da Virgem e Ressurreição do sepulcro: dois poderes que os ateus negam a Deus”

No início do Advento ce­le­bramos a beleza e a santi­da­de da Santíssima Virgem Maria na Liturgia na Soleni­dade da Sua Imaculada Con­ceição.
Deus Pai, que nos fez ir­mãos, veio dizer-nos que quis oferecer-nos com o Dom do seu próprio Filho, a graça de uma Mãe. Para estabelecer esta Nova Criação, Deus olhou para Maria, escolheu-A, preparou-A e preservou-A “desde toda a eternidade” de toda a ma­ncha do pecado. Maria é a cheia de graça, inteiramente habitada por Deus, concebida sem pecado.
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Bem-aventurados!

No dia um de Novembro, em que Deus nos concede a graça de celebrar numa única solenidade os méritos de todos os santos, canonizados ou não, todos os que procuraram viver segundo o espírito das bem-aventuranças, os ensinamentos de Jesus apontam para a felicidade: felizes! Bem-aventurados!
Por nove vezes esta exclamação do Sermão da Montanha, verdadeira Carta Magna do Evangelho inunda os nossos ouvidos: Bem-aventurados, felizes. Afinal, ser santo é ser feliz.
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A Igreja do futuro pós-pandémico

“A Igreja de amanhã será pequena… e já não poderá encher muitos edifícios construídos em tempos de esplendor.”
(Bento XVI em 1969)
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Descansar e escutar

Em plena época de veraneio, faz todo o sentido parar pa­ra descansar e escutar, recarregando as baterias que ao longo do ano foram perdendo energia e ficaram des­carregadas.
A palavra de ordem em tempo de férias é o verbo descansar. Um verbo a conjugar em todos os tempos e modos ao longo de todo o ano, porque o descanso implica actividade. O descanso, mesmo quando não fazemos nada é activo. É um caminho a percorrer todos os dias, na urgência de estarmos vivos.
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Avós e Idosos: um tesouro para cuidar

Os avós e os idosos são muitas vezes esquecidos, igno­rados, abandonados e descartados, considerados inúteis pela sociedade de consumo que vive da produtividade de quem trabalha.
“Os avós são muitas vezes esquecidos e nós esquecemos esta riqueza de preservar as raízes e de as transmitir. Por esta razão, decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que terá lugar na Igreja inteira todos os anos, no quarto domingo de Julho, na proximidade da festa dos santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus”, anunciou o Papa em 31/01/2021, na alocução após a oração do Ângelus, na praça de S. Pedro, em Roma.
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João Baptista “santo popular”

A solenidade do nascimento de João Batista permite-nos delinear os traços essenciais deste “santo popular” cujo nome, é dado a tantos homens e mulheres que no dia, 24 de Junho, recordam e festejam São Jo­ão. Recordemos então a origem e o porquê deste nome, se na família de Isabel e Za­ca­rias não havia ninguém cha­mado Jo­ão. Para resol­ve­ram a questão, a família pediu ao mu­do Zaca­rias para que se pronunciasse sobre o no­me a dar ao seu filho. Zaca­rias pediu uma tabui­nha de cera, e escreveu: “O seu no­me é João”, o que provocou o espanto de to­dos os presentes (Luc 1,62-63).
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Maio à luz da fé

Estamos em Maio, mês dedicado à Virgem Maria. O Papa Francisco quis que, todos os dias, de um santuário mariano diferente, em qualquer parte do mundo, os cristãos rezassem o terço do Rosário pelo fim da pandemia, invocando a Mãe de Misericórdia.
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São José Operário

Na festa do trabalho (1º de Maio) a igreja celebra S. José, o trabalhador anónimo, silencioso, que faz progredir o mun­do e a história, sem ruído, e representa a maioria si­lenciosa dos que nunca desfilaram, protestaram ou fize­ram greve, porque não sabem ou não podem.
S. José Operário “é o santo dos anónimos, dos traba­lha­dores que falam com as mãos e daqueles que assumem a sua missão no silêncio operoso e da discrição”.
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