Opinião

Fátima há 102 anos e sempre

Fátima. Buscando a sin­to­nia entre a raiz ma­terna e a espiritualidade do aconchego. Através de Ma­ria, Mãe de Jesus.
Mediaticamente falando, o que mais “rende” é negar Fá­ti­ma ou escarnecer de quem crê. Haverá sempre quem ao ler este texto não resista à tentação, não direi de mim dis­cordar com toda a liberda­de e igual legitimidade, mas de ceder à tentação fácil do es­cárnio por uma pre­tensa superioridade pseudo ilumi­nista e preguiçosamente po­sitivista.
A minha Fé não depende de Fátima, mas eu gosto de Fátima. Em liberdade dentro de mim. Com o conforto da boa dúvida: como e porquê nos confins do mundo, crianças pobres, sem estudos, ingénuas, inocentes, simples nos legaram a perenidade de uma revelação privada que em nada contraria a Re­ve­lação do Evangelho?


Ângelo Correia acusa Marcelo de “extravasar funções constitucionais” e actuar “como comentador”

O antigo ministro do PSD diz que Marcelo “falhou e errou” ao mencionar a crise na direita. Ângelo Correia defende que o PR não deve sim­ples­mente “diagnosticar” o problema, mas sim re­solvê-lo.
O antigo ministro do PSD Ângelo Correia acusou o Pre­sidente da República de ter “extravasado funções consti­tu­cionais” ao falar em crise na direita, defendendo que a sua missão é encontrar, junto dos partidos, “modos de fortaleci­mento da democracia”.
Se o senhor Presidente da República entende que há uma crise na direita, a sua mis­são é tentar, junto dos par­tidos, encontrar processos e modos de fortalecimento da democracia. O senhor Pre­sidente da República es­co­lheu um método ao contrário, que é dizê-lo ao país, num jeito de um comentador po­lítico e não de um supremo magistrado da nação”, afir­mou Ângelo Correia, em de­clarações à agência Lusa.


BICADAS DO MEU APARO

Sem solavancos

Nesta nossa Europa aos solavancos, confusa, a irradiar aromas de egoísmos, de segredos, de falta de comunicação e de diversas culturas aos povos que a sustenta, povos que não a controlam e da qual são normalmente vítimas - porque aromas da injustiça, do desdém e do abandono por grupos organizados - a Europa que alguns bem-intencionados pensaram dar aos europeus, vai-se desmoronando, porque cega e surda aos reais lamentos de quem não consegue caminhar, de quem não tem conseguido fazer-se ouvir, mas que também não tem a quem perguntar. A prova provada disto, é os cerca de 70% dos eleitores portugueses que ostracizaram a ida às urnas, neste 2019, para o Parlamento Europeu. Repare-se que, em cada dez eleitores, votaram três!
Se antes e depois da II guerra os povos viviam desorganizados, falidos, sem programas de vida pensada, esfomeados, sem saúde e verdadeiramente incultos, esses alguns de inteligência apurada do pós-guerra, pensaram nos povos, querendo que todos pensassem, se educassem e se respeitassem, criando a União Europeia: que parece ter deixado de pensar, de se educar e de se respeitar.


BICADAS DO MEU APARO

Façam favor de tolerar

1- Acredito que a inveja é um dos grandes pe­ca­dos do Homem. Nunca co­mo nos tempos actuais se lê, se ouve e se conhece em qual­quer parte, os resultados da inveja. Em todos os secto­res, a inveja sente-se e são co­nhecidos actos que só ao Dia­bo agradam. Portu­gal, na­turalmente, também tem comportamentos de in­ve­ja.
Enquanto que a Doutrina So­­cial da Igreja, apresenta normas com mais de um sé­cu­lo de existência, a defender a dignidade do Homem, como justos salários, horários de trabalho justos e que na­da prejudique as Famílias, seus convívios, etc., veri­fi­camos que nestes últimos 50 anos da vida dos portugueses, tudo se tem alterado, tudo se tem tornado em vida selvagem.
Não há horários de trabalho decentes: trabalham-se 24 horas por dia; não há fe­ria­dos, dias santos ou do­min­gos, não há justos salários – pois uns recebem 500 euros mensais e outros recebem milhares de euros na mesma empresa pública ou privada – não há respeito, promoção na vida social e muito mais se podia afirmar.


Quando não há respeito pelo outro

Fomos surpreendidos com a notícia sobre os aumentos que a Caixa Geral de Depósito, a partir do dia 15 de maio, passa a aplicar aos seus clientes, onde se integra as comissões de ma­nu­tenção da conta e o levantamento de numerário ao balcão com apresentação da caderneta, que neste caso passa pa­ra €2,75. Apenas indico o valor deste movimento por ser o que para mim é mais chocante dado incidir sobre titulares com dificuldade de usar os meios mecânicos disponíveis no es­paço público. Mas também os levantamentos nos multi­ban­cos estão a ser colocados como alvo de comissões a curto pra­zo, em toda a rede bancária


Quanto dinheiro vai chegar ao fim?

O concerto transmitido em direto pela RTP1 no dia 3 de abril “mão dada a Moçambique” foi um excelente gesto para com o povo de Moçambique que se encontra em profundo sofrimento em virtude do grande ciclone que devastou todo o país, mas ao mesmo tempo converteu-se numa espécie de demonstração real de que a música contemporânea portuguesa e moçambicana se encontram vivas e de boa saúde. É bastante interessante e excitante ver quão bons talentos disparam na música portuguesa. Rapazes e raparigas, mu­lhe­res e homens exibiram uma noite repleta de música se­le­cio­­nada, comprovando desta forma o seu elevado pro­fis­sio­nalismo.
Nunca no passado conseguimos ver uma reunião tão feliz de música de extrema qualidade, mas sobretudo um renas­ci­mento tão autêntico de piano. Mais de duas horas voaram fren­­te aos nossos olhos. O programa demarcou-se ainda por acolher altas figuras representativas do Estado, encabeçadas pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, segui­do do Presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues. Presentes estiveram também os Embaixadores de ambos os países Portugal e Moçambique, assim como o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. Nas apresentações mu­si­cais que passaram por um palco animado eclético e dinâmico conseguiu verificar-se a reciprocidade e influências musicais de ambos os países, onde se partilhou sobretudo a língua oficial.




É possível amar um terrorista?

A perseguição religiosa toca a todos e é uma das que causa mais vítimas em todo o mundo, talvez porque o fanatismo religioso é o pior de todos. Curiosamente fala-se pouco no Ocidente da cristianofobia, que origina, provavelmente, a maior das perseguições. 


BICADAS DO MEU APARO

D. Sebastião caducou

Há quem acuse assiduamente, que “os portugueses têm a memória curta”. Não se pode concordar, de todo, com tal afirmação, pois basta que eu não a tenha para já não serem “todos”. Claro que há os distraídos, os desinteressados, os individualistas e os egoístas. Estes sim poderão usar o comodismo do “não é nada comigo!”
Realmente há quem pense, se preocupe, se sinta vilipendiado e, por isso vale a pena recordar asneiras e desvios eco­nómicos contra o país e em prol de interesses identificados, como sobejamente são conhecidos ao longo destas quatro centenas de anos.