A atual conjuntura internacional tem sido descrita como o esboço de uma “nova ordem mundial”, marcada pelo regresso explícito da lógica das grandes potências e das esferas de influência. A centralidade política de líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin traduz um mundo onde a força económica, militar e tecnológica tende a substituir o direito internacional e o multilateralismo. A guerra na Ucrânia, a violência persistente na Terra Santa, as tensões em torno do Irão, a crise profunda da Venezuela — incluindo hipóteses de intervenção externa e de responsabilização forçada da sua liderança — bem como os cenários de pressão sobre Taiwan ou mesmo de anexação da Gronelândia, revelam um sistema global cada vez mais instável.
À luz da Doutrina Social da Igreja (DSI), esta evolução não pode ser lida como inevitável. Na Pacem in Terris, João XXIII afirmava que a paz autêntica só se constrói sobre a verdad ...
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