Opinião

Ele

Tinha crescido cingindo-se ao seu tamanho, ciente das suas li­­­mitações, sabedor de que aos sonhos se chega por um esfor­ço por vezes longo, por vezes pesado, por vezes demasiado grande em aparência.
Não lhe parecia mal ser um como todos os outros, e não se achava com direito a passar por cima das horas de trabalho, dos momentos duros, das verdades difíceis, dos fracassos, dos recomeços, da espera e da constância.
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O caminho da lucidez

Ouvi hoje (25 de Abril) num noticiário da TV, uma afir­ma­ção assombrosa: «A História é contraditória.»
Comentava-se o acontecimento celebrado na sessão solene que teve lugar na Assembleia da República.
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Eu, tu e a constitucional presunção da... inocência!

Começo com uma história minha. Pode ser?
Enquanto jornalista ao longo de 40 anos, fui algumas vezes a Tribunal acusado do alegado — 90% dos portu­gue­ses sabem o que significa? — crime de violação da Liberdade de Imprensa.
Todos os directores de jornais estão sujeitos ao “castigo” enquanto co-responsáveis pelos artigos dos jornais que dirigem. É um osso do ofício.
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“Ó avô, quem foi Sócrates?"

Nove de Abril! Pela manhã, lembrei-me dos “meus velhotes”, do Lar de Veteranos Militares, em Runa, onde, em 1983/84, cumpri o serviço mi­litar, como socorrista. Data im­portante para eles, pois, re­cordavam a batalha de La Lys, cujas marcas neles perduravam.
Estou a ver os Cabos Manuel da Costa e Júlio Costa, os mais garbosos, rigorosamente fardados, o peito carregado das mais insignes condecorações, agarrados às respectivas bengalas, que os ajudavam a suportar o peso de um século de vida. Ah! Mas é por causa daquele inefável brilho nos olhos, que ambos tinham, que jamais esquecerei o dia 09 de Abril!
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Rosas e/ou espinhos da não-justiça

Por estes dias estamos a viver uma das maiores crises da justiça em Portugal. Não que a não-pronúncia de um tal polí­ti­co seja grave, mas o desentendimento (quase acusatório) en­tre os agentes da justiça, sim.
Se quisermos fazer ironia com o apelido do juiz-instrutor ––‘rosa’– aquelas longas horas, que reduziram mais de seis mil páginas a breves ‘crimes’ acusados, foram uma espécie de despinhar da rosa, que por sinal chegou a ser símbolo do par­­tido político a que pertencia – dado que se desfiliou – o an­­tigo governante…acusado.
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O Vieira Sport Club…

No pretérito dia 25 de Março, o Vieira Sport Club fez anos! Fui alertado para o seu 56.º aniversário, por um oportuno texto publicado no Facebook, cujo autor, o An­tó­­nio Macedo, recordava alguns dos nomes grandes que tomaram em mãos os destinos do clube, e que, nos últimos tempos nos deixaram, sem esquecer todos os outros que num passado mais distante, ajudaram a construir aquele que é o Clube mais representativo das terras de Vieira, mas também um dos mais prestigiados do distrito de Braga.
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Do silêncio ao discernimento

Em sintonia com o Tempo Pascal, é o desejo de re­nascimento, de transformação e alegria que deve inspirar cada dia deste tempo que queremos criativo.
Tivemos oportunidade de quebrar rotinas e descobrir que nem tudo era essencial. Se aproveitamos essa descoberta, demos um pas­­so importante para a con­quista da liberdade de espírito, que nos ajuda a raciocinar e discernir.
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Fiscalistas apontam “erro” de Ivo Rosa sobre fraude fiscal

Na leitura de decisão instrutória da Operação Mar­quês, o juiz Ivo Rosa disse que Sócrates não iria ser pronunciado pelos três crimes de fraude fiscal de que estava acusado, porque “inexiste qualquer norma legal no nosso ordena­mento jurídico que imponha a um cidadão a obrigação de declarar, em sede de IRS, os proventos obtidos com o cometimento de um cri­me”.
Contudo, especialistas em Direito Fiscal consideram tratar-se de “um erro”.
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BICADAS DO MEU APARO

Os Andrés Venturas

A partir do 25/A/74, Portugal deixou de ser quem era. De país com a sexta moeda mais forte da Europa, afirmou-se então, passou a ser o mais forte com indivíduos de chapéu na mão a mendigar (na Europa). De país com um grande Império – não Império ob­tido por Salazar, nem pela I República) – passou a país com setecentos quilómetros de comprimento por trezentos e cinquenta de largura. De país onde reinava a unidade e a paz social, passou de país que provocou milhares de mortos na Guiné, em Angola e Moçambique, devido às independências precipitadamente dadas, à falta de competências políticas e a uma grande dose de inocência da vida social.
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Vivências da terna Maria da Conceição Esteves

As memórias da pessoa idosa conduzem-me a um território que respira, desde a Serra da Cabreira ao Rio Cávado, observando a Serra do Gerês: Ventosa.
No dia em que foi de cozido à portuguesa, mas sem folia, sou recebido pela ternura de Maria da Conceição Esteves.
Nasceu em Ventosa, mais propriamente no Cartaxo, a 1 de Outubro de 1932, e, se o seu coração nunca abandonou a comunidade que a viu nascer, os pés, raramente, assentaram noutras paragens.
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