Editorial
Visitar a Mãe
Quando rezamos a Nossa Senhora, nalguma das suas mais humildes ermidas ou Santuários Marianos espalhados por todo o mundo, diante da sua imagem ou no silêncio da oração, fazemos a experiência de sermos visitados pela Mãe de Deus e Nossa Mãe. Assim actualizamos a festa da Visitação de Maria a sua prima Isabel, que a Igreja celebra no último dia de Maio.
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NOVOS TEMPOS
A fé que enche ruas e não igrejas
Portugal continua a afirmar-se como um país de matriz católica, mas os sinais de mudança são claros e consistentes. Os dados dos Censos 2021 indicam uma quebra na identificação religiosa: 80,2% dos portugueses declaram-se católicos, menos oito pontos percentuais do que em 2011. Em sentido inverso, cresce o número dos que afirmam não ter religião. A identidade permanece, mas a prática transforma-se.
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Uma âncora silenciosa
Ao olhar para a folha de papel, branca, sem uma letra, o meu pensamento correu para o Papa Francisco. Deixou-nos na última Páscoa. Lá no céu está em comunhão plena com Deus. Neste período pascal, recordo a forma como nos ensinou a ser cristãos, sem vergonha e com coragem. Lembro a forma como transformou a Páscoa num momento privilegiado de apelo à esperança, à misericórdia e à paz. Como em cada festa da Ressurreição fez o convite para nos levantarmos das crises pessoais e colectivas. O Papa Leão XIV prossegue este caminho de ensinar que a Páscoa é um espelho das dores, mas também da esperança do mundo contemporâneo.
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José o guardião da Sagrada Família
“Com coração de pai: assim José amava Jesus, chamado nos quatro Evangelhos de filho José”. Assim começa a Carta Apostólica que o Papa Francisco publicou em 8 de dezembro de 2010. Com ela, assinalava o papa o 150º aniversário da declaração de São José como Patrono da Igreja Universal.
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Quaresma ascese conversão
Não será de todo descabido colocarmo-nos, nestes dias, algumas perguntas simples e concretas. Falar hoje de quaresma, jejum, abstinência, ascese, conversão… ainda faz sentido? Não serão palavras arcaicas ou arcaísmos, que caíram em desuso na linguagem cotidiana, embora persistem na literatura, ou na memória geracional? Como reentrar neste tempo cronológico que a Igreja chama “forte” e “providencial”?
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Corajosos e confiantes
Porquê’ – pergunta a criança, desejosa de perceber o que querem dizer os adultos na linguagem, que, aos poucos vai guardando na memória, em desenvolvimento.
Também nós, adultos, devemos conservar o hábito de questionar tudo o que, à nossa volta, e também no espaço global, mais alargado, vai acontecendo.
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NOVOS TEMPOS
Silêncio cúmplice ou voz incómoda?
Sempre que a Igreja Católica se pronuncia sobre temas sociais ou políticos em Portugal, repete-se o mesmo refrão: “A Igreja não deve meter-se na política.” A frase surge tanto de sectores laicistas como, curiosamente, de alguns católicos incomodados. Mas talvez a pergunta esteja mal colocada. A questão não é se a Igreja deve falar de política, mas se pode deixar de falar quando está em causa a dignidade da pessoa humana.
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A sobriedade como profecia
Há dias, um amigo padre confidenciava que no início do novo ano, estava a ouvir com calma homilias e discursos do Papa Leão XIV pronunciados antes e depois do Natal, reconhecendo que eram intervenções curtas e intensas, expressadas de forma tão humana e terna. Será que, aos poucos, Leão XIV está a conquistar os nossos corações e, sobretudo, a falar ao coração do nosso mundo?
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A lição dos pastores
PENSO MUITAS VEZES NA LIÇÃO DOS PASTORES. Eles foram a correr ver o Menino que nasceu no desprovido de uma manjedoura e voltaram pelo seu caminho, louvando a Deus, cheios de alegria pelo sinal que lhes foi dado. Podemos, com razão, perguntar: mas o que é que viram?
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