Do Cávado ao Ave

RUIVÃES

A Misarela há 25 anos

Há 25 anos o JV noticiava a classificação, em 4 de Outubro pelo Conselho de Secretário de Estado, como mo­numento nacional, a Pon­­te da Misarela. Classifi­ca­da como imóvel de interesse público pelo Decreto-Lei nº 42007 de 1958,a pon­­te romana da Misarela, cons­­tituída por um só arco sob o rio Rabagão, ligando os concelhos de Vieira do Mi­­­­­nho e Montalegre está agora “protegida” por diploma legal, contra o abandono a que tem sido votada pe­los responsáveis do patri­mó­nio nacional”.


ROSSAS

Nos Moinhos do Ave

A Junta de Fre­gue­sia, em parceria com a ADIR - Associação Defensores dos Interesses de Rossas, voltaram a par­ticipar no cortejo etnográfico da Feira da Ladra. Procurando recriar tradições ancestrais que que vão ficando esquecidas na memória do tempo, este ano o cortejo representou a tradição do mo­er do milho, uma memória vivificada na reconstrução nos moinhos do Ave, bem como a mostra dos odres em que era transportada a farinha. Ao longo do cortejo e ao toque de concertina foi distribuído pão milho a quem na rua assistia ao desfile.
No final, Armando Alves e Amadeu Lemos, respectivamente, presidente da Junta e da ADIR receberam da Autarquia Vieirense certificados da presença no cortejo etnográfico da Feira da Ladra/2018.


VIEIRA DO MINHO

Café Iris encerrou portas

No dia 2 de Outubro encerrou as portas o Café Iris, o terceiro com mais longe­vi­­­dade na Vila. Desde 1948, pelas mãos de Abel Martins Machado, foi ponto de encontro de Vieiren­ses e abrigo de passageiros que aguardavam os autocarros com destino a vários pontos do concelho. Em 1977, Alexandre Costa Marques, assumiu a gerência e o convívio acentuou-se com as discussões sobre o futebol a ganhar relevo, não fosse ele um adepto ferrenho do SL Benfica. Há muitas lembranças daquele espaço, conhecido pe­lo “Benamor”, por ser o pri­meiro café na Vila a ter do­­çaria vinda de Braga e quando a actual gerência nos primeiros anos brindava os clientes aos domingos da manhã, com “um bocado de rosca e manteiga”. Memórias que Alexandre e a esposa Lúcia, nunca apagam e os clientes que na se­gunda-feira, 1 de Outubro, despediam-se com lágrimas nos olhos de um Ca­fé dos mais históricos no concelho.


PARADA DE BOURO

Cestaria e laranjas voltam a Vieira

A freguesia de Parada de Bouro voltou a representar-se no cortejo etnográfico da Fei­ra da Ladra com a tradição na cestaria e com as su­­­as famosas laranjas. A Junta de Freguesia com a aju­da de alguns populares ornamentou uma viatura, on­de uma “réstea de cestei­ras” aplicava a arte de en­tre­­laçar ramagem de vimes, sal­gueiros ou zanga­ri­nho, es­pécie de amieiro. Antes de chegar às mãos do ces­tei­ro, há todo um cuidado pa­ra que o produ­to final tenha qualidade. Quem vê os ces­tos, os aba­nadores e outros artefactos prontos, não imagina que por trás daque­la peça há lavagem, cozedura e secagem das varas. Com a morte de Amé­­lia Marques, o emergir do plástico e a concorrência do mercado oriental, a cestaria na freguesia quase desapareceu. Quase, porque ainda há quem saiba da arte.


MOSTEIRO

O Ciso encosta o Taxi

Quem chegar a Vieira do Minho e perguntar por Domingos Martins, deduzo que poucos serão o que identificam tal personagem. Mas se perguntarem pelo Ci­so, que desde o longínquo ano de 1967, se esta­be­leceu como taxista em Vieira do Minho, depois de uma tentativa como emigrante em França, como tan­tos outros naquela época há procura de uma vida “melhor” as coisas ficam lo­go esclarecidas.
Pois foi assim mesmo, em Junho de 1967, que o Ci­so taxista iniciou a actividade, abençoada por Nossa Senhora da Fé, na Praça de Taxis de Vieira do Mi­nho. Um Homem que não virou a cara à luta e sempre muito firme nas suas convicções. Foram 50 anos de bons momentos, algumas adversidades, e até fa­ses conturbadas, mas quem não tem?


GUILHOFREI

Abertura do Ano Pastoral

Nas Eucaristias dominicais do dia 7 de Outubro, as comunidades paroquiais confiadas ao Padre Alcino Xa­vier, organizaram-se pa­ra relevar o simbolismo do início dum novo Ano Pastoral.
Com a presença dos Movimentos das paróquias, sob a orientação de Inês Gon­çalves em Guilhofrei e de Isabel Barros e Fernan­da, em Soutelo, a Eucaristia foi animada pelos grupos corais e a participação dos escuteiros.
Ao ofertório foram apre­sen­tados símbolos próprios dos vários movimentos e do espírito que deve animar a caminhada proposta: “Ser Esperança”, apelo sugerido na árvore seca e na árvore ver­de, apresentadas.


VILAR CHÃO

Festa do Senhor - Kyrios

A comunidade de Vilar Chão, a civil e a religiosa, ce­lebrou, no passado dia 19 de agosto, a sua festa principal. Principal, porque celebra o Senhor, o Kyrios, o Santo dos Santos, e principal porque se celebra no mês das festas, no qual Vilar Chão, à semelhança de todas as aldeias de Portugal, tem a sua maré cheia demográfica, fruindo a alegria do encontro e do curto convívio com os seus irmãos emigrantes.
E, por falar de emigrantes, importa relevar a principal novidade da festividade do Senhor deste ano de 2018, o facto inédito de o Juiz da Festa ter sido um emigrante, há longos anos radicado e a trabalhar no Canadá, mas que nun­ca esqueceu e nunca se desligou da sua ter­ra natal e que tem deixado o seu nome e a sua solidariedade ligados a ofertas generosas ao património da igreja paroquial. Este emigrante e mecenas benemérito é o Cesário Carvalho Brás.
Por virtude da circunstância de o Juiz da Festa ser este emigrante, foi bonito ver as casas dos emigrantes canadianos da nossa aldeia encherem-se, como há muito não era visto. Foram 24 es­tes emigrantes que, motivados por aquele facto, vieram do Canadá, para participarem na Festa da sua terra natal.


PARADA DE BOURO

Reposição do caudal ecológico

Em meados de Agosto, foi reposto o caudal ecoló­gio do rio Cávado, interrompido há muitos anos, devido a uma avaria num des­car­re­gador (conhecido por vávula), da albufeira de Ca­niçada. Está a debitar 5 m3 cubicos por segundo, mas pode variar consoante o armazenamento de água e a necessidade de abastecimento de água ao concelho de Amares.
Lê-se na declaração am­bi­ental 2013 aproveitamentos hidroelétricos da edp produção que os caudais turbina­dos e os caudais descarregados são restituí­dos no rio Cá­vado, a ju­sante da barragem, os primeiros a cerca de 7 km da barragem, e os segundos junto desta.


VENTOSA/COVA

“Baú dos Livros” chega ao CCL

O Centro de Convívio e Lazer (CCL) da União de fre­guesias de Ventosa e Cova, acaba de criar, nesta freguesia, um posto de lei­­tura com uma biblioteca ambulante. O “Baú dos Livros “assim se chama o pro­jecto promovido pela Bi­blio­teca Municipal dirigido ao público sénior, está no ter­reno desde o ano 2014 e que serve de Biblioteca Iti­­nerante para leitores que frequentam os Centros de Convívio e Lazer, bem co­mo lares e centros de dia das Instituições Particulares de Soli­dariedade do concelho. Para o efeito, a Biblioteca Municipal faz uma selecção de obras e leva ao pú­­blico sé­nior de modo a aproximar os livros e a co­mu­nidade e assim promover o gosto pela leitura. De sa­lientar, ainda que este pro­jecto está integrado no vas­to leque de ofertas que o Município de Vieira do Mi­nho disponibiliza, com o in­tui­to de facultar a toda a comunidade os variados serviços culturais e educa­tivos por ele prestados.


SOENGAS

Convívio da família Barbosa

Realiza-se em 20 de Ou­tu­­­bro, o X.º convívio dos fa­mi­­liares descendentes da Ca­sa Barbosa de Soengas, Ca­sa da Corga, Casa da Fon­­te, em Pinheiro, Casa do Capitão-Mor, de Cibrão – Ca­­niçada e Casa dos Pi­nhei­ros, de Dor­nelas – Ama­­res.
Do programa consta: ce­le­­­bração de uma Eucaristia, pelos familiares falecidos, pe­las 11 horas, na Capela Se­­nhora da Abadia, em So­en­gas, seguida de almoço-convívio no restaurante Ca­sa Barbosa.
As inscrições podem ser fei­tas através dos seguintes con­­tactos: 934 571 692 (Ma­nuel Pereira) e 966 860 883 (Fir­mi­no Barbosa).