Opinião

BICADAS DO MEU APARO

Eleições locais ou outras?

Em crónica anterior, afirmei que “os eleitores portugueses, uma grande maioria, não vota, sente-se frustrada, enganada e con­clui que as campanhas elei­toralistas não passam de tre­ta”, e até – digo-o agora – de uma treta mal montada ou anárquica se se quiser.
A Sociedade portuguesa, ao longo destas cinco dezenas de anos, aprendeu que é convidada a votar nas eleições locais e nas nacionais. (Também não servem para mais nada os votantes.!) Se o poder local é rigorosamente exercido por políticos locais pa­ra resolverem problemas da Sociedade local, por que ra­zão muito pouco se falou e se esclareceu o eleitorado quanto à resolução dos seus problemas (locais)?
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“O Búzio…”

Há dias, lembrei-me do búzio! Não que o seu ronco voltasse a ferir a pacatez da minha velha aldeia, mas tão somente porque voltei ao local, junto à casa de onde o velho búzio nos chamava para a catequese, nas tardes de Sábado ou de Domingo, conforme a disponibilidade das catequistas que, então, nos ensinavam os primeiros passos da religião, no­meadamente a doutrina católica.
Era dali, da Casa do Eido, que o ronco do búzio estridulava no silêncio da tarde bucólica, entranhando-se pelos caminhos, calçadas e quelhas do lugarejo, chamando a criançada para a catequese, a fim de aprendermos a rezar o Pai Nosso, a Avé-Maria, a Salve-Rainha… orações necessárias para o compromisso da primeira comunhão e comunhão solene, bem como para o confesso, comungar e assistir às missas.
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BICADAS DO MEU APARO

Até o mar rouba e é roubado

Filósofo cujo nome não recordo, es­cre­veu um dia que “os homens a Deus-Menino adoraram” e mais de dois mil anos depois que “interro­gamo-nos se os homens melhoraram”.
Pode-se mergulhar na afirmação do filósofo, polemicar ho­ras, dias e anos que as conclusões serão diversas. Os defeitos iriam sobressair, a imperfeição na forma de ser e de estar do homem gal­­vanizar-se-ia e as virtudes seriam fáceis de contar, bem como o número de homens possuidores delas.
Creio que o defeito mais an­tigo e mais grave do homem, entre os homens, é roubar.
Desde sempre existiram os amigos do alheio e, eternamente o mundo os terá.
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Abençoada tranquilidade

Quando este artigo for publicado, seja qual for o resulta­do da votação, já saberemos os nomes dos presidentes da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal e da Junta de Freguesia.
Seja ou não o candidato que escolhemos, passa a ser aquele que deve merecer o nosso respeito. Tranquilamen­te, abracemos o regresso à normalidade do trabalho, a rea­lizar com responsabilidade, por cada cidadão.
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“Regresso…”

Às vezes, sem contarmos, regressamos ao passado! Por momentos, viajamos no tempo e desaguamos no cais da nossa infância, como que uma fada nos tivesse tocado com a sua varinha mágica. Há dias, voltei aos meus tempos de menino!
Não, amigo leitor, não penses que voltei ao jogo do pião, da macaca, do botão… nem à passa, nem ao escondidinho, nem ao lencinho da mão… Voltei a ser menino ao entrar numa loja, na qual já não entrava há muito, talvez mesmo desde esses tempos de infância.
Quando entrei, tudo me pareceu igual! Os mesmos balcões, as mesmas fazendas, a mesma variedade de produtos… até as mesmas caras, só um pouquinho mais enrugadas, as melenas mais esbranquiçadas. Naturalmente, algumas caras mais novas, mas de traços nitidamente descendentes dos seus progenitores.
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BICADAS DO MEU APARO

O Titanic afunda-se e a fanfarra continua a tocar

1. O Presidente da República, Marcelo R. de Sousa, condecorou o vice-almirante Henrique Eduardo e Melo pelos altos serviços prestados na organização das vacinas contra o covid-19, sucesso indiscutível, porque nesta data somos o terceiro país da Europa que mais vacinou, pois tem mais de 70% da população com as duas doses aplicadas.
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O regresso à escola…

Terminado o 11.º ano de escolaridade, veio o serviço militar. No dia 12SET83, dei entrada no velho “calhau” de Mafra, a Escola Prática de Infantaria. Mais tarde, seguiu-se a profissão que abracei para a vida. Porém, já trintão entradote, resolvi voltar à escola, então como trabalhador estudante, para fazer o 12.º ano de escolaridade, no período nocturno.
Setembro... O sol ia desmaiando para os lados do mar, quando parti para a Escola Padre Alberto Neto, em Queluz.
No autocarro, vou sozinho por entre as gentes que, no labutar da vida, regressam à calma efémera do lar, vão iniciar o trabalho nocturno ou buscam na noite a companhia das suas aventuras. Uns e outros indiferentes à minha presença...
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“Fake news”

Face às graves preocupações com a desinformação, as redes de comunicação social e as instituições noticiosas utilizam frequentemente verificadores de factos profissionais para separar o real do falso.
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Novos Tempos

A propósito da língua latina na missa…

Nas últimas semanas, muito se falou do motu proprio “Tra­di­tionis custodes” (Guardiões da Tradição) que o Papa Fran­cis­co publicou no dia 16 de julho, a propósito da proibição das celebrações do rito romano na forma antiga, anterior a 1970.
Deixei serenar os ânimos, seja do lado católico tradicionalis­ta (bi-ritualistas ou tridentinos), seja do lado católico reformis­ta (missa nova), pois a questão é muito mais ampla do que se julga à primeira vista. Os mais incautos pensarão que a questão se resume à celebração em língua latina, logo um grande equívoco. Ou na disposição do altar versus Deum (ad ori­en­tem), voltado para Deus e para o oriente, ou versus po­pulum (voltado para o povo).
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Com o microfone na mão - um protocolo sem ordem

Aproveitamos a ocasião pa­ra falarmos com o “povo na rua“ sobre o vírus. Comu­ni­camos à distância, como pre­visto nas novas regras so­ci­ais pesadas. Escolhemos, sem ordem fixa, algumas opiniões e comentários dos in­ter­locutores, todos com o seu espírito original.
Um primeiro velhote da nos­sa cronologia tocou a nos­sa alma, lamentando e cho­­rando, que se lhe faltassem as noites de fado, seria o fim! No entanto, esta mu­si­ca­lidade está repleta de prós e contras nas atualidades quo­tidianas. Um outro, mais jo­vem, fica traumatizado com este ataque contra a raça hu­mana, mas mostra-se convi­cto de que a medicina mo­der­na vai ganhar esta luta di­fí­cil, ela vingou, sempre, na história, com sucesso, recorrendo a instrumentos inteli­gen­­tes.
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