Opinião

A felicidade não é utopia

          

Sendo o “ser feliz”, um sonho que nos encoraja a procu­rar e lutar por alcançar esse bem, é pena que nem todos gas­tem o tempo necessário a refletir sobre o que é, e co­mo se alcança.
Criamos muitos maus hábitos que nos dificultam a refle­xão, o diálogo, o debate, que uma troca de experiências en­riquece. Vivemos um stress que nos impede de parar e ga­nhar tempo até para nos conhecermos a nós mesmos.
Neste ambiente desenvolveram-se hábitos de transfe­rên­­cia de responsabilidades, delegando no grupo, na as­so­­ciação, no partido político, a decisão que devia ser pessoal.


Também por essa razão, proliferaram as manifestações, as pressões sobre a opinião pública, as contestações, a ani­mosidade, onde a vingança e o ódio, encontram berço fa­vorável.
Estamos muitas vezes a ser empurrados, manipulados sem nos apercebermos do perigo.
Ao aprofundar o conhecimento de nós mesmos des­co­bri­­mos um medo: o de virmos a voltar a ser “nada”. Verda­dei­­ramente esta afirmação é imprópria, porque, antes de ser­mos, estivemos no pensamento de Deus.
A ideia de finitude, de desaparecimento, aterroriza crentes e não crentes num Deus, que ama. Porque ama, não des­­trói. Espera pacientemente que despertemos e que ca­­mi­nhemos ao Seu encontro.
Neste mês em que reavivamos saudades, pensemos um pouco mais na felicidade, dos que partiram, que talvez esperem a nossa presença numa oração, num pensa­mento de gratidão. Mas não esqueçamos também a felici­dade dos que vivem e que podem estar dependente de nós, da nos­sa ajuda material ou espiritual, na simples pro­cu­ra de fe­licidade.
M. Leonor Coelho
2019-11-13


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