Editorial

Duas datas

Novembro é, mais do que todos os outros, um mês apropriado para entrar num cemitério. E eu fui. Um dia de vento e chuva, pois o «Verão de S. Mar­ti­nho» não costuma ser rigoroso em pontualidade.
E vi-os. Alguns de bigode, outros com óculos. Algumas com aqueles lenços de aldeia nas cabeças; outras com penteados de cabeleireiro, agora já tão inúteis como os lenços. Uns com os nomes da moda, outros com nomes que já foram da moda.
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Os santos de hoje

Em dia de Todos os Santos, celebrado este ano com algum confinamento, fazemos uma paragem para, com o papa Francisco, na sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal, aos jovens de todo o mundo, olharmos a realidade juvenil do nosso tempo e nela descobrirmos a santidade nos “santos dos nossos dias”.
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Catequese menos “escolar”

No início do novo ano pastoral e escolar, a Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé publicou uma Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educação Cristã que decorre de 18 a 25 de Outubro e que chama a atenção para o tempo de pandemia em que vivemos.
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Regresso em Setembro

Setembro é o mês de todos regressos: o regresso de férias, regresso a casa e à família, o regresso à escola e ao tra­­­balho, o regresso à comunidade paroquial e à vida pas­to­­­ral, o regresso “ao novo” agora mascarado da “nova nor­ma­­lidade”.
É sabido que os anos começam, em quase todo o mundo, no primeiro de Janeiro, mas na grande maioria dos paí­­ses europeus o ano começa em Setembro depois das fé­­rias, quando os alunos regressam às aulas, as empresas rea­brem e os operários regressam ao trabalho.
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Férias fora dum verão “normal”

Um dos benefícios do Verão, pelo menos para quem está em férias, é o de poder descansar. Chegamos ao fim de um ano de trabalho não só cansados, mas por vezes, magoados, angustiados, desanimados… e este ano o Verão, dadas as circunstâncias, saltou fora da “normalidade”. Estão canceladas as saídas para muito longe e as acti­vidades lúdicas que envolviam crianças, jovens, idosos fo­ram reduzidas ou transferidas para a área digital, como aconteceu nos últimos meses de pandemia com o trabalho em casa, o teletrabalho e teleensino.
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O país a banhos de sol e de multidões

Com a chegada do Verão e o fim do desconfinamento im­­posto pela pandemia, a ida a banhos é quase uma im­po­­sição necessária, mesmo para quantos, raramente, têm di­­reito a férias.
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Igrejas vazias um desafio para renascer

O Sinal das Igrejas Vazias – Para um Cristianismo que volta a partir, é o título do livro de Tomás Halik, editado por Paulinas, Lis­boa, 2020 e que Frei Domingos Celebrin comenta em texto pu­bli­­cado na rev. Mensageiro de Santo António deste mês de Maio.
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Que futuro no póscoronavírus?

Para além de muitas outras realidades, o surto de epidemia coronavírus, logo declarado de pandemia, depressa alertou a consciência da humanidade de que o mundo es­tá doente, não só devido ao COVID-19, mas, sobretudo, pelo estado em que se encontra.
Após o crescimento a que o mundo chegou, e que tanto cresceu nas primeiras décadas do séc. XXI, na ciência, na técnica, na medicina, na informática e na comunicação, não podemos tolerar derrotas como as provocadas pe­la fome, a guerra, a poluição, a corrida aos armamentos, para não falar da violência e da injustiça que pesam ca­­da vez mais sobre os pobres e devastam a casa comum que é o planeta terra.
O alastramento desta pandemia é uma campainha de alar­me a chamar a atenção para a urgência de uma “nova or­dem mundial”, um novo renascimento, quer para o mundo, quer para a Igreja. Desde logo, numa avaliação dos cri­térios e dos valores que orientam a sociedade, no con­texto da globalização mundial, do nosso modo de viver e da forma de celebrar a fé.
No que se refere à Igreja a pandemia veio pôr a nu a sua incapacidade de oferecer uma palavra clara e convin­cen­te como sinal, “sacramento” da proximidade Deus.
O confinamento, o estado de emergência e de calamida­de pública imposto pela COVID-19, “derrota-se, em pri­mei­ro lugar, com os anti-corpos da solidariedade”, referiu o Papa Francisco numa entrevista à revista espanhola Vida Nueva, apelando ao protagonismo do povo de Deus e recordando os seus recentes apelos a favor de um sa­lário mínimo universal, da condenação da dívida exter­na, do apoio aos pactos para as migrações e acordos climáticos.
Depois de elogiar a dedicação e solidariedade dos pro­fis­sionais de saúde e de tantas pessoas que, individualmente ou em grupo, se dedicam a ajudar os mais vulnerá­veis, o Papa reflete no futuro, a partir dos acontecimentos da Ressurreição de Jesus que nos oferece a força da fé e do serviço ao próximo.
“Se aprendemos alguma coisa neste tempo é que ninguém se salva sozinho”, por isso, “não nos conformemos com lógicas paliativas que impedem de assumir o impa­cto e as graves consequências do que estamos a viver”, afir­­mou o Papa Francisco naquela entrevista, deixando um sério alerta para “o perigo de uma fé virtual” em que po­­dem mergulhar os cristãos. “Uma vida de fé, sem co­mu­nidade e sem ir à igreja é perigosa. Nós, cristãos, deve­mos crescer nesta familiaridade, que é pessoal, mas co­mu­­nitária. Uma familiaridade sem comunidade, sem Igreja, sem os sacramentos, é perigosa, pode tornar-se uma familiaridade gnóstica, separada do povo de Deus”, avisou o Papa.
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Permanecer unidos

Os tempos de crise, em que vivemos momentos inéditos, reduziram profundamente os contactos presenciais ao nível social e, particularmente, ao nível comunitário e religioso, numa guerra declarada contra um inimigo invisível.
O distanciamento social, imposto a todos pelo con­fi­na­mento decretado pelo “estado de emergência”, veio pa­ra ficar muito para além do tempo que possa durar esta pande­mia pro­vo­cada pelo novo coro­na­ví­rus COVID-19. É um tempo novo, de paragem e recolhimento que pode ser­vir para descobrirmos a nossa liberdade interior, exer­ci­tar a fé, a esperança, a confiança e a solidariedade.
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EDITORIAL

Mais viral que o virus é o medo

Mais viral que o novo coronavírus é a pandemia do medo que se foi instalando, ao longo dos últimos meses, e nos foi afastando dos outros, perdendo a capacidade de nos colocar no seu lugar, sobretudo, no dos mais fragilizados e desprotegidos.
Apesar de estarmos a viver um tempo de acentuado egoísmo, necessitamos de cultivar, mais e melhor, a solidariedade e a interdependência que a globalização criou entre povos, nações e culturas.
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