Reportagem

Assembleia Municipal de Vieira do Minho aprova Plano e Orçamento de 17,9 ME para 2020

          
Assembleia Municipal de Vieira do Minho aprova Plano e Orçamento de 17,9 ME para 2020

Os documentos pro­­­­visionais do Plano e Orçamento da Câmara foram apro­va­dos na Assembleia Municipal de 19 de No­vem­bro, por maioria, com 7 abstenções do PS.


Colocados à discussão o Plano e Orçamento foi analisado pela oposição. Pedro Pires do PS, lamentou o facto de a Câmara não ouvir a oposição na elaboração do orçamento e plano de actividades, acusando a Câmara de gerir o orçamento com interesses eleitoralistas. “A despesa corrente aumentou representando 60% do valor global. É um orçamento de con­tinuidade e adiamento de obras para efeitos eleito­rais. Empurrando-as para perto das eleições com pe­di­dos de empréstimo de lon­go prazo. A situação financeira não é tão boa co­mo o sr. presidente apregoa”. Pedro Pires perguntou ao pre­sidente da Câmara: “quem vai deixar de fazer parte do gabinete de ve­rea­ção?”.
António Cardoso, res­pon­­deu: “estamos unidos por Vieira e vamos con­ti­nuar a trabalhar em prol dos vieirenses. Não fazemos obras por causa das eleições. O prazo das obras da EBS Vieira de Araújo termina em Abril de 2021, longe das eleições”. Anunciou que, acabando as obras na Praça Brás da Mota, arrancam as obras junto ao Coreto e as obras na rua Luís de Camões “decidimos adiá-las. Estamos a fazer obras faseadas para pagarmos”, concluiu.
Paulo Silva do PSD, defendeu os documentos que “vão trazer mais qualidade de vida para Vieira do Mi­nho e para os Vieiren­ses”. Destacou os princípios da responsabilidade e trans­pa­rência dos últimos 6 anos, alicerçado no investi­mento e nas parcerias com as juntas de freguesia e ins­ti­tuições locais. “É a promoção da marca Sentir Vieira num território empreendedor num orçamento de con­ti­nuidade, de valor e coe­são que aposta no desenvolvimento do concelho.”
Os 7 membros do PS, vo­taram contra “a listagem de obras a executar”, para ins­tru­ção de processo junto a Tri­bunal de Contas, no âmbito de contratação de empréstimo de 450 mil eu­ros. Na declaração de voto, os socialistas disseram terem dúvidas se já estão efe­tuadas obras ou não nas fre­­guesias e que este empréstimo já tinha sido apro­va­­do. “O processo foi mal ins­truído”, afirmou Pedro Pires.

Quase meio milhão para as freguesias. Mosteiro a mais contemplada

Por unanimidade, foram aprovadas delegações de com­petências e pedido de apoios de verba para as freguesias de Ruivães/Campos, Eira Vedra, Mosteiro, Vi­­­eira do Minho, Ventosa/Cova, Anjos/Vilarchão, Ros­sas, Tabuaças, Cante­lães, num total de 303 581 mil euros. A freguesia do Mosteiro foi a mais contemplada. Para além dos 149 500 mil euros, vai receber apoio té­cnico e administrativo do município para lançamento do concurso para a colocação do relvado sintético no campo de jogos.
Também, por unanimi­da­de, há execepção de 3 freguesias (Salamonde, Can­te­lães e Caniçada/Soen­gas), que não aceitaram a transferências de competências com vista à limpeza de valetas, as outras 13 vão receber um total de 130 640, 57 euros. Neste pon­to o PS apresentou de­cla­ração de voto reclamando verbas mais altas e notam “descrepâncias nas ver­­bas atribuídas às juntas de freguesia”.
Fora da ordem dos trabalhos, a proposta no âmbito de empréstimo até 298800 euros, aprovada em reunião de Câmara realizada em 15 de Novembro, teve 7 abstenções do PS. O presidente da Câmara justificou a pertinência desta apro­­vação “para não parár­mos as obras em curso e a próxima AM só se realizará em Fevereiro”.
A sessão, a uma terça-feira, não foi de agrado de An­tonieta Machado, não só pe­lo dia mas também por falta de tempo de consulta dos documentos,iniciou-se com um minuto de silêncio em memória de Manuel Pe­reira da Silva, presidente de Junta da União de Freguesias Ventosa/Cova.
Paulo Silva, falou do de­clínio da população de Portugal, apontando dados do INE, positivos, para o con­ce­lho contrariando o discurso negativista do PS, que apresentou números catas­tró­ficos sobre Vieira do Mi­nho na sessão anterior. “Vi­eira do Minho em 2017 teve um poder de compra superior a muitos municípios pró­xi­mos com condições simi­la­res ao nosso concelho. Este executivo tem feito mui­to pelas famílias. Vieira do Minho volta a ser pre­mia­da como autarquia familiarmente responsável”.
Pedro Pires, espera por “políticas municipais que atenue a tendencia de perda de população no concelho” e criticou “o segredo” do presidente da Câmara re­­lativamente ao local de construção do novo Centro de Saúde de Vieira do Mi­nho. Interpelou o presidente sobre o custo do Mercado da Castanha e o porquê da não utilização da tenda gigante, obrigando as pessoas “a comer as castanhas aqui nos Paços do Concelho”. A APOSC voltou a ser te­ma de discussão com o membro da Assembleia a di­zer que o PS fez queixa de “algumas situações não estarem legais o que se veio a verificar”. Perguntou se os protocolos com esta associação, aprovados, em 2018, vão ser anulados e a “APOSC a continuar aqui na Câmara, é uma confusão”.
O presidente da Junta de Parada de Bouro, convidou as “forças políticas nesta ca­­sa para ajudarem na re­so­­lução do problema da Ponte do Bôco”. Interpelou o presidente sobre os terrenos do estaleiro das obras do túnel de descarga da Barragem de Caniçada “as silvas já estão sobre a es­trada”, e de uma derrocada na rua de Pandoses “que pode estar iminente”.
O presidente da Junta de Louredo, fez “uma declaração de voto para pedir desculpa aos outros padres que celebram missas em mor­tuárias, capelas, até em casas particulares”. Pediu mais obras para a freguesia e congratulou-se com as leds. “Uma vergonha as árvores taparem as leds na estrada que atravessa a minha freguesia”, rematou.
O presidente da Câmara na resposta às solicitações e interpelações afirmou que os números dependem das comparações que se fazem, destacando Vieira ser dos 62 municípios uma “Au­tar­quia Familiarmente Responsável”. Relativamente ao novo Centro de Saúde estranhou que o “PS saiba o que nós desconhecíamos. E só quando o Governo anuniciar que vai ser construído um novo centro, di­vulgarei o local que já foi aprovado”.Quanto à APOSC confirmou que a sede vai ser no edifício do Município, quer terminar com o assunto: “criada e bem em 2003 pelo PS, vo­cês fazem queixas por tudo o que é institui­ções. Isso não é forma de fa­­zer política. Os dois ve­rea­dores (Ana Maria e An­tó­nio Barroso), votaram ina­dvertiva­mente. Nós até temos maio­ria 5-2.”
No que toca à ponte de Pa­rada, o presidente da Câ­mara avançou que “já foi feito o levantamento e já há uma empresa a fazer o pro­je­cto para ir a concurso pú­bli­co. Estamos a encetar contactos para que a REN e a EDP ajudem as Au­tar­quias de Amares e Vieira do Minho na obra que será a 50 metros a montante da actual encerrada desde Fe­ve­reiro”. Também em Parada de Bouro a protecção civil já foi ao terreno para iden­tificar o problema da der­­rocada na rua em Pan­do­ses e está projectado pa­ra o estaleiro um parque de autocaravanismo”, frisou.
Na resposta ao presidente de Louredo, disse que a Câmara vai fazer mais um pouco daquilo que temos fei­to. Vamos colaborar na re­­qualificação da sede. Faltam 3 freguesias para cobrir todo o concelho de le­ds, poupando cerca de meio milhão de euros”.
O presidente da Câmara te­ve ainda a ocasião para responder a Pedro Pires so­­bre o Mercado da Casta­nha. “Vamos repensar as da­tas para este evento, talvez suprir os espectáculos à noite. Quanto à não uti­liza­ção da tenda gigante, ela não é nossa. A pequena estava a ser ocupada com os produtos locais. Quanto ao custo total, ainda não fechamos as contas.
Texto e foto: Zé Maria
2019-11-27


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