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Novos preços, salários e pensões em 2020

          
Novos preços, salários e pensões em 2020

Combustíveis, rendas, comunicações, carros, bebidas, pão e água estão entre os bens e serviços cujo preço ficou mais caro em 2020, enquanto o preço da eletricidade desce 0,4% e o salário mínimo sobe para 635 euros.


O novo ano de 2020 traz vá­rias mudanças nos preços. Das rendas ao Imposto Único de Circulação, há vários bens e serviços que aumentam o preço, face ao aumento dos impostos, imposto pelo Orçamento do Estado, que pela primeira vez na história da democracia, apresentou um exce­den­te orçamental. Mas tam­bém há descidas, como é o caso da electricidade e da eliminação fraseada da taxa moderadoras de saúde, continuando em vigor as taxas nas urgências.
O aumento do preço de 0,07€ da gasolina e gasóleo ficou a dever-se à directiva comunitária que impôs a incorporação de biocom­bus­tí­veis. Quando se abastece o automóvel com gasolina ou gasóleo, uma pequena percentagem é biocom­bustível, que era de 7% e este passou para 10%.
O sector imobiliário foi o que registou mais mudanças e maiores subidas, tendo o IMT subido aos 7,5% pa­ra o novo escalão de prédios ou fracções autónomas de prédios urbanos destinados à habitação com valor acima de um milhão de eu­ros. Já para os terrenos destinados à construção, e que não estejam a ser utilizados, a taxa de IMI, (em Lisboa) sofre o agravamento de seis vezes mais a “taxa normal” paga em 2019.
Ainda no lado das subidas, o destaque vai para as be­bidas alcoólicas e as não-al­coólicas com mais açúcar, assim como para o tabaco. No caso do tabaco aquecido passa a pagar imposto es­­­pecífico, fixado em 0,0837 por grama e mais 15% sobre o preço final. Con­tas feitas, o preço final de­verá ficar por 5,50 €.
O aumento também vai acontecer com as rendas das casas. Os contratos de arrendamento para habitação que prevejam uma atua­lização anual do valor das rendas vão ser alvo de uma subida de 0,51% no valor a pagar mensalmente, o que representa menos de metade da subida de 2018, que foi de 1,15%.
Nos carros, o Imposto Úni­­co de Circulação fica mais caro em 2020. Apesar de não ter havido uma alteração profunda nas tabelas, o Orçamento do Estado deverá ditar uma atualização das taxas ao nível da inflação.
A título de exemplo, um au­tomóvel a gasolina com até 1.250 cavalos passará a pagar uma taxa de 29,39 euros pela componente da cilindrada, acima dos 29,30 euros de 2019. No caso da componente de CO2, considerando a emissão até 120 gramas por quilómetro, o va­lor passa de 60,10 para 60,28 euros. Os coeficientes de idade, não se alteram, man­tendo-se em 1,15. Já o adicional ao IUC, que recai sobre os automóveis com motores a diesel, mantém-se.
Já as mensalidades dos pacotes de telecomunicações ficam mais caras para os clientes da MEO e da NOS, devido à atualização de preços ao nível da inflação, tendo como referência uma taxa de 1% para 2020.
A eletricidade vai ficar 0,4% mais barata para os clientes domésticos do mercado regulado. Esta descida representa uma poupança de 18 cêntimos numa fatura média mensal de 43,9 eu­ros. Para os clientes com tarifa social, a poupança de­verá rondar os 11 cênti­mos nu­ma fatura mensal de 27 eu­ros, que já integra um desconto social mensal de 17,78 euros.
Para 2020, também está prevista a eliminação fa­sea­da das taxas moderadoras na saúde, começando pelas con­sultas nos centros de saú­de. Todavia, as taxas mo­deradoras nos serviços de urgência serão manti­das. Será criada uma taxa que penalizará as embalagens de comida de uso único (take away) semelhante à que já existe para os sacos plásticos.

Subidas nas pensões, salários, prestações sociais e subsídios de desemprego

Tudo isto será acompanhado por aumentos do salário mínimo, em 35 euros por mês, passando dos 600 para os 635 euros, e dos salários da Função Pública, no valor de 0,3% para todos os funcionários públicos.
Para os casais com filhos, haverá mais subsídios de desemprego. A proposta de Orçamento do Estado para 2020 prevê um aumento de 10% para casais com filhos, em que ambos estejam desempregados. O subsídio so­cial de desemprego também vai aumentar 2,44 eu­ros por mês para quem vive sozinho e 3,05 euros por mês para quem tem família, num novo mínimo de 438,­8€ e um novo máximo de 1097€.
Já para o complemento solidário para idosos, o or­ça­mento da Segurança Social prevê um aumento anual de 188,85 euros, ou seja, cerca de 15,7 euros por mês.
No que toca ao aumento das pensões previsto na lei, será de 0,7% para as reformas até 877,6 euros e de 0,24% para as reformas entre 877,6 euros e 2.632,8 eu­ros. As reformas acima deste último valor não terão qualquer aumento. Já a idade normal de acesso mantém-se nos 66 anos e cinco meses, enquanto passa a ha­ver um corte ainda maior, por conta do chamada factor de sustentabilidade e que sobe dos actuais 14,67% para 15,2% para as reformas an­tecipadas.
2020-01-14


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