O céu cerúleo, limpo, brando...
O vento manso, quase ausente,
O sol, tímido e morno, afagando
Os corpos das árvores que, numa vergonha aparente,
Se desnudam dos últimos farrapos
Que, melancolicamente, vão tombando;
É o Outono que, esquálido, quase nu e indigente,
Adormece sob uma manta de trapos
Numa cama de húmus onde se deita.
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Áspero, frio, molhado... surge um velho
Que no seu capote negro, às vezes esbranquiçado,
Vem, passo a pas ...
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