Opinião

Até os da casa ficaram surpreendidos

A feira do fumeiro de Mon­­ta­legre realizada de 24 a 27 de ja­neiro excedeu as expectativas locais a ponto da comunica­ção social adiantar que “até os da casa fi­caram surpreendidos”. Com cerca de 50 mil visitantes e uma receita de 5,7 milhões de eu­ros, quando a previsão se situava em menos de metade é, de facto, motivo de orgu­lho, mais ainda por se tratar de uma zona do interior serra­no, com um clima agreste nes­ta época do ano e com um am­biente cultural bem dife­ren­te do que prolifera no litoral urbano, onde habitará a generalidade dos visitantes.
Poderá parecer de certo mo­­do estranho fazer uma abor­­­dagem textual sobre o as­sunto, porém, foi precisamente o sucesso do que ali se passou que me levou a olhar a realidade e a refletir so­bre ela. Este exemplo deveria servir para mostrar aque­les que dizem que o inte­rior não tem saída, que de fa­cto não será bem assim, ao que estará implícito ser dirigi­do por pessoas conhecedoras, com capacidades de pla­nea­mento e de organização e com vontade de dar o seu me­­lhor, isto é, de trabalhar. O su­cesso conquista-se, mas pa­ra lá chegar há um longo ca­mi­­nho, incerto e sinuoso a per­­correr.


Cartas ao director

Universidade Sénior

A sociedade está a mudar. Os jovens saem do país, a ter­ra rural fica despovoada. A população está a envelhecer. Os que ficam, ainda com vi­talidade, querem fazer coisas boas, sensatas, e querem companhia.
O sentimento social de ou­tros tempos de estar envolvido com pessoas próximas e vizinhos e de preservar as tradições, ainda está vivo na ge­ração mais velha. É im­por­tante transmitir esse sentimento aos jovens.
Os portugueses têm orgulho da sua cultura e, na minha opinião, têm toda razão.


Quando Costa diz que foi “o meu Governo” que mandou fazer auditoria à CGD é para rir

Foi com ele -Costa- que a oligarquia socrática meteu a mão na massa. Sim, foi com ele. Vamos ler:
Até 2007, era ministro de Estado e segundo na hierarquia socrática, António Costa. Nesses anos, foram co­me­tidos os grandes assaltos à CGD: créditos, de centenas de milhões, a Joe Berardo – con­tra hipoteca, a colecção com o seu nome… que já es­ta­­­va, vejam a coisa recam­bo­lesca, sob “protocolo do Esta­do” – empréstimos para as­sal­tar, controlar o BCP, em comandita com o então Banco Espírito Santo; crédito po­lí­tico à La Seda a Artlant, de centenas de milhões, PPPs ruinosas e o empréstimo ruinoso ao Vale do Lobo, pelo recluso Vara.


BICADAS DO MEU APARO

Estranha liberdade

Passados que são, mais de quarenta anos de democracia em Portugal, a palavra liberdade, entrou alegremente na mente dos portugueses. Anunciou-se liberdade em todos os cantos e, que bom que foi. Nos Partidos políticos, isso, era mote pa­ra qualquer tema. Recordo, que Álvaro Cunhal e o seu PCP, inimigos figadais da democracia, apregoavam as “amplas liberdades”. Todavia, se se pode dizer que é desejável que todos os povos devem viver em liberdade, com direito de opinião e devidamente responsáveis pelas atitudes que pra­­ticam, é verdade também que muitos, não sabem usar a li­berdade, não a entendem.


Prevenção de incêndios

Na sua habitual demagogia, disse há dias o senhor Pri­meiro Ministro, que temos que prevenir no Inverno os fo­gos florestais do Verão. A ideia é óptima, mas como An­tónio Costa? Fazendo o que o seu Governo faz, deixando ao completo abandono as suas florestas?
Vossas Ex.cias, todos os po­líticos, e não apenas os do seu partido, esvaziaram as al­deias, incentivando as populações a viver nas cidades e a emigrar para outros países, pela incapacidade políti­ca de criar condições de vida aos jovens, iguais às que en­contram nos países onde não há corruptos, com os vícios que vemos por cá, que im­pedem o país de progredir verificando-se por isso que hoje uma população en­velhecida, doente, sem animais que eram antigamente o maior factor de limpeza das ma­tas, como vai um casal idoso limpar essas florestas? E mais ainda Sr. Primeiro Ministro! Ainda que esses idosos pudessem pagar esse serviço, não têm a quem, por­que os pouquíssi­mos jovens que há acomodam-se com o RSI, e a esmola que o Estado dá a esses idosos, a que V.ª Ex.cias chamam pensões de reforma, não lhe chegam para medicamentos.


BICADAS DO MEU APARO

Que gente é esta que governa?

Concorda-se facilmente que o povo português está mais culto politicamente, que antes do início da terceira República e se tem mantido até esta quarta República, ini­ciada com o golpe eleitoral de António Costa. É que o povo foi obrigado a ser bom observador, a ser minima­men­te pen­sador, para poder julgar junto das urnas de voto. To­da­via, acrescente-se, que es­ta quarta República pode não garantir, novamente, a vontade eleitoral do povo em próximas eleições, uma vez que Portugal vive sob o gar­rote du­ma Gerin­gon­ça, por golpe aos resultados dos votos em 2015, por António Cos­­ta, conjuntamente com Bloquistas e Comunistas que não gastam democracia.


(In)capacidade de acolhimento

Têm-me ajudado muito os meus amigos virtuais. Uma par­tilha, um comentário, tantas vezes chega na hora precisa de arrumar uns tantos pensamentos, estabelecendo pontes, clarificando ideias.
Comentando a pressa com que correm as pessoas, um Amigo lamentava que chegava a impedir ou desvirtuar a despedida. Concluiu com uma frase que me deixou a pensar: «Um dia nem saudades temos – pois não temos tempo de nos querermos bem».
Que responsabilidade tão grande esta de nos querermos bem! Talvez a reconheçamos mas nem paramos para pensar e descobrir o que podemos fazer para acolher bem quem está perto, quem chega de longe, quem acaba de se libertar, e precisa duma mão amiga que evite novo isolamento.
Que esperam os jovens duma sociedade envelhecida em idade e em ideias?


“Polipoluição”– poesia pitoresca entre papel e plástico

Os World Travel Awards distinguiram Portugal em 2018 na categoria como melhor destino de férias do ano de 2017, con­­tudo esta distinção pode muito bem cair por terra se o pro­­blema da limpeza e do lixo não ficar resolvido, de forma efetiva e duradoura.
Decidimos escolher três regiões a fim de fazermos uma aná­lise certa, controlando para o efeito a situação dos con­ten­­tores públicos, a situação nas ruas, nas praças e nas estra­das fora das cidades e aldeias.


Suportação, paciência e mansidão!...

Assim como há remédios caseiros, que nos aliviam e até curam, há conselhos de tão fácil compreensão que uma vez aceites, podem ajudar-nos a viver melhor.
Há dias recapitulava a terceira Exortação Apostólica do Papa Francisco, sobre as características da santidade. No nº 112, o Papa sugere-nos a suportação, a paciên­cia e a mansidão como atitudes ou virtudes imprescindíveis para atingir a felicidade a que fomos chamados.
Quando tentamos analisar os nossos atos ou compre­en­der as atitudes dos outros, verificamos a influência do in­dividualismo na nossa maneira de pensar ou proceder. Curiosamente, se é necessário assumir a responsa­bi­lidade de atos, defender um direito ou uma nobre causa, desprendemo-nos do sentimento de segurança tão fa­miliar do “orgulhosamente só”, para formar o grupo, a ba­se de apoio, firmado no princípio de que “a união faz a força”.


Abuso do poder

“O Estado actual é especialista em inverter a ordem das coi­sas: ele, que é subsidiário da sociedade, está a fazer des­ta a auxiliar – tolerada, para já – dos seus tentáculos.” (VP, 28/11/2018)
O Estado goza do poder soberano. Não recebe ordens de nenhum poder externo e, a nível interno, está acima das insti­tui­ções que enquadra no seu ordenamento jurídico. Mas se a soberania implica o respeito pelos outros Estados, também exige que suas leis respeitem a identidade e o carisma das instituições.
Quando os Órgãos de Soberania e seus funcionários se julgam senhores absolutos, o poder, embora democrático na origem, torna-se totalitário no exercício. Daí, o abuso do po­der. Um exemplo…