Editorial
Quaresma ascese conversão
Não será de todo descabido colocarmo-nos, nestes dias, algumas perguntas simples e concretas. Falar hoje de quaresma, jejum, abstinência, ascese, conversão… ainda faz sentido? Não serão palavras arcaicas ou arcaísmos, que caíram em desuso na linguagem cotidiana, embora persistem na literatura, ou na memória geracional? Como reentrar neste tempo cronológico que a Igreja chama “forte” e “providencial”?
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Corajosos e confiantes
Porquê’ – pergunta a criança, desejosa de perceber o que querem dizer os adultos na linguagem, que, aos poucos vai guardando na memória, em desenvolvimento.
Também nós, adultos, devemos conservar o hábito de questionar tudo o que, à nossa volta, e também no espaço global, mais alargado, vai acontecendo.
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NOVOS TEMPOS
Silêncio cúmplice ou voz incómoda?
Sempre que a Igreja Católica se pronuncia sobre temas sociais ou políticos em Portugal, repete-se o mesmo refrão: “A Igreja não deve meter-se na política.” A frase surge tanto de sectores laicistas como, curiosamente, de alguns católicos incomodados. Mas talvez a pergunta esteja mal colocada. A questão não é se a Igreja deve falar de política, mas se pode deixar de falar quando está em causa a dignidade da pessoa humana.
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A sobriedade como profecia
Há dias, um amigo padre confidenciava que no início do novo ano, estava a ouvir com calma homilias e discursos do Papa Leão XIV pronunciados antes e depois do Natal, reconhecendo que eram intervenções curtas e intensas, expressadas de forma tão humana e terna. Será que, aos poucos, Leão XIV está a conquistar os nossos corações e, sobretudo, a falar ao coração do nosso mundo?
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A lição dos pastores
PENSO MUITAS VEZES NA LIÇÃO DOS PASTORES. Eles foram a correr ver o Menino que nasceu no desprovido de uma manjedoura e voltaram pelo seu caminho, louvando a Deus, cheios de alegria pelo sinal que lhes foi dado. Podemos, com razão, perguntar: mas o que é que viram?
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O inferno existe?
Quando pronunciamos a palavra “inferno” logo nos vem à mente a imagem e uma grande fogueira onde são queimados e atormentados, lentamente e eternamente os corpos dos condenados. Mas será que o inferno existe? E se existe, em que consiste?
Muitos teólogos afirmam hoje que este inferno não existe. E que todas as descrições pavorosas, expressões e imagens de Jesus referentes ao que nós chamamos de “inferno” são incompatíveis com o Deus de amor revelado por Jesus Cristo (1 Jo 4,8).
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A orquestra
Gosto de ir ver a orquestra.
Vou ouvi-la, é claro, mas gosto mesmo é de a ver: enche-se-me a alma de uma outra forma; junto à beleza da música o encanto de ver o homem ser como deve ser.
Dominar um instrumento musical leva muito tempo. É preciso tornar os gestos sólidos e finos. Exige o aperfeiçoamento constante de qualquer coisa que nasceu connosco, deve desenvolver-se dentro de nós e brotar mais tarde, com naturalidade, como a água da fonte.
Assim solta a flor as suas pétalas: após um longo processo.
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A Política Sublime Vocação
Deparamos, frequentemente, e sobretudo em períodos de campanha eleitoral, com uma avalanche de notícias onde a depreciação da imagem dos políticos e do exercício da política cresce dia-a-dia e, com ela, a má noção e o descrédito da própria política.
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