Há uma crise percetível na Igreja contemporânea: não apenas de identidade, mas––mais subtilmente––de atração. Muitos fiéis afastam-se, não necessariamente por divergências doutrinais, mas por uma fome de sentido que parece não encontrar resposta nas celebrações litúrgicas. A liturgia, quando perde a sua beleza profunda, corre o risco de tornar-se rotina vazia — e essa desolação pode alimentar o êxodo espiritual.
A liturgia autêntica é farol: é experiência sacramental de transcendência, encontro pessoal com o Mistério, comunidade reunida e transformada. Quando celebrada com reverência, teol ...
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