Opinião

A Farsa Política do Ano 2019

A Palavra do Ano 2019 é Violência (doméstica). A escolha está mais do que justificada pois o fla­gelo é conhecido e a realidade nacional triste, muito triste. Acresce ainda que também podemos associar a palavra escolhida ao alarmante aumento da violência no local de trabalho no país, particularmente em serviços públicos como escolas, centros de saúde e hospitais, entre outros. Aliás, as recentíssimas e miseráveis agressões a profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, são exemplo disso mesmo. Ora, a Palavra do Ano, segundo a editora promotora, é uma a iniciativa que tem como ob­jetivo sublinhar a força das palavras que, em cada ano, reflitam o quotidiano, acon­tecimentos e preocupações coletivas dos portugueses. Muito bem!
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Diálogo e tolerância

O diálogo, a conversa alimentada em esplanadas, à mesa, durante uma refeição familiar, em convívios ou breves encontros esperando o café, tem vindo a desaparecer. A pressa com que se vive, criou hábitos cujo benefício é muito questionável. Não se fofoca tanto!? Mas também não se constroem pontes.
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BICADAS DO MEU APARO

Bicadas de 2019

1 – Os torpes da política nacional não dizem que só em No­vembro passado (2018) a dívida aumentou 400 milhões de euros, totalizando-a em 251,48 mil milhões de dívida públi­ca. Perante tal descalabro económico, caloteirice e politica/par­tidária ruinosa…, Portugal não anda à deriva? Estou que sim! (Janeiro)
2 – Nas televisões, como se constata, passa por lá gente per­versa, depravada, isto é, pessoas ligadas a crimes variados, de ideias tiranas e, são entrevistados, dão-lhes guarida a qualquer hora do dia e o povo, pobre povo, tem de os ver e ou­vir. (Janeiro)
3 – Foi numa prisão/hotel que permaneceu Sócrates, preso nº 44, na prisão de Évora. Recebia permanentemente visitas, organizavam-se autênticas peregrinações ao preso. Obtinha informações, correspondência recebida/enviada, horas de descanso e, quando saiu, pesava os mesmos 82 quilos com que entrou. Sócrates foi um preso feliz em Évora. (Janeiro)
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Liturgia e boas maneiras

Que tem a ver a Liturgia com “boas maneiras”, com bom desempenho de funções, se assim nos quisermos exprimir, ou simplesmente, com delicadeza nas pa­lavras e atitudes?
Como nos ensina o Cate­cis­mo da Igreja Católica (CIC, 1069) a palavra litur­gia significa “obra pública” e como tudo aquilo que se vi­ve publicamente, com os outros, tem normas e regras que devemos conhecer e res­peitar.
Pelo sacramento da Con­fir­mação, recebemos dons que nos vão ajudar a desenvolver qualidades ou virtudes para vivermos como Cristo, como cristãos.
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BICADAS DO MEU APARO

Pode ser que seja

Meia dúzia de meses depois do inicio desta terceira república, com o 25 do quatro, politicamente os portugueses andavam à de­riva, quais náufragos no alto mar: levavam com ondas de todas as alturas e com ventos fortes de vários pontos da Europa e não só. O “companheiro Vasco” era politizado, de alta patente militar e, desde há muitos anos filiado no Partido Comunista. Pelo que, nunca consegui entender se este senhor era bom comunista ou bom fascista. E porque jogava nos dois relvados, fizeram dele primeiro ministro do I Governo provisório, isto é, Governo PCP/MFA. Ál­varo Cunhal, preparava-se então para que em Portugal, logo após a Abrilada, se não fizessem eleições legislativas, porque isso seria pactuar com “eleições burguesas”, conforme o declarou à jornalista Oria­na Fallaci em fins de 1975.
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O que pensar das desigualdades sociais

Pensar que algum dia vamos deixar de ter desigual­da­des socias será uma utopia, um ideal, com uma rea­li­zação pouco verosímil. Teria de passar por uma análise insti­tu­cional profunda e consen­sual sobre o sistema de re­distribuição, estabelecendo-se condições e regras de cumprimento objectivas que não falhassem. O Estado social cons­truí­do nos paí­ses ricos ao lon­go do séc. XX, mais propriamente a partir da II Guerra Mundial, foi feito em torno de um conjunto de direitos sociais imprescindíveis e fundamentais: o direito à educação, à saúde, à reforma. Fo­ram estes direitos que aju­da­ram as populações a entrar num mun­­do novo tirando da mi­sé­ria crianças e jovens, a viverem em condições de pobreza.
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Centeno festejou Orçamento “histórico” com raspanetes

Na apressentação do primeiro Orçamento de Estado em 45 anos a ter um excelente orçamental, o ministro das Finanças afastou as divergências com Costa e jurou haver solidariedade dentro do Governo e criticou duramente as observações/perguntas dos jornalistas.
O momento era “histórico”, nunca nas últimas décadas um Orçamento foi feito em tão pouco tempo. O docu­mento também era “histórico”, nunca nas últimas décadas um Orçamento teve excedente orçamental. Mas a satisfação expressa pelo ministro das Finanças na sua apre­sentação parecia inversamente proporcional ao facto histórico, já que Centeno o entregou com raspanetes aos jornalistas:
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BICADAS DO MEU APARO

Uns metem água, outros não

1- Tem sido noticia, de que o rio Tejo vai seco, que os prejuízos são enormes e há quem aponte à “seca” o fa­cto de pouco ter chovido, mas, e sobretudo, porque a Es­panha não atende à Convenção de Albufeira de 1998: deixar que o caudal combinado entre os dois países se cumpra. O caudal não corresponde ao compromisso assumido e, como o Tejo nasce na zona central de Espanha, a água do Tejo chega ao nosso país segundo a vontade dos espanhóis e, a Convenção entrou em côma: não há caudal d’água.
O Movimento próTejo, preocupado com o comportamento dos espanhóis sobre a quantidade de água a libertar, insiste e defende de que há absoluta necessidade da revisão da re­ferida Convenção, de forma que o país tenha a água a que tem direito e, mesmo pelo absoluto respeito que o percurso da água escolheu: passar por Portugal.
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BICADAS DO MEU APARO

Saias e calças

Lembrar-se-ão os mais velhos, que há cinque­nta anos atrás, só os muito po­­brezi­nhos usavam calças ou vestidos rasgados, porque pobres a valer. Assim, as mães iam remendando as pe­­ças do vestuário, ou colo­can­do um pedaço de pano a tapar os buracos possíveis de conserto. Pobreza, co­men­tava-se. O mundo do ves­­tuário foi modificando e ho­je paga-se bem caro ao adquirir-se vestuário rasgado, porque tais peças saem da fábrica assim mesmo. Temos na moda que hoje se vê, blusas sem gola e calças sem cinta.
Mais tarde, pudemos verificar que o mundo feminino, passou a usar calças como os homens e na verdade foi uma moda que não chocou. Mas temos de concordar que em cinco décadas, as modas do feminino hoje, nada têm a ver com o que se usava então. E se podemos dizer que os doidos inventam as modas e que os tolos as seguem de perto, aqueles não têm o mínimo pejo em fabricar vestuário que desrespeita os usos e costumes de um po­vo, de um ambiente, que os banaliza, e sejam amo­rais.
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A cozinheira é quem manda

Tenho por hábito comprar a revista EVASÕES, publicada se­manalmente, à sexta-feira, pela particularidade de divulgar e promover pormenores de âmbito regional, com interes­se cultural, chamando a atenção para singularidades de ele­­vado interesse, mas que nem sempre são dadas a conhe­cer a quem visita os seus lugares, sendo muitas vezes des­co­n­hecidas de quem ali habita. Quando tive acesso à publicação, com vigência de 8 a 14 de novembro, surpreen­deu-me a mensagem da capa – “Vieira do Minho passear entre montanhas e rios”. Comentei: “que interessante, o concelho da minha origem numa campanha de marketing”.
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