Do Cávado ao Ave

LOUREDO

Cinquentenário da Senhora de Fátima

          
LOUREDO

A comunidade paroquial da freguesia de Louredo es­te­­­ve em festa, no último do­min­go de Julho, para celebrar, digna e solenemente, os cinquenta anos da construção da capela da Senhora de Fátima, no Outeiro das Coroas, inaugurada pe­lo arcebispo D. Francisco Ma­ria da Silva em 26 de Ju­lho de 1970.
Se a inauguração teve di­rei­to à presença e benção do pre­lado da Arquidiocese, tam­bém a celebração do cin­­­­­­quentenário contou com a presença do arcebispo Primaz de Braga, não fosse D. Jorge Ortiga, colega de curso do pároco de Louredo da Ri­­beira, de Cova, Ventosa e Ta­buaças, o Pe. José da Silva Alves.


Assim, pelas 15,00h da tarde do passado dia 26, D. Jorge Ortiga presidia à Eu­ca­ristia de acção de graças, no “Santuário da Senhora de Fátima”, concelebrada pe­­lo pároco de Louredo, pá­ro­co de Guilhofrei, arcipres­te, e vic-arcipreste de Vieira do Minho.
À homilia, o arcebispo recordou a história desta ca­pe­la, uma inspiração do pá­ro­­co Pe. Manuel Matos, nas­cida em 1942, nos 25 anos das Aparições de Fátima. Citando as palavras do Papa Francisco na sua visita a Fá­ti­­­ma em Maio de 2017, D. Jorge afirmou: “Temos Mãe. Desde que nascemos, fo­­mos ensinados pela nossa mãe e, desde as coisas mais pequeninas, tudo fomos recebendo da sua mão e da sua boca. Na verdade a mãe ensina e procura comunicar aos seus pró­prios filhos, colocando-os diante de Nossa Senhora para escutar que ela nos ensina. No silêncio e quando rezamos o terço, Maria repete o que disse em Caná aos que esta­vam de serviço: Fazei tu­do o que Ele vos disser”.
D. Jorge Ortiga, apontou à assembleia participante a necessidade de “fazer caminho nas sagradas escrituras”. “Se é verdade que já fi­zemos algum caminho, ho­je temos necessidade de ca­mi­nhar mais, de pegar nas sagradas escrituras pa­ra apro­fundar a nossa fé”. “Temos Mãe”, insistiu o ar­ce­­bispo. “Então deponhamos no seu regaço as nossas aspirações e as nossas dúvidas”.
O arcebispo concluiu a sua homilia lembrando o dia dos avós, de Santa Ana e São Joaquim que se celebrava nesse Domingo. “San­­­ta Ana e S. Joaquim fo­ram os pais de Nossa Se­nho­ra e por isso os avós de Jesus. O facto chama-nos a atenção para pensar nos avós. Os avós são um te­sou­ro. O tesouro escondido de que nos falava o Evangelho. O dia de hoje devia ser também uma oportunidade pa­ra pensar que eu sou um tesouro para todos mas, sobretudo, para os meus netos. Um avô não tem receio de falar com os seu netos, de lhes apontar o caminho do bem, da verdade, da santi­da­de, de Deus, e não só do su­cesso. Procurai ser um te­souro para a vossa família e so­bretudo para os vossos ne­tos. Não tenhais me­do de lhes falar de Jesus Cris­to”, apelou o Prelado.
2020-07-30


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