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POBREZA

Com cerca de 2 milhões de pobres Portugal “nunca teve tão poucos” mas não entre os idosos

          
POBREZA

A taxa de pobreza em Portugal, segundo os últimos dados (7/12/18) do Instituto Nacional de Estatística diminuiu e é na pobreza infantil que se notam progressos mais expressivos. Mas há grupos onde as melhorias tardam a chegar: desempregados, idosos, reformados, entre outros.


Nunca em Portugal houve tão poucos pobres. Ainda assim, 17,3% da população está em risco de pobreza, menos um ponto percentual do que no ano anterior. Ela atinge menos as crianças. O número de trabalhadores pobres também desceu. E os indicadores gerais de desigualdade baixaram. Desde 2003, quando foi pela primeira vez publicado, que o Inquérito às Condições de Vida e Ren­­­dimento, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), não mostrava dados tão positivos em vários destes indicadores. Mas, apesar de as subidas terem sido pequenas, não se pode dizer o mesmo da população idosa, cujo risco de pobreza geral aumentou, ou dos reforma­dos.  Nes­­te grupo, a taxa de pobreza aumentou um ponto percentual.
De acordo com o INE, a taxa de risco de pobreza em 2017 corresponde à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos inferiores a 5610 euros anuais, o que equivale a 468 euros por mês. Consi­de­ra-se que está em risco de pobre­za quem, após as transferências sociais, co­mo abonos e subsídios, por exemplo, vive com rendimentos abaixo desse limiar. 
Neste conjunto, segundo um artigo de Manuela Silva, na revista Mensageiro de Santo António, de cerca de dois milhões de pobres, encontram-se com maior frequência relativa pessoas idosas e crianças e comparativamente, mais mulheres de que homens. Entre a populaça activa em situação de pobreza material, avultam os desempregados de longa duração ou com emprego precário. Acresce que 11% do conjunto dos pobres segundo este critério estão empregados e auferem salários.

Pobreza infantil
Dos indicadores mais positivos de 2017 destacam-se os da pobreza infantil. Primeiro: fazendo uma análise por grupo de famílias, foram os agregados com crianças dependentes que viram o risco de pobreza diminuir mais, passando de 19,7% para 18,1%. Segundo: a maior descida — de 9,8 pontos percentuais — deu-se nas famílias com três ou mais filhos, o grupo que tem mais dificuldades entre toda a população. Em 2016, 41,4% das famílias numerosas viviam com rendimentos abaixo do limiar de pobreza; no ano passado eram 31,6%.
2018-12-13


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