50 Anos Jornal de Vieira  1972 - 2022

Opinião

Os meus Amigos hereges

Todos gostam de ter amigos, de amar e sentir que são amados.
A falta de amor, desumaniza-nos.
A atenção que damos ao conhecimento dos nossos mais ín­timos sentimentos como o amor, ódio, simpatia ou rejeição, deve ser igual ao conhecimento, em crescente aprofundamen­to, que devemos devotar às “certezas” que defendemos.
Se não temos esse cuidado, estamos sujeitos a cair em he­resias, com muita facilidade.
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BICADAS DO MEU APARO

O 25 de Abril em 2022

Sabe bem recordar o 25 de Abril de 1974. Durante a noite os militares movimentaram-se. Os rádios gritaram. O povo nas primeiras horas do dia estupfactizou-se. Os comunicados choveram a cada cinco minutos e os cães ui­va­ram. Passava nas rádios a Vila Morena. Os p.i.d.e.s eram agarrados e os presos das cadeias, soltos ficavam. Todos ia desconhecendo a balbúrdia e, assim, aconteceu o “glorioso 25 de Abril”.
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Em cachos

Não gostamos de ser usados, evitamos os lugares onde somos tratados como objectos, gostamos de fazer aquelas coisas em que podemos deixar a marca da nossa personalidade. Um trabalho que pudesse ser feito igualmente por uma máquina não nos enche as me­didas, ainda que sirva para nos dar a subsistência.
Somos pessoas e preferimos que nos tratem de acordo com isso.
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Depois do volfrâmio…

Em meados do século passado, a região de Barroso e por acréscimo Campos, Lamalonga, Ruivães e outras localidades limítrofes, viveram um “Eldorado” com a exploração do vol­frâmio, minério que se tornou num autêntico “ouro negro”.
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O potencial turístico da EN 103 no lugar da Rechã

A freguesia de Caniçada, outrora sede do concelho de Ribeira de Soás, de 1515 até 1834, tem o privilégio do seu território ser atravessado por duas estradas na­cionais, as EN 103 e EN 304, ambas amplamente utilizadas por habitantes dos concelhos vizinhos e, sobretudo, como eixos rodoviários percorridos por muitos turistas.
Se na EN 304 os espaços para os automobilistas estaciona­rem são exíguos e o trânsito volumoso, o mesmo já não se ve­rifica tanto, felizmente, no traçado na EN 103, entre as Cerdei­rinhas e o limite do concelho.
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‘25’… de abril ou de novembro… ou ambos?

O dia ‘25’ tem sido alvo de disputa nalguns meios: uns querem que seja realçado em exclusivo o ‘25 de abril’ de 1974, enquanto outros preferem que seja celebrado o ‘25 de novembro’ de 1975. Nesta exclusão estão subjacentes ideários político-ideológicos nem sempre conciliáveis. No entanto, uma outra fação não-tão-pequena-assim considera que as duas datas podem e devem ser articuladas, pois se complementam…
Tinha quinze anos e três meses, quando aconteceu o ‘25 de abril’ e dezasseis anos e onze meses, por ocasião do ‘25 de novembro’… recordo-me, por isso, mesmo que em cir­­cunstâncias específicas, de tais momentos da nossa vida so­cial, política e cultural.
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As “raízes” do Sr. Reis (SEGUNDA PARTE)

Com 18 anos de idade, decorria o ano de 1952, começou a trabalhar na limpeza da floresta, na Serra da Cabreira, on­de ganhava, por dia, 18 escudos. Este trabalho não du­rou muito, uma vez que o padrinho arranjou um emprego mais bem pago e, assim, avançou para a freguesia de Sa­­lamonde, onde estavam a construir a barragem.
No novo destino, trabalhou na zona das escombreiras, até uma tragédia fazer estremecer a sua vida. No dia 4 de Ou­tubro de 1952, presenciou um grave acidente de tra­ba­­lho e uma ambulância arrancou em direcção ao Porto, para examinarem o amigo Manuel José Gil de Bárbara, no Hospital, mas não chegaram ao destino. Manuel sucum­biu, nas proximidades de Vila Nova de Famalicão; a ambulân­cia inverteu a marcha e o Sr. Reis foi o mensageiro da fa­talidade à família.
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Amnistia internacional 60 anos de serviço humano

Quem lê, ouve e vê regularmente as notícias sobre a nossa vida quotidiana, em todo o mundo, encontra nos eventos da atualidade, inúmeras vezes, pro­fun­das reportagens sobre instituições, cuja missão é a de proteger os “direitos humanos.“ O caleidoscópio de temas es­petaculares suscita a intervenção de todos os sectores, on­de os direitos humanos importam ou, ao menos, vêm in­cluídos em ameaças ou ofensas a esses mesmos direitos. Esta instituição varia, de acordo e singularmente, com a pa­la­vra “internacional“, configurando títulos diversos, onde ela aparece recorrentemente no cenário da imprensa mundial.
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Distribuição de esmolas

Segundo comunicação oficial, cerca de 1 milhão e 400 mil pessoas, 15% da população portuguesa a beneficiar da tarifa social da eletricidade vai receber no mês de abril, €60 de auxílio para fazer face ao aumento do custo de bens essenciais, adiantando que, também as que cumpram os requisitos de prestações sociais mínimas têm direito a €10 durante três meses. Sendo uma intenção que se poderá con­siderar de significativa oportunidade, não deixa de preo­cu­par, considerando o indicador da sua abrangência, o que nos situa num nível de pobreza significativamente acentuado. Dos 27 países da União Europeia Portugal acaba de ser posicionado no sétimo país mais pobre.
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BICADAS DO MEU APARO

Loucos e tolos

A língua portuguesa é riquíssima. Tem, por exemplo, as palavras doido, maluco, louco, que são sinónimas. Nelas não cabe a palavra tolo. Enquanto, que nas palavras citadas são gente que “perderam o uso da ra­zão”; do tolo - diz a nossa língua - trata-se de “vadio”. Pelo que, então podemos dizer “os vadios inventam as modas e os que perderam o uso da razão seguem-nas de perto”.
Não sou grande trunfo a português, nem aprendi os saberes de Coimbra, mas te­nho a tarimba. Procuro fazer-me entender, mesmo que num português-suave. Assim sendo, quanto ao que sei, o louco é aquele que descarrila no habitual modo de pensar e de agir. Tanto defende hoje o Benfica, como amanhã defende o Braga e ataca aquele, depois.
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