Opinião

Divirtam-se!

A experiência é uma coisa muito interessante. É servindo-nos dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cómoda e segura, livre de problemas.
Uma maçada, no fundo...
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Sonhos e desilusões no exercício da democracia

Somos este ano chamados a participar na vida demo­crá­tica.
Direito e dever? Eu considero uma honra pertencer a uma nação que afirma querer defender os princípios de­mo­cráticos e promete organizar o poder segundo a vonta­de expressa pelos cidadãos.
A escolha que fizermos será a da vontade da maioria. Qualquer hipotética geringonça é um acidente, imposto pe­la lógica do facilitismo do mais conveniente.
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BICADAS DO MEU APARO

Cá se fazem, cá se pagam

Há uma Lei de Abril de 2020 que aprovou no país e devido à pandemia corona­ví­rica que temos vivido, um número de medidas que visava/visa, uma certa flexibilidade no cumprimento de penas nas cadeias nacionais aos presos de crimes leves e até o perdão da pena, devido às infecções covid que cresciam na prisão e isso se­ria uma maneira de não aumentarem os males, libertando-os, portanto. Por uma questão sanitária, a flexibilidade ou o perdão das penas de crimes leves e olhando ao gravíssimo problema dessa altura, repito, qualquer pessoa aceita tal atitude, sendo até um gesto de humanidade.
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“A Curva da Estrada…”

Braga, manhã de nevoeiro… estamos em Junho!
Lá ao fundo, a cidade, ainda coberta pelo manto cinzento, pa­rece adormecida…
Cá no alto, onde se ergue o edifício hospitalar, os primeiros raios de sol começam, timidamente, a romper a neblina matinal. Pérolas reluzentes cintilam no verde da vegetação que rodeia o hospital! Gotas de orvalho e teias de aranha brilham ao serem tocadas pelo rútilo ósculo solar…
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Monotonia do futebol moderno

O campeonato europeu de futebol no ano 2021 oferece aos devotos adeptos uma análise chocante e de­cepcionante, cujo carácter de fascínio mundial, em prin­cípio, pode ser um me­ritoso candidato ao “prémio Nobel”. Dantes, o futebol era um jogo de onze atletas alegres, cheios de es­pon­taneidade, fantasia, inspiração, criatividade e im­pro­visação, com uma marca indubitável de heróis singulares. Hoje em dia, o fu­te­bol mostra-se como um evento sério de pura tática fria e de uma configuração coletiva estratégicas, com cerca de 15/17 jogadores, incluindo os talentos que ficam no banco. Nos velhos tempos, contava-se, antes de tudo, o número de golos feitos, hoje domina o modelo “ficar em branco”. Fu­tebol passivo, desde lo­go para impedir a construção do jogo do adversário, em vez de promover o próprio jogo de ataque, essa é hoje a filosofia predominante.
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O cabo que nos liga ao mundo

A emergência sanitária que fechou o mundo em março de 2020, originou o início de uma nova relação com as gran­des cidades de que as sociedades se encontravam cativas e dependentes. Obrigou a utilizar a tecnologia para realizar as tarefas profissionais de forma remota, sem depender de um lugar fixo para trabalhar, abrindo o pensamento a uma nova forma de olhar e pensar a realidade. Descobriu-se a possibilidade de residir em lugares onde antes seria impossível desempenhar as suas funções. Para as exercer precisam de um computador com ligação à internet e de um espaço para habitar. Passou a ser possível sair das zonas densamente povoadas trocando-as pelo campo, como mudar de região, do país, criando uma nova geração de “nómadas digitais”, emergindo neste contexto um no­vo paradigma social e rela­cio­nal.
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BICADAS DO MEU APARO

Pavimento escorregadio

Estamos no fim do mês de Junho de 2021. Sente-se no ar os aromas do verão, os in­sectos agitados da época e, tanta outra bicharada que ameaça picar ou bicar. Co­nhe­­cem-se os desejos de go­zar férias das formas mais di­versas e sabe-se, porque se sente, que ninguém passará o tempo de verão tranquilo e muito menos o passará des­contraído.
A pandemia que domina o Planeta e os políticos, os profissionais de saúde e os labo­ra­tórios sem descanso, os dia­riamente novos infe­cta­­dos pelo covid-19, dizem-nos que esta estranha onda co­ro­navírica que nos esmaga, atrofia e desorienta, não vai ser fácil o seu desmoronar e, os comportamentos hu­ma­nos têm de ser modificados, melhorados.
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Sobre as nossas raízes políticas

Ter consciência política é um dever para todo o cidadão e “obrigação” de todo o católico.
A sociedade portuguesa, com a facilidade que tem em co­piar os maus exemplos que nos chegam do estrangeiro, está a perder a sua identidade cristã e católica, abraçando um laicismo doentio. Os partidos políticos interpretam-no como “imposição”, e não como “aceitação”, no respeito da op­ção de cada indivíduo.
A falta duma esclarecida consciência política, está a corroer a democracia. Temos muitos partidários convictos e bons militantes e poucos políticos, servidores da causa públi­ca.
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Novos Tempos

Arriscar novos sonhos…

Inspirado pelas palavras do nosso presidente da república, ao sair do encontro ecuménico comemorativo do 50.º aniversário do COPIC – Conselho Português de Igrejas Cristãs e onde foi assinado um Pacto para a vivência ecológica nas Igrejas e consequente criação de Eco-Igrejas, amigas do ambiente e da ecologia integral, dou por mim a sonhar.
Não a sonhar de olhos abertos, como o Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes, utópico ou ilusório, mas rea­lista e construtor de futuro. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse «não haverá volta atrás», na questão da pandemia covid19.
Podemos sonhar, podemos ter projetos. Surge uma nes­ga de esperança e de arriscar novos sonhos. Foi o sonho, como capacidade intelectual que fez o mundo progre­dir e evoluir, como dizia António Gedeão, na Pedra Filosofal «sempre que um homem sonha o mundo pula e avança».
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“Potenciar a Cabreira…”

Sempre que vou a Vieira, mal venço a curva da Quinta do Sabarico, na Serra do Car­­valho, antes de chegar à Ri­­ta, lá ao longe, altaneira, surge-me a Serra da Cabreira, na sua beleza arredondada, encimada pelo seu Ta­le­fe.
Contrariamente ao Gerês, que com as suas lâminas afia­­das parece querer golpear o céu, a Cabreira eleva-se inofensiva e suave, cara­cte­rísticas que lhe emprestam um não sei quê de lascivo, meigo, sedutor, romântico… Depois, veste-se de uma policromia ímpar, que, acre­dito, fará ciúmes ao esguio Gerês, cuja roupagem dos seus píncaros é taciturna e pardacenta, exceptuando o manto níveo com que se cobre, quando o enxame de pétalas brancas tomba do céu!
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