Opinião

BICADAS DO MEU APARO

Mentes à deriva

É necessário reconhecer que o país é rico em acontecimentos diários. Não em acontecimentos da re-
solução da vida dos portugueses, como o progresso, a morte da dívida que nos vai matando, o problema do de­­semprego, as injustiças laborais que a todos adoece, a in­­­segurança de trabalho de qualquer profissional ou os servi­ços públicos onde, qualquer pena de galinha os emperra. O país tem sido rico em acontecimentos negativos, onde se nota mentes à deriva.


Propriedade dos resíduos

De regresso às crónicas neste jornal, lamento voltar a abordar um tema que tem sido recorrente ao longo dos anos que tem a ver com os des­vios de resíduos da via pública, junto aos ecopontos, mas também os resíduos de equipamentos elétricos e ele­trónicos (REEE) depositados nos pontos eletrão, existentes em superfícies comerciais!
Neste período de verão, em que a população nos nossos municípios aumenta, quer com o turismo, mas sobretudo com o regresso às suas origens de milhares de emigrantes, é com sa­tisfação que vemos a ca­da vez maior preocupação com a separação de resíduos, com a recicla­gem. A Braval desenvolveu esforços para minimizar possíveis problemas com o aumento das quantidades depositadas nos ecopon­tos, com maior número de con­ten­tores recolhidos e maior número de quilómetros per­corridos.


Greta: influência fanática?

A intervenção da adolescente (16 anos) sueca Greta Thun­berg na sede das Nações Unidas na penúltima semana de Setembro foi um dos mais polémicos discursos da semana que nem Marques Mendes e Paulo Portas deixou de comentar, chamando a atenção para o perigo do fanatismo e fun­da­mentalismo destes novos influenciadores da opinião pública.


Clique no rato

Não há nenhuma acção natural no mundo moderno em virtude do movimento contínuo que o indicador faz des­li­zando para cima e para baixo uma simples “peça de bor­ra­cha sintética”, substituindo-se, por isso, aquelas que de­viam ser ações naturais em puramente virtuais. O mundo digital acompanha-nos em todas as facetas da nossa existência quer se­jam de índole pessoal quer sejam de índole profissional. Facto é: a omnipotência virtual dirige o mundo inteiro. Para al­guns representa sobreviver economicamente, para outros si­gnifica o vestido brilhante de uma brincadeira e divertimento total e virtual, a cada fracção de segundo, sem fronteiras re­gionais. O perigo e a oportunidade de comunicação entre a ra­ça humana, são os dois lados da mesma moeda. Os animais, porém, fazem uma correspondência à moda antiga.


A lei do aborto já riscou do mapa o equivalente a cidades inteiras

O título é citação do artigo “Suicídio demo­grá­fico / é preciso reverter a obsessão anti­natalista”, do médico Fer­nan­do Maymone Martins, publicado no jornal online Observador. Falar do aborto continua a ser praticamente tabu entre nós. Há uma cortina de censura que inibe que se fale disso na comunicação social. A notícia mais recente que passou, talvez porque era favorável, foi a de que o The Great Decrea­se espalhou cartazes por várias localidades do país congratulando-se com a baixa natalidade em Portugal. Co­mo se isso fosse um feito de que o país se pudesse orgulhar… Respeito a opção das mulheres que assim pensam, lá terão as suas razões, cada um tem atrás de si as marcas do seu passado. Não somos todos iguais em termos endocrinológicos, mas a maternidade, em si mesma, faz parte do sentir humano, faz parte do plano que vem im­pres­so na nossa própria natureza, da transmissão do mistério da vida através do amor. Haverá algo mais belo do que gerar a vida através do amor, ver-se continuado no sorriso e no amor de uma criança?


Quando se fez sempre assim

Penso que nada entrava tanto o progresso, temporal ou espiritual, do que a adaptação passiva a “usos e costumes”.
O que não compreendo é a razão pela qual a desculpa desta conformada passividade intelectual, não é aplicada abrangendo segundo critério igual, todas as opções que fazemos.


BICADAS DO MEU APARO

Banalidades? Talvez não

1. Nos tempos do Estado Novo, nos meses de Verão, nalgu­mas cidades do país era normal lavarem-se com mangueiras certas ruas da cidade. A intenção, dizia-se, era afogar as po­bres ratazanas, desentupir e fazer desaparecer, pela força da água, as beatas. Não as beatas que diariamente rondam as sacristias das igrejas, mas sim as pontas de cigar­ro. É evidente que as referidas lavagens tinham o inconveniente dos fumadores (sem dinheiro) não poderem aproveitar as bea­tas caídas e ainda o inconveniente de afogar os autênticos coelhos que viviam nas fossas da cidade. Eram insensíveis esses ditadores do Estado Novo!


Meninos, meninas e indefinidos…

Sentem-se indignados ao to­mar conhecimento de que é assim que membros do nosso Governo, reconhecem as crianças que vão frequentar o 1º Ciclo (antiga escola primária)? Eu também.
Para os mais distraídos, re­cordo que foi publicado no dia 16 de Agosto, na “ponte” derivada do feriado do dia 15 com o fim-de-semana, e o País preocupado com as conse­quên­cias du­ma greve de combustíveis, o Despacho nº 7247/2019 que implementa o previsto no nº 1 do Artº 12º da Lei nº 38/2018.


Sinais para avaliar quem diz que serve

Há dias recebi esta estória. Por muito rude que pareça, talvez possa falar o bastante daquilo que temos estado a viver e, sobretudo, poderá ser uma prevenção para com tantos que nos tentam cativar…até para as próximas eleições. 

Numa da suas reuniões, Hitler pediu que lhe trouxessem uma galinha. Agarrou-a fortemente com uma das mãos enquanto a depenava com a outra. A galinha, desesperada pela dor, quis fugir mas não pode.
Assim, Hitler tirou todas suas penas, dizendo aos seus cola­bo­radores: “Agora, observem o que vai acontecer”.


Identidade de Género

Isto não é sobre casas de banho

A escola deve ser um lugar seguro, onde as crianças podem crescer em segurança, não um laboratório de experiências sociais. As crianças não podem ser cobaias.
O governo aproveitou o mês de Agosto, quando metade do país estava a banhos e a outra metade preocupada com o combustível para o carro, para publicar um despacho a regular a aplicação da lei de Identidade de Gé­ne­ro nas escolas.
Apesar dos melhores esforços do governo para fazer passar este despacho entre os pingos da chuva, neste caso, entre os raios de sol, o caso acabou, por força da sociedade civil, por ocupar a agenda mediática. No mo­men­to em que escrevo, a pe­tição pública que pe­de a suspensão deste despacho já vai em mais de 28 mil assina­turas.