Diversos

“Pedaços de Vieira…”

          

De pescoço esguio, a chaminé erguia-se sobre os telhados e barracões da unidade fabril, bem como, sobre o amontoado de toros, que ali ganhava forma de tábuas de soalho, de forro, ripes, barrotes etc., sendo que, lá do alto, vi­giava a pacatez da Vila de Vieira, esta linda concha aninhada aos pés da Cabreira.
Plantada à entrada da Vila, para quem vinha dos lados de Braga, a velha fábrica de serração, anunciava o começo do arruado vieirense, que dali rasgava o coração da Vila. Refiro-me, naturalmente, à Fábrica do Almeida!
Ali, intra-muros, zuniam as serras que, à força do vapor da cal­deira, cortavam e aparelhavam a madeira; brandiam os ma­chados que, à força de braços, descascavam os longos to­ros; nasciam castelos de madeira, amontoava-se o serrim etc.


Um enxame de trabalhadores cirandava por ali, nas diferentes tarefas, para que as tábuas aparelhadas, as tabuinhas, os barrotes etc. fossem tomando forma, sob o olhar, ma­nu­sea­me ...

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