Editorial

Liberdade de consciência e de religião, o bem mais essencial

O Governo não pode fechar as portas das igrejas e quem o diz é a Constituição

Quando nos preparamos para entrar no 12º Estado de Emergência, decretado desde o início da pandemia, embora já com o desagravamento da situação epidemiológica, e a preparação dum novo desconfinamento, impôs-se uma reflexão sobre um tema que entretanto ganhou novos contornos: o que levou a que as igrejas e outros espaços de culto, que na primeira vaga foram fechados, agora permaneçam abertos, enquanto os espaços culturais continuam encerrados? Na verdade, em tempo de pandemia, tudo se confina, tudo pára, tudo é secundário, excepto a produção e distribuição de bens essenciais. É interessante recordar que a maioria das Constituições dos países ditos democráticos apontam um bem essencial que está fora do circuito industrial e comercial mas supera outros direitos que nos parecem imprescindíveis. É o direito de “ter e de professar individual e comunitariamente uma religião”. Também a nossa Constituição consagra os direitos religiosos como prioritários em relação a qualquer outra actividade de natureza educativa ou cultural. Então, se a liberdade de consciência e de religião é um direito constitucional, fundamental, prioritário (artgº 19, nº 6 da CRP), pergunta-se: “Se as escolas, creches, universidades estão abertas, então tem de ser permitido que cerimónias religiosas também se mantenham em vigor”, como afirma Alexandra Antunes em “Sapo 24 (15 de Janeiro de 2021): “o Governo não pode fechar as portas ao culto e quem o diz é a Constituição”.
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Onde está Deus nesta pandemia?

Desde que chegou a pandemia, não páram as perguntas em busca de respostas de teólogos, de profecias e da própria Bíblia. Onde está Deus nesta pandemia? Começou o final dos tempos? Tudo isso está previsto?
Muitos já imaginam quantos filmes, séries, livros serão lançados sobre a pandemia quando tudo isso passar. Outros questionam ainda se tudo isto passará.
Alguns autores, articulistas, filósofos, antropólogos, politólogos, já escreveram artigos, emitiram opiniões, visões sobre o tema baseados no que viram e observam.
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JV longe do zero

Com o novo ano, uma pá­gina nova se abre na vi­da das pessoas como na his­tória do já quase cin­quentenário Jornal de Vi­ei­ra. Uma página nova, mas não uma página em branco, porque não há vi­da sem história, nem povo sem passado, nem erros sem preço, nem virtudes sem saldo.
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Salvar o Natal?

Salvar o Natal! É preciso salvar o Natal. Estas têm sido, nas última semanas, as palavras mais ouvidas, à mistura com medidas tendentes a atenuar o vírus que alastra, pro­vo­cando o aumento exponencial de contágios, interna­men­­tos hospitalares e mortos.
Neste contexto de pandemia, em “estado de emergência” renovado e escalado em níveis de risco elevado e ex­tre­mamente elevado, ainda haverá lugar para festejar o Na­tal? - questionaram governantes e governados ao logo do penúltimo mês do ano. “É preciso salvar o Natal”, já que a Páscoa, apesar das circunstâncias e as medidas terem sido menos drásticas, “não foi possível salvar”.
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No Advento Deus vem preencher o nosso tempo

No Advento Deus não vem transmitir uma informação, tendo em vista um negócio ou solicitar uma reflexão, mas vem estabelecer connosco uma relação nova, bela e boa. No advento, Deus vem para preencher o nosso tempo. Não nos deixa a pensar, a escolher, a decidir… deixa-nos apenas a responder, libertando-nos dos nossos projectos, negócios, horários, agendas e calendários.
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Duas datas

Novembro é, mais do que todos os outros, um mês apropriado para entrar num cemitério. E eu fui. Um dia de vento e chuva, pois o «Verão de S. Mar­ti­nho» não costuma ser rigoroso em pontualidade.
E vi-os. Alguns de bigode, outros com óculos. Algumas com aqueles lenços de aldeia nas cabeças; outras com penteados de cabeleireiro, agora já tão inúteis como os lenços. Uns com os nomes da moda, outros com nomes que já foram da moda.
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Os santos de hoje

Em dia de Todos os Santos, celebrado este ano com algum confinamento, fazemos uma paragem para, com o papa Francisco, na sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal, aos jovens de todo o mundo, olharmos a realidade juvenil do nosso tempo e nela descobrirmos a santidade nos “santos dos nossos dias”.
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Catequese menos “escolar”

No início do novo ano pastoral e escolar, a Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé publicou uma Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educação Cristã que decorre de 18 a 25 de Outubro e que chama a atenção para o tempo de pandemia em que vivemos.
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Regresso em Setembro

Setembro é o mês de todos regressos: o regresso de férias, regresso a casa e à família, o regresso à escola e ao tra­­­balho, o regresso à comunidade paroquial e à vida pas­to­­­ral, o regresso “ao novo” agora mascarado da “nova nor­ma­­lidade”.
É sabido que os anos começam, em quase todo o mundo, no primeiro de Janeiro, mas na grande maioria dos paí­­ses europeus o ano começa em Setembro depois das fé­­rias, quando os alunos regressam às aulas, as empresas rea­brem e os operários regressam ao trabalho.
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Férias fora dum verão “normal”

Um dos benefícios do Verão, pelo menos para quem está em férias, é o de poder descansar. Chegamos ao fim de um ano de trabalho não só cansados, mas por vezes, magoados, angustiados, desanimados… e este ano o Verão, dadas as circunstâncias, saltou fora da “normalidade”. Estão canceladas as saídas para muito longe e as acti­vidades lúdicas que envolviam crianças, jovens, idosos fo­ram reduzidas ou transferidas para a área digital, como aconteceu nos últimos meses de pandemia com o trabalho em casa, o teletrabalho e teleensino.
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