Igreja

“Espírito Santo infunde-nos coragem apostólica”

Na sua catequese sobre o Crisma, na semana em que considerou a internet “um dom de Deus”, o Papa pediu aos jornalistas responsabilidade no exercício da profissão, desafiou os cristãos a valorizarem mais a Eucaristia e saudou a publicação do primeiro documento da San­ta Sé sobre a prática desportiva.


Santo António de Lisboa

Maria aparece muitas vezes, na iconografia, com o Me­nino nos braços e um olhar de graça suavemente ilu­mi­na­do. O movimento dos braços mostra a ternura mater­nal de quem embala e segura o Menino Jesus, ou a alegria evangelizadora de quem apresenta e oferece Jesus a este mundo, reclamando de cada um de nós mãos ca­ri­nhosas e seguras, coração maternal, olhar de graça.
É fácil ler, no contexto da iconografia, uma grande cum­pli­­cidade entre Maria e Santo António de Lisboa, de Pádua ou de todo o mundo. Vê-se bem que também San­to An­tó­nio aparece com o Menino nos braços: umas vezes, segu­ran­do Jesus com os dois braços; outras vezes, com um bra­ço segurando Jesus, e no outro ostentando um livro, o Livro da Palavra de Deus, que tão bem vi­veu e tão bem soube dizer; outras vezes ainda, ostentando Jesus senta­do sobre o Livro, Senhor do Livro, como o Anjo de Mateus sentado sobre a pedra do sepulcro (Mt 28,2). Belíssimas figurações de amor e luz. Maria olhando pelo Menino Jesus ou convidando-nos a olhar pelo Menino Jesus. Santo António de Lisboa osten­tando o Menino Jesus e o Livro, mostrando bem com que amor soube ler a Escritura, e con­vidando-nos a acolher o Menino que atravessa em con­traluz toda a Escritura, e a ler a Escritura em contraluz acolhendo em cada página, não apenas sons e sílabas e pa­lavras e frases, mas um Rosto e um Nome, JESUS.


Palestra do Clero

Os sacerdotes do arciprestado de Vieira do Minho reuni­ram-se no passado dia oito, nas instalações do bar da Con­fraria da Senhora da Lapa, em Soutelo, para a sua ha­bitual palestra mensal.
O encontro, que contou mais uma vez com a presença de D. Francisco Senra, começou na capela da Senhora da Lapa, com oração de Laudes, a que se seguiu uma bre­ve explicação do edifício construído dentro dum colossal penedo, por um membro da Confraria.
Regressados às instalações da Confraria, os sacerdotes prosseguiram o trabalho agendado para aquela reuni­ão, tendo concluído pela necessidade de formação contí­nua de catequistas e implementação do curso de cate­que­se “Acreditar”.


Padre Tolentino é o novo director da Faculdade de Teologia

O padre José Tolentino de Mendonça, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), foi nomeado director da Facul­da­­­de de Teologia, por decreto da Congregação para a Educação Católica, da Santa Sé, data­do de 22 de Maio.
A tomada de posse do padre e poe­­ta madeirense, que em Fevereiro passado orientou o retiro de Quaresma do Papa Fran­cis­­­co e seus mais directos colaboradores, decorreu a 25 de Maio, na sala de recepções da Reitoria da UCP.


Dia Arquidiocesano da Juventude em Vieira do Minho

Momento de festa na alegria de ser jovem

O Dia Arquidiocesano da Juventude, este ano celebrado em Vieira do Minho, a 02 de Junho, sobre o lema “Caminhar na Esperança” foi “momento de festa onde se respirou a alegria de ser jovem”, que “sem os jovens nunca poderemos ter uma presença credível capaz de entusiasmar e motivar para es­ta experiência maravilhosa de ser discípulos de Cristo” - disse D. Jorge Ortiga.


Clero de Vieira solidário com o pároco de Louredo

Face às notícias de um ca­­nal televisivo e divulga­das nas redes sociais em que o presidente da Junta de Lou­redo, António Teixo­guei­ras, corroborado por mais algumas testemunhas, se queixava que o Pe. José Al­ves “se recusou a celebrar “missa de corpo pre­­sente” na ca­sa mortuária re­centeme­nte construída na­quela freguesia”, o clero re­­pudiou tais no­tí­cias e ma­ni­festou firme e incondicional solidariedade para com este membro do clero viei­ren­se que ao longo de mais de meio século tudo tem fei­to pelo progresso e bem es­tar das terras onde tem exer­­­cido o seu ministério sa­cerdotal.
O encontro mensal do cle­­­ro do arciprestado de Vi­eira do Minho, contou com a presença do bispo assistente nes­ta zona pastoral da Arqui­diocese, D. Fran­cis­­­co Senra Coelho que recordou a ne­ces­sidade de um correspondente do jornal Diário do Minho; apelou à participação de casais e jo­vens na Vigília de Pente­cos­tes a celebrar em Braga a 19 de Maio e à inscrição dos sacerdotes no Simpó­sio do Clero a realizar em Fá­­­­tima de 3 a 6 de Se­tem­bro, subordinado ao te­ma: “O Padre: Ministro e Teste­mu­nha da Alegria do Evangelho.”


Evitar a intriga…

Porque a intriga mata a unidade nas famílias, nas asso­cia­ções, nos grupos organizados, na sociedade e na Igreja, o Papa Francisco, na breve homilia da Missa que ce­le­­­brou no dia 17 de Maio, na Capela da Casa de Santa Marta, referindo-se à primeira Leitura (Act 23, 6-11) cha­mou-nos a atenção para a verdadeira e falsa unidade.
O Papa surpreende-nos. Afinal todos conhecemos exemplos de falsa unidade que experimentamos ou con­de­namos, mas não temos a frontalidade de a por a desco­berto, como fez S. Paulo.
São do Papa as palavras: «Paulo, que era “sagaz”, is­­to é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedo­ria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar a ser julgado pela esperança na ressurreição dos mortos».


A legalização da eutanásia é inconstitucional

A inconstitucionalidade e a falta de “legitimidade democráti­ca” da Assembleia da República são dois argumentos aponta­dos pelo jurista Pedro Vaz Patto para colocar em causa a apro­vação da lei da eutanásia. A poucos dias da discussão do tema, no Parlamento, o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz em entrevista ao jornal Voz da Verdade diz o que está em causa com esta lei e lamenta que a discussão não tenha ainda chegado à “maior parte” das pessoas.
Segundo o jurista, a aprovação da eutanásia nega dois princípios estruturantes da nossa civilização e da nossa ordem ju­­rídica: o princípio da inviolabilidade da vida humana (a proi­bi­ção de matar, o não matarás do decálogo judaico-cristão) e o princípio de que a vida humana nunca perde di­gnidade, nun­ca deixa de merecer protecção.


Canonização de Paulo VI e Óscar Romero

O papa Paulo VI e o antigo arcebispo de São Salvador Óscar Romero, assassinado em 1980 quando cele­bra­­va uma missa naquele país da América Latina, vão ser canoni­zados no Vaticano a 14 de Outubro, anunciou o Papa Francisco em 19 de Maio.
Paulo VI, o pontífice da Igreja Católica entre 1963 e 1978, período em que encerrou o Concílio Va­­­ticano II, foi beatifica­do pelo Papa Francisco a 19 de Ou­­tubro de 2014.
Romero foi assassinado a 24 de Março de 1980 por um es­quadrão da morte quando dava uma missa em São Salva­dor, dias antes de estalar o conflito armado em El Salvador (1980-1992).
Romero denunciava as injustiças e a repressão que en­­tão se faziam sentir e defendia os desprotegidos, atitu­de que lhe custou a vida.


Papa nomeia D. António Marto bispo de Leiria-Fátima cardeal

O Papa Francisco nomeou D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, desde 2006, cardeal da Santa Igreja.
“Alegra-me comunicar que em 29 de Junho haverá um con­sistório para a nomeação de 14 novos cardeais”, decla­rou o Papa, pouco depois da celebração de Pentecostes, aos peregrinos e turistas na Praça de S. Pedro para a re­­za do “Angelus”.
D. António Marto comoveu-se com a decisão de Sua San­­tidade o Papa Francisco de o nomear cardeal, que o “apanhou de surpresa” e confessou aos jornalistas, naque­la tarde de 20 de Maio: “Nunca me passou pela cabeça que iria ser nomeado cardeal. Fui apanhado completa­men­­­te de surpresa um pouco antes de celebrar a eucaris­tia das 11h30 na Sé de Leiria”. A notícia foi recebida via ‘voi­­ce mail’, com uma mensagem deixada do “núncio apos­­­tólico, que tinha acabado de ouvir a nomeação dos car­deais através da televisão”.
D. António Marto revelou ainda que a emoção com que foi surpreendido obrigou-o a conter as lágrimas que lhe vie­­ram aos olhos. “Tive de me dominar para não dar a en­­­tender nada àqueles que me rodeavam. É um serviço que a Igreja me pede e nunca o neguei. Encontrei a tran­qui­­lidade de espírito nesta atitude da minha disponibilida­de de colaborar com o Santo Padre nesta nova responsabili­da­­de e neste novo serviço que ele me pede”, afirmou. Nu­­ma primeira reacção à notícia, D. António Marto diz que ainda não falou pessoalmente com o Papa, mas vai escre­ver-lhe uma carta a manifestar gratidão e disponibilidade pa­ra o que o Pontífice lhe pedir.