Na minha adolescência, tive um companheiro que sempre revelou falta de interesse pela escola. Quando jovem maduro, deixei de o ver. Ele era magro, alto, olhar de lince e sisudo.
Normalmente, fazia-se acompanhar dum canito de cor branco-sujo, de pêlos eriçados, focinho alongado e rosnava facilmente. O Faustino, de gorra gasta na cabeça, circulava pelos caminhos - ao lado do canídeo - confiadamente. Um dia este meu ex-condiscípulo desapareceu e soube que tinha emigrado para o Brasil.
Passaram-se já cerca de seis décadas e, Manaus, pelos vistos, não mudou de nome, porque no restaurante onde me banqueteava com um naco de javali à lá rose, dois cavalheiros, saudos ...
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