O filósofo Gilles Lipovetsky descreve a sociedade atual como a cultura do efémero: tudo é intenso, imediato e rapidamente substituível. Também o desporto, especialmente o futebol, não escapa a esta lógica. O que nasceu como jogo, espaço de encontro e escola de virtudes pode facilmente transformar-se num dos grandes cultos seculares do nosso tempo.
A Igreja nunca condenou o desporto, antes pelo contrário. O Concílio Vaticano II (Gaudium et Spes, 61), o Compêndio da Doutrina Social da Igreja e os Papas apresentam-no como uma ...
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