Opinião

A crise na Paróquia

Desafiados a uma Conversão Pastoral, as comunidades paroquiais, devem preparar-se para realizar a missão evangelizadora da Igreja.
Ao conhecer o documento da Congregação para o Clero, com data de 29 de Junho de 2020, refletindo sobre a vi­­da real das nossas paróquias, reconhecemos a oportuni­da­de duma reflexão.
Quando se fala em crise da sociedade ou da Igreja, as pes­soas olham imediatamente para cima. Há crise econó­mi­­ca? – Com outro governo… era capaz de nem haver!... Há crise na Igreja? Logo se pensa no Papa, nos bispos, nos sacerdotes.
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Lítio a solução para salvar o ambiente

A “eletromobilidade” faz parte íntegra da nossa vida con­­temporânea. No top ilustre desta nova estrutura social figura o automóvel elétrico. Todos os produtores de carros no mundo precisam, para a respetiva fabricação, de baterias em imensas quantidades de lítio, cobalto e man­ga­nésio. Mas a exploração destes elementos minerais não é fa­vorável para o ambiente. Re­giões de produção de lítio em países como p.e. a Bolívia, o Chile ou a Argentina perecem à vasta expulsão de muitas vidas humanas, assim co­mo à destruição da natureza. A imprensa internacional fala de “um outro lado segurís­si­mo” nesta revolução moderna de energia necessária à vi­da em constante mutação, ao quotidiano.
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BICADAS DO MEU APARO

O bofetão

Afirmei em várias crónicas que os mercenários são a diarreia dos ditadores e hoje acrescento que os ditadores são a obstipação da democracia. Nestas últimas semanas, dando férias ao meu “eu”, pude verificar o tanto que de mau se passou no país e o nada de bom que teve.
Continuam os portugueses com os medos: desemprego nos jovens e noutros de todas as idades. Comércio em tanga, a industria também, os transportes são o caminho da tumba, a dívida do país não tem travões, o ensino rabeia para caçar a cauda e a saúde está em coma.
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BICADAS DO MEU APARO

Imbecis que pensam guiar cegos

Desde o início da desgraça actual entre a Humanidade, que assusta o mundo, que o adoece e que tem levado tantos milhares para o ventre da terra, ninguém tem dúvidas: o mundo não estava preparado para derrubar tal monstro aparecido nesta segunda dé­ca­da do século XXI. Daí as di­ver­sas opiniões, os diversos caminhos sugeridos, as sempre esperanças diárias, as diversas indisciplinas compor­ta­mentais na sociedade e a sempre falta de gente que pou­­co sabe do assunto e que muito deveria saber.
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Também a lagarta

Também a lagarta, um dia, compreendeu que tinha de se encerrar. Parecia inevitável: havia uma força que estava em todo o lado e crescia também, fibra a fibra, por dentro dela.
Todas as outras lagartas es­tavam a fazer a mesma coisa.
Ela mesma construiu o seu ca­sulo, sem vontade, lentamente. Era o fim. Ia perder tu­do: aqueles festins de folhas tenras, o orvalho e as bri­­­sas, as longas caminhadas de uma extremidade do ramo até à outra.
E havia algo de raiva nos ges­tos com que, fio após fio, se amortalhava.
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A Igreja da Crise

Estamos cansados de ouvir referir “a Crise da Igreja”. Curiosamente damos con­­ta que é aos que abando­na­ram a Igreja, ou dela nunca fizeram parte por adesão li­vre e consciência esclare­ci­­da, que o assunto mais ocupa ou preocupa.
Encaro o assunto duma for­ma inversa. Num mundo em crise global, onde são pos­tos em causa princípios éticos, morais, comportamentos sociais, que a Igreja defende, precisamos ser farol, duma sociedade sujeita a forte e tumultuosa tem­pes­­tade de conceitos e ideias perversas.
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Expurgar mundanismo das festas religiosas

Parece ter chegado a hora, tão ansiada e necessária: por ocasião da pandemia de ‘covid-19’ a maioria das festas reli­giosas foram suspensas’– pelo menos na forma mais comum e habitual – e muitas outras um tanto reformuladas à mistura com a possibilidade de corrigir tantos dos erros que fomos somando…
Vou contar uma experiência vivida por estes dias.
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“A nova realidade…”

Por muito que nos custe, todos temos de aprender a viver com a nova realidade. Uma realidade que nos foi imposta por este novo vírus, que, num ápice, virou o mundo do avesso e o tornou num verdadeiro pandemónio!
Ninguém estava preparado para o enfrentar. Nem a China, onde começou, nem o resto do mundo. Os primeiros devido ao efeito surpresa e, qui­çá, a alguma negligência e desinformação; os restantes porque não deram a devida importância a um “bicho” que estava muito longe, esquecendo-se que o mundo de hoje não tem fronteiras e as deslo­cações de pessoas acontecem a um ritmo vertiginoso, rasgando todos os paralelos e me­ridianos do globo.
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BICADAS DO MEU APARO

Festas, futebol e fífias

O Sr. Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, gar­bo­­samente, declarou há dias que os portugueses são “um exemplo mundial no acolhimento”. Eu, que já vou a caminho dos cem anos, sempre me apercebi de sermos um povo que sempre bem recebeu, sempre bem acolheu e sempre bem tratou grupos ou quaisquer individuais que se nos dirijam e que connosco quei­­ram viver. Não é por acaso que desde sempre fomos fortes no Turismo e que somos escolhidos para estrangeiros fazerem de Portugal a sua (deles) segunda habitação. Contrariamente, se bem acolhemos, no momento presente vários países nos expe­lem oficialmente devido aos actuais resultados no combate à pan­­demia.
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