Opinião

“Repensar o Natal…”

Logo que o Presidente da Re­pública alertou para a necessidade de repensarmos o Na­tal, apareceram nas redes sociais os inauditos pensadores a inflamar negativamente as palavras do Professor Marcelo.
“Aqueles que hoje vos pedem para repensar o Natal em família, foram os mesmos que aprovaram a festa do Avante. Nas próximas elei­ções repensem o lugar de­les!” Esta foi a frase, ambí­gua e populista, que se tornou arma de arremesso contra o PR e o Governo, e que me­receu imensas partilhas nas redes sociais. Uns parti­lhan­­do por partilhar; outros partilhando para obtenção de apoios políticos, sabendo da fragilidade e do medo em que a sociedade está mergulhada, face a esta pande­mia. Puro oportunismo!
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Formação política

A sociedade em geral, carece de formação política.
O desenvolvimento humano, não progrediu duma forma harmoniosa e isso é constatado em muitos aspetos do nosso quotidiano. A dona de casa dos anos sessenta, pensaria no início da semana na possibilidade de variar o me­nu das refeições, verificando o que restava na dispensa e o que precisava comprar. Hoje está dispensada desse cuidado, pois passará no supermercado e trará algo cozinhado, precisando apenas de colocar a refeição que outros prepararam no micro ondas, e aguardar uns minutos.
Este adaptar fácil, acabou por se tornar norma para mui­tas coisas. Até para o agir “politicamente”, serviu.
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BICADAS DO MEU APARO

Bazucas e morteiros

Recordo que no tempo anterior ao vinte e cin­co do quatro, os Bancos portugueses faziam emprés­ti­­mos, desde que os clientes oferecessem garantias. Exigiam saber para que era o dinheiro e os clientes apresen­ta­vam orçamentos de valor su­­perior ao empréstimo ou igual. Ora o Banco cuidava-se, segurava-se. Da mesma for­­ma o Estado, ou melhor, os Ministérios, quando tivessem de fazer obras e remodelar mobiliários nos serviços, era exigido ao responsável dos serviços que fizesse rela­tó­­rio das renovações e apre­sen­tasse três orçamentos de empresas diferentes para que o Ministro aprovasse ou não as despesas a efectuar.
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“Comíamos só pão e sopa, mas éramos muito felizes”

Em tempos de pandemia, quando grassa a dor, devemos ce­lebrar a vida: homenagear os centenários vieiren­ses. Um tra­balho que escava o passado, resgatando memórias, e desta­pa o futuro, vis­lumbrando a esperança.
Conversas com seis pessoas centenárias enriquecem a nossa vida. São pessoas com história e sabedoria. Os seus momentos inesquecíveis são enriquecedores e as expressões são con­ta­giantes. Tudo isto merece ser elevado, e che­gar a todos.
Do Mosteiro a Ruivães, pas­sando pela sede de concelho, Agra e Salamonde, saltam histórias que marcaram famílias e abarcaram a vida das próprias comunidades.
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A revolução mais urgente

A sociedade submeteu-se de tal forma a poderes auto­crá­ticos, que emudece perante os ataques à sua história, aos valores culturais (morais e religiosos), que du­rante sé­culos formaram a sua identidade.
A grande maioria dos povos, rejeita leis impostas pelos seus governos por não respeitarem “Direitos Humanos”, mas não se revolta, tal é a “hipnose”, a que foi sujei­ta.
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BICADAS DO MEU APARO

Corruptos e meliantes

No tempo em que até havia vergonha em pronunciar a palavra corrupção, diga-se com verdade, os poucos corruptos de então passavam despercebidos. O po­vo até ia dizendo: “não têm to­da a culpa por estarem on­de estão, pois a ocasião faz o la­drão”. Mal, o grande mal, é que não se sabe por que razão, a partir de certa altura em cor­ru­ção (comportamento), muito se desmoronou: os meliantes actuais, com esta forma de viver, devem ter esquecido o peso daquela palavra, por que banalizaram o seu comportamento - econó­mi­co, sacando o que é de todos.
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Aprofundar o conhecimento religioso local

A notícia sobre a Tese de Doutoramento intitulada “O Culto a São Bento da Porta Aberta” como fator de desenvolvimento local e regional, de António José Ferreira Afonso, pu­­bli­cada na página 4 do jornal Ano XLVIII, n.º 1114 de 1-10-2020, ainda que situada numa breve descrição, captou a minha atenção pela particularidade da sua abrangência cultural, teológica, social e intelectual. São Bento da Porta Aberta é uma das principais referências religiosas locais, com um simbolismo espiritual e sobrenatural ancestral, transmissor de fé, esperança, um protetor de muitos. As gerações cujos crescimento foi acompanhado por práticas de culto a este Santo, a quem as famílias em situações críticas pediam ajuda, a forma como sobre ele se expressavam e o visitavam, permitiu mantê-lo ao lado de todos. Nestas con­dições a região é envolvida por uma áurea mística transcendental, que se expande para fora de si, chamando a ela os seus seguidores e muitos outros.
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“Parem o Mundo que eu quero descer!”

O nome Joaquin Salvador Lavado dirá pouco a muitos mas muitos serão aqueles que sabem quem é o cartoonista Quino, e ainda muitos mais quem é a cé­le­bre e inimitável personagem de banda desenhada por si criada – a Mafalda. Cria­da nos Anos 60 e imagi­na­da inicialmente para um anúncio publicitário entre­tan­to descartado, a Mafalda - ou Ma­fal­­di­nha, como também é conhecida - depressa se tornou uma personagem de banda desenhada invul­gar revelando-se uma im­pro­­vável co­men­tadora de atualidade política sobre temas como a liberdade, os di­rei­tos humanos, a luta de clas­­ses, o capitalismo ou o co­­munismo. Mafalda é apenas uma menina argentina de seis anos de idade e pro­tu­berantes cabelos pretos mas com uma personalidade muito singular donde sobressai um humor cor­rosivo e perspicaz que sempre utili­za para questionar no seu tem­po uma realidade social e política que, infelizmente, ain­da continua atual.
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Amor ou ódio

Penso não haver uma situação intermédia. Ou amamos ou odiamos.
E se, inseguros, intercalamos a indiferença, é sinal de não estarmos dispostos a ir ao fundo da verdade.
Se nos habituamos a examinar os sentimentos mais íntimos, que inspiram comportamentos e decisões, não só adquirimos uma maior confiança em nós mesmos, como nos tornamos mais compreensivos e justos com os outros.
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‘Cidadania’… tendencialmente homofílica?

A gora que vão ser retomadas as aulas, num novo ano letivo, há questões que continuam a ocupar os responsáveis da educação dos alunos, que são (ou devem ser) os pais.
Circulam na internet dois ‘manifestos’ sobre a disciplina de ‘Cidadania e desenvolvimento’ a favor ou contra o direito de objeção de consciência sobre o assunto.
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