Igreja

Bispos portugueses elogiam «serviço fundamental» da comunicação social em tempos de pandemia

          
Bispos portugueses elogiam «serviço fundamental» da comunicação social em tempos de pandemia

A Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais publicou, em 5 de Maio, uma nota em que destaca o “serviço fundamental” dos media durante a pandemia de Covid-19


“A par com tantos heróis que estão na linha da frente a salvar vidas e acompanhar os que são mais excluídos e isolados, teremos de reconhecer e louvar o serviço fun­­damental e imprescindível da comunicação social. Toda ela, mas de modo es­pe­cial a de proximidade co­mo seja a comunicação social regional”, refere o documento, enviado à Agên­cia EC­CLESIA pelo organismo da Igreja Católica em Portugal.
A comissão destaca as di­fi­culdades que atingem o setor dos medias e ape­lam ao apoio das autoridades pú­­blicas, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Comunicação Social “na coesão nacional, na promoção cultural, na relação que estabelecem entre cidadãos que que estão fora do seu país”.
“Sentimos vivamente o apelo, e fazemo-lo nosso, que se tem feito sentir sobre a carência de meios e as di­­ficuldades económicas por que estão a passar”, acrescenta a nota.

54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

A Igreja Católica assinala a 24 de Maio o 54.º Dia Mun­dial das Comunicações So­ciais, este ano sem a cele­bra­ção comunitária da Missa, devido à pandemia, pelo que se sugere que a recolha de donativos para os secretariados do setor (a nível nacional e em cada uma das dioceses) se faça “num domingo que seja mais oportuno”, não sendo possível no dia próprio.
“As exigências que se colocam à comunicação social em geral e da Igreja em particular, apelam para que todos os cidadãos reflitam e sintam a sua importância na sociedade e na cultura atuais; mas de modo particular este apelo é lançado aos cristãos de forma a valorizarem com a sua atenção e contributo os meios de comunicação social da Igreja”.
O desafio da Comissão Episcopal estende-se a todos os que reconhecem a “importância da presença da Igreja no cenário comunicativo”, com o seu con­tri­bu­to em favor de “uma comunicação mais digna da pessoa humana e do bem comum”.
“Com escassos meios, mas com profissionais ge­ne­rosos e zelosos no desejo de comunicar, de oferecer a notícia, de auscultar as necessidades das populações mais distantes e esquecidas, e alertando para o dever de justiça e de partilha para com os que não têm voz nem vez na sociedade”, indica a nota.
Perante “restrições sociais, económicas e religiosas únicas na história”, ganha maior importância a “exi­gên­cia da verdade, da dignidade da pessoa e do bem comum” no trabalho dos media.
“Na situação atual que vi­ve a humanidade em geral e o povo português em particular, urge a Boa Notícia que integre o respeito absoluto pela verdade dos factos mas igualmente alimente a esperança no futuro melhor alicerçado no testemunho de tantos dos nossos antepassados que nos deixaram uma história narrada de heroicidade”.
A mensagem do Papa para esta celebração, di­vul­gada em Janeiro, alertava para as narrativas “falsas” e “devastadoras” que marcam a comunicação atual, apelando a um maior espaço para “boas histórias”.
“Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o ‘deepfake’), precisamos de sabedoria para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas”, escreve Francisco.
O texto tem como tema “Para que possas contar e fixar na memória’ (Ex 10, 2). A vida faz-se história”, centrando-se no papel central que a “narração” tem na his­tória do ser humano.
A Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais é constituída por D. João La­vrador (presidente), bispo de Angra; D. Nuno Brás, bispo do Funchal; D. Pio Al­ves, bispo auxiliar do Por­to; D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa; D. Amândio Tomás, bispo emé­­rito de Vila Real; e Paulo Rocha (secretário), dire­tor da Agência ECCLE­SIA.
2020-05-14


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