Igreja

Conselho Presbiteral em vídeo-conferência

          
Conselho Presbiteral em vídeo-conferência

Na sua reunião plenária por vídeo-conferência, realizada em 19 de Maio, o Conselho Pres­bi­­­teral da Arquidiocese de Braga considerou que, em tempos de epi­de­­mia, se podem vis­lum­brar, pelo menos, três grandes linhas de for­ça a pôr em prática na vida da Igreja: a sua marca “lai­cal e sino­dal”, a Igre­ja “hospital de Deus” e Igreja “em saí­da”.


O documento/comunicado, intitulado Presbitério de Bra­ga ao serviço do Povo de Deus”, foi apresentado a todos os conselheiros que ti­ve­ram cerca de dois minutos “de antena” para sobre ele se pronunciarem e foi, no final da reunião aprovado por unanimidade.
O texto, de duas páginas e sete mil caracteres com es­pa­ços, faz uma breve análise da situação da Igreja em tempo de pandemia, apre­sen­tando-a como “marca­da­­­­­mente laical e sinodal”, “co­­­­munitária e doméstica”, ven­­­do, nesta perspectiva, “um caminho para o futuro do agir pastoral” acredi­tan­­­do na “força da família” pa­­­­ra a partir daí fazer a “re­no­­vação” da Igreja.
Num segundo ponto, fren­­­te aos novos reptos que a crise económica lançara, o no­vo documento apresenta a Igreja como “Hospital de Deus” ou “Hospital de campanha”.
“Ninguém ignora que a pan­­demia provocará uma cri­­se profunda com muitas con­sequências sociais, eco­nó­­micas e culturais. A po­bre­­za regressa e as nossas fa­­mílias experimentam ca­rên­­cias de vária ordem. Con­­tinuaremos a traduzir o Evangelho em gestos de con­­­­­solação, cura, perdão e par­tilha de bens. Mobilizando e recriando formas orga­ni­­­zadas de partilha e socorro através da Cáritas, das Con­­ferências Vicentinas, das IPSS, do Fundo Partilhar com Esperança.”
Um terceiro ponto do co­mu­­nicado apresenta, na linha do Papa Francisco, uma “Igreja em saída”, ao encontro das “periferias humanas”.
“Com toda a Igreja, que tem no Papa Francisco o sinal visível de unidade, somos desafiados a sair ao en­contro de todas as periferias humanas e existenciais. Reconhecemos o quanto a pan­­demia do COVID-19 nos tem desinstalado, não só rein­­­­ventando formas de pre­­­­sença, mas sobretudo a en­contrar pessoas e situações fora dos nossos habitu­ais percursos eclesiais.”
O documento que começa por “agradecer e reco­nhe­­­­cer a imensa generosi­da­­de e ousadia de tantas pes­soas que, tanto no exer­cí­­cio das suas profissões e car­gos de responsabilidade pú­blica, social e eclesial co­mo em imensas iniciativas de voluntariado têm colo­ca­­do a vida ao serviço do bem comum, no cuidado uns dos outros”, conclui com um propósito: “queremos ser uma Igreja sama­ri­­­­tana que se detém, apro­xi­­­­ma, cuida e acompanha as enfermidades de todas as pes­soas, especialmente as mais frágeis. Queremos nós pró­­prios, cada um e comu­ni­­taria­mente, ser continua­do­­res do bom samaritano num mundo de pressas e indiferenças”.
2020-05-28


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