50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Opinião

Liberdade religiosa – um direito em perigo

Há notícias que não são devidamente divulgadas porque podem acordar consciências adormecidas. A inércia dos possíveis opositores é favorável a políticas totalitárias, às quais interessa apenas o poder do estado ou de grandes grupos económicos.
Por fontes fidedignas, tive há dias conhecimento que a China, liderada pelo poderoso comunista Xi Jinping, decidiu proibir a transmissão de atividades religiosas pela Internet. Assim as missas, sermões, a simples divulgação de informação, fica sujeita a aprovação, a pedir com antecedência.
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A comissão da honra perdida

Nada indicava que a Igreja Católica em Portugal saísse tão rapidamente da letargia em que mora, há muito, sobretudo no que respeita a abusos sexuais de menores, praticados por um clero infantilizado e doentio. Das hesitações na assembleia plenária de Fátima, no dia 11 de Novembro, à mão determinada do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, bispo de Setúbal, em menos de um mês, a 2 de Dezembro, constituía o que parecia impossível: uma comissão independente e autonomizada da Igreja Católica.
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Marques Mendes comenta
Campanha de Partidos

O comentador da SIC disse que a Procuradoria-geral da República vai dar luz verde ao voto de eleitores que estejam em isolamento e considerou que, se Portu­gal não fosse “um país de ope­reta” a questão teria ficado resolvida antes da dissolução do Parlamento, com isolados a votar Sábado a restante população no Domingo. E deixou um aviso: os partidos têm de se despachar com as campanhas, porque a partir de 23 de Janeiro já se vota.
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A soberba coroação de uma vida profissional

Todos os anos os prémios nobel são distribuídos. Começam por uma específica ordem de entrega, as categorias da medicina e da fisiologia constam em primeira instância, segue-se a categoria da física e da química, posteriormente, vem o prémio da literatura e paz, por último o prémio da economia.
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Para onde caminha a humanidade

No dia 10 de dezem­bro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas, adotou a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” (DUDH), um acontecimento político de projeção mundial, criador do conceito de “digni­da­de humana”, que até aí não existia. Abalados pe­la barbárie da II Guerra Mun­dial, o consenso entre a comunidade mundial era de que a “Carta das Nações Unidas” assinada a 26 de junho de 1945 (no final da guerra), obrigatória para os estados-membros, não tinha definido suficientemente os direitos a que se referia as expressões - «liberdades fundamentais» e «direitos humanos”.
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Ninguém pode servir a dois senhores

É impossível servir ao mesmo tempo dois “senhores”. Es­ta verdade, tão familiar aos nossos ouvidos, negámo-la tan­tas vezes na prática.
Um silêncio consciente, perante um erro que não nos con­vém denunciar, ou simplesmente reprovar; o esconder por respeito humano, a nossa identidade religiosa, e tantas ocasiões em que a consciência nos faz sentir o desconforto da insegurança, são prova clara de que não sabemos, a que “senhor” devemos seguir.
No concelho de Vieira do Minho, com vasta área territorial e reduzida população o drama de serviço duplo, traz consequências nefastas, que deviam merecer a atenção de todos, estudo e avaliação de causas e consequências.
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BICADAS DO MEU APARO

O diabo, as sondagens e o caos

Já disse ene de vezes que advogo a social-democracia, apoiada e seguida por esse maior do pós 25/A/74, Francisco Sá Carneiro. Aprendi com este político (morto dentro de uma avioneta), que o socialismo não deu errado na vida dos povos ou das nações, mas sim que o socialismo é errado, continua errado.
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Um desabafo que me emocionou

A expressão emigrante, no ambiente vivencial das comunidades minhotas, na generalidade, incorpora um sentir de sofrimento, originado por uma partida forçada, que as frágeis condições locais a isso obrigavam. Quando li o texto de José Joaquim Marques Pereira, posicionado “em agosto de 1964”, publicado no jornal n.º 1139 de 01/11/2021, pág. 4, o meu consciente logo revisitou esses anos sessenta, tão dramáticos para as comunidades de baixos recursos, mas também para os jovens moços que se recusavam participar na guerra colonial. Portugal encontrava-se numa situação socioeconómica difícil, com índices de pobreza e de analfabetismos muito elevados, sem que da sua conjuntura emanassem expectativas de mudança no médio prazo.
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BICADAS DO MEU APARO

Infernizaram a geringonça. A sucata quando é enterrada?

Sou do tempo do Estado No­vo, de Salazar e da polí­cia política do Estado e da não obrigatoriedade de ir à escola para aprender a ler. Sou do tempo de se prestar vassalagem a quem usava fato e gravata. Sou do tempo em que sempre pouco tempo tive, de fugir a esse tempo. Mas fugi a esse tempo não pensante e velho.
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“O Hospital João da Torre…”

O tempo continua a avançar e, aos poucos, a actividade no Hospital de Vieira vai perdendo fulgor, desvanece… termina. Apontam-se razões, esgrimam-se ideias. Volto a olhar o meu dedo… Ah! Se o corte fosse hoje, lá teria de ir para o Hospital de Braga para ser suturado com seis pontos… parece mentira, mas é a triste realidade. Que incrível regressão, que falta de respeito por quem, um dia, ousou lançar a primeira pedra desta monumental obra!
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