50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Editorial

O legado de Bento XVI

Após a sua páscoa, não restam dúvidas que o legado que o papa emérito Bento XVI deixou à Igreja é vastís­simo. A sua ampla produção teológica, (vinte e um grossos tomos) e o seu magistério, marcado pela clareza, profundidade e sensibilidade espiritual, qualifica-o como um dos maiores teólogos da Igreja de todos os tempos e, justificaria já, o título de Doutor da Igreja.
A centralidade da pessoa Jesus Cristo é o núcleo do pensamento teológico de Joseph Ratzinger, de todo o seu trabalho pastoral, do seu pontificado e de toda a sua vida de professor, bispo e cardeal. O encontro com Cristo, a conversão e a relação de amizade com Ele vêm antes de tudo, e a tudo conferem a marca específica. A marca eclesial é a referência, igualmente central, na “teologia de joelhos” de Joseph Ratzinger e no magistério de Bento XVI. «No início do ser cristão , não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Carta Encíclica, DEUS É AMOR).
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“Caminhar Juntos”

“Caminhante, não há caminho; faz-se caminho a andar” (António Machado)

No início deste ano da graça de 2023, e depois de termos celebrado 50 anos de vida deste quinzenário da imprensa regional, saudamos todos os nossos leitores, a quem de­sejamos um novo ano na alegria festiva de estarmos juntos nesta nova caminhada na construção da Paz.
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JV Cinquentenário

Com esta edição “O Jornal de Vieira” conclui as celebrações de 50 Anos de publicação ininterrupta que decorreram ao longo deste ano.
Na edição do primeiro de Janeiro, anunciamos e inicia­mos este propósito, convidando 50 personalidades, que ao longo de meio século, foram lendo, escrevendo e falando neste jornal, para nos dizerem, em 1200 caracte­res, o futuro que gostariam de sonhar e partilhar com este pe­riódico, no próximo meio século, para ser lido pe­los jo­vens das próximas gerações.
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Os problemas do mundo nascem da “rejeição de Deus”

Na sua visita ao Baréin, a terceira a um país muçulmano, o papa Francis­co exortou os líderes reli­giosos a promover uma “li­berdade religiosa plena” e a retirar todo o “apoio aos terroristas”.
O diálogo inter-religioso, em particular com o is­lamismo, foi uma das apostas do pontificado de Francisco na sua viagem a um país muçulmano.
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A Igreja e os media

Quem nos últimos meses tenha seguido as notícias, reportagens, entrevistas e comentários sobre a Igreja em Portugal pela denominada “grande comunicação social”, se não possuir uma boa capacidade de “leitura crítica e distanciada”, terá ficado com uma imagem bem distorcida da realidade.
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Gente como nós

Não entendo os telejornais, os jornais, os noticiários.
Há dezenas de anos que ando por aqui e tenho visto muito pouco daquilo a que eles se referem quase em exclusivo. Vivi bastante e vi muitas outras coisas muitíssimo mais interessantes. Quando me encontro com os amigos falamos de outro género de assuntos.
Hoje em dia é preciso ser-se reles, ou vulgar, ou ter escorregado, para se ser notícia, para colocar o rosto na televisão.
Tenho a certeza de que o mundo não é assim. Não quero aconselhar ninguém a fechar os olhos à realidade; desejo apenas sugerir que talvez a realidade não seja exactamente essa que nos mostram. A vida, como uma pintura, tem zonas de sombra e zonas luminosas. Há-de haver uma psicose qualquer, ou uma intenção retorcida, na insistência em reparar apenas nas sombras.
Há pessoas fantásticas, que fazem coisas fantásticas. E há mais luz do que sombras.
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«Mensageiros da paz e da unidade» numa laicidade saudável

Passou para muita gente despercebido, o que aconteceu recentemente no Cazaquistão.
A justa homenagem póstuma à Rainha Isabel II, não precisava das repetições exaustivas a encher espaço de notícias, que podiam ter coberto também um Congresso Mundial, a decorrer num jovem país. Sua Majestade, se ainda estivesse entre nós, apoiaria a iniciativa, assim o creio.
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O Amor e o Luto

Em muitos lugares já quase não se vê ninguém de luto. Não é já tão frequente vermos pessoas usando, de cima a baixo, aquelas roupas muito negras.
Esse antigo costume - tal como muitas outras coisas - tende a desaparecer. E posso dizer que, do ponto de vista estético, me alegro com o facto. O negro fere os olhos e entristece a alma. É preferível ver o sol, as flores, sorrisos.
No entanto, não recusei investigar acerca dos motivos de uma certa pena que, simultaneamente, senti dentro de mim.
Que perderemos quando perdermos o luto? Que significado existe em que o seu uso se esteja a perder?
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Férias

Parar, descansar, sonhar, rezar…são verbos que rimam com mar e sabem a férias e a feriados.
Desde a era industrial que os meses de verão, de dias mais longos, sabem a férias e a descanso, com um tempo livre para estar com a família e os amigos, num ambiente descontraído e mais distendido.
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Dia dos avós e dos idosos

Depois de várias décadas cele­brativas de “Anos In­ter­nacionais da Pessoa Idosa”, de programas de Apoio ao Domicílio, da “epidemia” das reformas antecipadas, da proliferação das Universidades Seniores, chegou o II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a celebrar em 24 de Julho de 2022.
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