Nesta edição escrevo-vos sobre a queda dos «deuses». Não do criador do universo, não da divindade suprema, mas daqueles homens que construíram impérios digitais que cresceram mais do que Estados, criadores de algoritmos que moldam as nossas vidas de formas que nem sequer conseguimos alcançar. As fortunas destas entidades de carne e osso, idolatradas por milhões, aumentam todos os anos, mas a admiração dos seguidores, nós, que lhe entregámos dados das nossas vidas, vai diminuindo. Não por termos deixado de necessitar das máquinas que eles criaram, mas por os compreendermos melhor. Por percebermos que estes detentores do poder global têm faces de ganância, demonstrando que nunca a desigualdade foi tão visível.
A última Met Gala contribuiu, mais do que muitos acontecimentos, para mostrar as disparidades que o tapete vermelho esconde. Esta vitrina do excesso, que reúne anualmente celebrida ...
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