50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Editorial

Ouvir o irmão para ouvir Deus

“Escutar com o ouvido do coração” é o título da mensagem do Papa Francisco para o 56º Dia Mundial das Comunicações Sociais que decorre em 29 de Maio.
No texto, o Pontífice analisa a dimensão na escuta em tempos de redes sociais e a sua importância no processo sinodal da Igreja.
Na sequência lógica da mensagem precedente que convidava a um movimento de saída para “irem e verem”, procurando a verdade, observada de perto, e alertava para a “crise editorial” que cada vez mais assenta na produção de informação nas redações, “sem nunca sair à rua”, “fotocopiada” das agências noticiosas, pres­sionada pela velocidade, “sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos”.
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Páscoa e Natal sem beijar a Cruz e o Menino

A Visita Pascal voltou às ruas e às casas, dois anos depois de proibida pelas recomendações sanitárias, mas com novas orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para “omitir o beijo na cruz, substituindo-o pe­la genuflexão ou inclinação”, numa oração familiar ou co­munitária, nas casas ou nas ruas.
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A vitória de Cristo sobre a morte

A pintura a óleo sobre madeira, do quadro da “Ressurreição” de Raffaellino del Garbo, encomendada para a igreja de São Bartolomeu do Monte Olivete de Florença, mostra a glória de Cristo Ressuscitado e o Seu triunfo sobre a morte, perante o assombro das testemunhas deste acontecimento que não vem narrado nos Evangelhos.
O sepulcro está vazio. Cristo mostra um corpo glorioso em conformidade com os cânones da beleza greco-romana. Com a mão direita abençoa a humanidade. Com a esquerda ostenta a bandeira portadora da cruz vencedora da morte.
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Verdade e Memória

A História escreve-se na fidelidade à verdade, sem omitir ou exagerar o que realmente aconteceu. Infeliz­men­te não vemos esta preocupação nos relatos que nos chegam, da Guerra da Ucrânia que estamos a viver.
Compreendo quão difícil será a um jornalista manter uma neutralidade informativa, mas revolta-me a mentira des­carada de quem invade, destrói, elimina e tem o cinismo de querer ser tido por salvador de oprimidos. Desisti de tentar compreender esta guerra e voltei à História.
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O sonho da Igreja Sinodal

A Igreja reconhece que a sinodalidade é parte integran­te da sua verdadeira natureza. Ser Igreja sinodal exprime-se nos Concílios ecuménicos, nos Sínodos dos bispos, nos Sínodos diocesanos e nos Conselhos diocesanos e pa­roquiais, reconhece o Documento Prepa­ra­tório (DP) do Sínodo 2021/2023. As últimas palavras deste documento falam de “sonhos e visões” e não de “pro­jectos e documentos”.
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EDITORIAL

Quaresma
O desafio da encruzilhada

O momento histórico em que vivemos, a saída duma pandemia para ficarmos à porta de um nova guerra, que hoje começou na Ucrânia e ameaça ser ainda mais destrutiva e letal que a pandemia, evoca a necessidade de tomar opções para decidir o caminho que queremos seguir.
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50 Anos: sonho e memória

Parece que ainda foi ontem, mas já passaram cinquenta anos desde que assistimos ao nascimento do primeiro número de “O Jornal de Vieira”. Foi numa noite fria de 30 de Dezembro de 1971, uma quinta-feira que a máquina impressora da Gráfica de S. Vicente, em Braga, “deu ao prelo” o primeiro exemplar deste periódico. “Guardo-o religiosamente. O pri­meiro número, saído quente e fresquinho da máquina impressora. O momento era solene. Ao redor a máquina eu, o então e agora director, Luís Jácome, e o Mário Cruz que assinava por “Barbas”, que está agora nos altos da magistratura judicial. Tão solene o momento que se marcou no primeiro número saído da máquina, a hora e a data: 19h21m e 15s, do dia 30 de Dezembro de 1971. À frente da hora a rubrica do director. Guardo-o religiosamente, talvez um pouco abusivamente: devia ser propriedade do Jornal. Mas não terão os pais o direito (e o dever) de guardar os seus filhos?” - escreveu o sau­doso Fernando Teles no 16º aniversário deste jornal (1/1/1988), a quem prestamos homenagem e memória colectiva, e a quantos nele trabalharam e já partiram.
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Natal sinodal

Aí está, novamente, sem mais, neste tempo intemporal que já é eternidade, nas ruas e na cidade, o novo Na­tal. E oxalá que seja um Natal novo para celebrar na sinodalidade. Todos os anos é assim e não depende muito de nós que seja di­ferente. Nem as novas campanhas de consumo das “sextas-feiras negras”, preocupadas em recuperar da crise da pandemia, alteram a dinâmica comercial.
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Imaculada Conceição

“Nascimento da Virgem e Ressurreição do sepulcro: dois poderes que os ateus negam a Deus”

No início do Advento ce­le­bramos a beleza e a santi­da­de da Santíssima Virgem Maria na Liturgia na Soleni­dade da Sua Imaculada Con­ceição.
Deus Pai, que nos fez ir­mãos, veio dizer-nos que quis oferecer-nos com o Dom do seu próprio Filho, a graça de uma Mãe. Para estabelecer esta Nova Criação, Deus olhou para Maria, escolheu-A, preparou-A e preservou-A “desde toda a eternidade” de toda a ma­ncha do pecado. Maria é a cheia de graça, inteiramente habitada por Deus, concebida sem pecado.
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Bem-aventurados!

No dia um de Novembro, em que Deus nos concede a graça de celebrar numa única solenidade os méritos de todos os santos, canonizados ou não, todos os que procuraram viver segundo o espírito das bem-aventuranças, os ensinamentos de Jesus apontam para a felicidade: felizes! Bem-aventurados!
Por nove vezes esta exclamação do Sermão da Montanha, verdadeira Carta Magna do Evangelho inunda os nossos ouvidos: Bem-aventurados, felizes. Afinal, ser santo é ser feliz.
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